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A Nova Estratégia da China para Salvar o Mercado Imobiliário em 2026

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A China intensificará a renovação urbana e os esforços para estabilizar seu mercado imobiliário em 2026, no início de seu mais recente Plano Quinquenal (2026-2030), segundo um relatório de uma conferência sobre política habitacional realizada em Pequim nos dias 22 e 23 de dezembro.

O encontro delineou as principais tarefas de desenvolvimento habitacional para o período do Plano Quinquenal e considerou o próximo ano um ponto de partida crucial para a implementação da política, de acordo com o comunicado divulgado pelo órgão oficial do Ministério da Habitação.

Um dos principais focos será a “implementação vigorosa da renovação urbana”, juntamente com esforços para estabilizar o mercado imobiliário, prevenir e mitigar riscos e melhorar a oferta de moradias acessíveis.

O setor imobiliário chinês, outrora um motor fundamental do crescimento, encontra-se em declínio persistente desde meados de 2021, apesar das repetidas promessas do governo de fortalecer o setor.

As vendas fracas de imóveis e a queda dos preços têm afetado a confiança do consumidor e dos proprietários, visto que cerca de 70% do patrimônio das famílias está atrelado a imóveis.

As construtoras também enfrentaram dificuldades de liquidez. A China Vanke (000002.SZ) informou em comunicado no dia 22 de dezembro que obteve aprovação para estender o prazo de carência para o pagamento de um título de 2 bilhões de yuans (cerca de R$ 1,57 bilhão) com vencimento em 15 de dezembro.

Estabilização do  mercado e análise setorial

Sobre a estabilização do mercado, as autoridades afirmaram que as políticas seriam adaptadas às condições locais para gerir a oferta e reduzir os estoques.

As medidas incluem a renovação de bairros urbanos e o apoio aos governos locais na compra de casas existentes para serem utilizadas como habitação social.

Autoridades também afirmaram que a China incentivaria uma mudança no sentido de vender casas novas já prontas, para que “os compradores possam ver o que estão comprando”.

A conferência se comprometeu a fortalecer o mecanismo da “lista branca de projetos”, um programa apoiado pelo governo, no qual autoridades locais indicam projetos residenciais paralisados para financiamento bancário acelerado, e instou os governos municipais a utilizarem plenamente sua discricionariedade para ajustar e otimizar as políticas imobiliárias.

Em relação ao controle de riscos, as autoridades afirmaram que seguiriam princípios orientados para o mercado e o Estado de Direito para lidar com os riscos de endividamento das construtoras, reforçar a supervisão dos fundos de pré-venda e proteger os direitos e interesses legítimos dos compradores de imóveis.

Sobre a habitação acessível, as autoridades afirmaram que procurariam fornecer apoio habitacional para famílias urbanas de baixa renda que enfrentam dificuldades, ao mesmo tempo que adotariam medidas específicas para atender às necessidades básicas de moradia de grupos vulneráveis, incluindo jovens.

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O Que 2025 Ensinou Sobre o Mercado Imobiliário em um Ano de Juros Altos

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O mercado imobiliário brasileiro encerra 2025 com um retrato de contrastes. De um lado, juros em patamares elevados restringiram o crédito e atingiram em cheio a classe média. De outro, políticas públicas, demanda estrutural por moradia e maior participação do mercado de capitais e resiliência da alta renda permitiram que o setor avançasse, tanto em volume quanto em valor.

Fato é que o ano foi marcado por uma reorganização profunda das forças que sustentam o real estate no país. Programas habitacionais ganharam protagonismo, segmentos menos dependentes de financiamento, tais como o de alta renda, mostraram resiliência e os ativos imobiliários listados na B3 passaram a antecipar um novo ciclo, impulsionados pela expectativa de queda da Selic, atualmente em 15%.

Mais do que um ano de crescimento linear, 2025 consolidou um avanço seletivo, no qual produto, público e funding fizeram toda a diferença.

Juros altos e crescimento seletivo

A Selic em torno de 15% foi o principal desafio macroeconômico do setor ao longo do ano. O encarecimento do crédito imobiliário afetou diretamente os segmentos mais dependentes de financiamento, especialmente o médio padrão.

Segundo Luiz França, presidente da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), o impacto foi concreto. “Estudo da Abrainc mostra que o encarecimento dos juros nos últimos cinco anos excluiu cerca de 800 mil famílias do acesso ao crédito imobiliário para aquisição de imóveis de R$ 500 mil”, afirma.

Na prática, segundo França, as taxas de financiamento subiram para a faixa de 13% a 14% ao ano, pressionando as prestações e reduzindo o público elegível para imóveis entre R$ 700 mil e R$ 1,5 milhão.

O protagonismo do Minha Casa Minha Vida

Se os juros limitaram parte do mercado, o Minha Casa Minha Vida funcionou como o principal motor do setor em 2025. O programa ampliou participação, volume e previsibilidade.

Ely Wertheim, CEO do Secovi SP, destaca a mudança estrutural na cidade de São Paulo, o principal mercado do país. “A grande novidade é que 65% do mercado é Minha Casa, Minha Vida, e isso era aproximadamente 45% até 2023”, diz.

Segundo ele, o desempenho superior está ligado ao tíquete menor e à maior liquidez. O orçamento recorde, próximo de R$ 180 bilhões, permitiu antecipar metas e ampliar o alcance do programa, inclusive sobre parte da classe média, com a criação da Faixa 4.

Ajustes estratégicos e resiliência dos extremos

Mesmo em um ambiente financeiro restritivo, o mercado não parou. Ele se ajustou.

Para Caio Nabuco de Araújo, analista da Empiricus Research, 2025 foi um ano de maior seletividade para o real estate. No aspecto macro, segundo ele, no início do ano o mercado projetava um ambiente ainda mais restritivo de juros, mas ao longo do período houve uma mudança nas estimativas, com a antecipação de um ciclo de queda.

Além disso, na parte micro, o desempenho operacional dos fundos imobiliários foi favorável, com manutenção de vacância baixa em logística, absorção líquida positiva em escritórios em São Paulo e desempenho resiliente dos shopping centers.

Renato de Sousa Correia, presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), ressalta que o setor segue amparado por uma demanda estrutural, uma vez que o Brasil enfrenta um déficit habitacional estimado em cerca de 6 milhões de moradias, o que ajuda a explicar a continuidade da atividade mesmo com juros elevados.

Luxo e superluxo resilientes

No outro extremo da pirâmide, a alta e a altíssima renda tiveram papel relevante na sustentação do mercado em 2025. Menos dependente do crédito imobiliário tradicional, esse público manteve decisões de compra ancoradas em renda, patrimônio acumulado e na percepção do imóvel como ativo real de preservação de valor.

Mesmo com juros elevados, o segmento seguiu ativo, sobretudo em projetos bem localizados e com oferta restrita, contribuindo para a valorização dos preços em grandes centros urbanos.

Levantamento da Brain Inteligência Estratégica apontou que o mercado de luxo e superluxo no Brasil disparou em 2025. Nas principais capitais, o O VGV (Valor Geral de Vendas) lançado avançou mais de 120%.

Mercado de capitais e fundos imobiliários

Com a perda de fôlego da poupança, instrumentos como LCIs, CRIs e FIIs (fundos imobiliários) ganharam espaço no funding do setor. Entre junho de 2023 e junho de 2025, as LCIs cresceram cerca de 60%, enquanto os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) avançaram aproximadamente 20%.

Na B3, o desempenho foi positivo, embora desigual. O Ifix (índice dos FIIs) acumulou valorização de cerca de 17,5% em 2025, enquanto o Imob disparou. Um estudo da B3 indicou que 2025 marcou o recorde histórico de 2,9 milhões de investidores em FIIs.

“Analisando o desempenho do Ifix no período de 2021 até meados de 2023 o indicador apresentou um movimento lateral, após este período houve uma expansão que se intensificou em 2025”, afirma o economista Henio Luiz Scheidt, gerente de produtos da B3.

Segundo ele, o Imob também apresentou laterização até o ano de 2024, avançando em 2025 numa alta acumulada de 72%.

Outro estudo da B3 indica que cinco FIIs representaram um sexto do total de volume diário de R$ 316 milhões movimentado na B3 nesse produto, comprovando como a liquidez se concentra nos produtos mais consolidados.

Larissa Nappo e Fausto Menezes, analistas do Itaú BBA, afirma que essa diferença entre o desempenho dos índices está ligada ao modelo de negócio. “A diferença de retorno entre o Imob e o Ifix decorre da natureza das operações de cada segmento”, afirmam.

Enquanto incorporadoras lidam com desenvolvimento e estoques, os fundos imobiliários operam com foco na geração de renda e menor risco operacional. Além da dinâmica macro, o desempenho operacional dos FIIs foi favorável.

Caio Nabuco de Araújo, da Empiricus, destaca a manutenção de vacância baixa em logística, absorção líquida positiva em escritórios em São Paulo e vendas resilientes em shopping centers.

Mesmo após a alta do ano, os fundos ainda negociam com desconto em relação ao valor patrimonial, e o dividend yield (rendimento do dividendo) segue em dois dígitos.

Um setor que antecipou 2026

Ao fim de 2025, o mercado já começou a precificar a queda dos juros. Para Luiz França, da Abrainc, a redução da Selic tende a destravar a demanda reprimida. “A cada 1 ponto percentual de redução da Selic, cerca de 160 mil famílias voltam a ter acesso ao financiamento habitacional”, diz.

Com mais crédito, funding diversificado e uma demanda estrutural elevada, o real estate encerra 2025 mais forte do que o cenário macro isoladamente sugeriria. Foi um ano de adaptação, seletividade e reorganização. O próximo tende a ser de aceleração, avaliam os especialiftas.

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Mais de US$ 100 Milhões em Ativos Desaparecem em Esquema Imobiliário nos EUA

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Em janeiro de 2023, Brad Carr entrou para a RAD Diversified, uma empresa de investimentos imobiliários sediada em Tampa, na Flórida, logo após se aposentar depois de 27 anos no Exército dos Estados Unidos. Contratado como diretor de iniciativas estratégicas da RAD, Carr afirma que atuava, na prática, como chefe de estratégia. Formado pela Academia Militar de West Point, Carr, hoje com 51 anos, passou grande parte da carreira na polícia militar antes de migrar para as chamadas “PSYOPs”, unidade responsável por usar informação e propaganda junto a populações estrangeiras para atingir objetivos militares.

Usando seminários e técnicas de marketing digital, a RAD Diversified já oferecia uma ampla variedade de programas de investimento a centenas de investidores. Seu principal produto era um fundo imobiliário não listado em bolsa (REIT), que dizia comprar casas unifamiliares em Los Angeles, Houston, Filadélfia e Tampa.

Mas a RAD também afirmava ter fundos de Opportunity Zone – que oferecem benefícios fiscais para investimentos imobiliários em áreas economicamente deprimidas –, um fundo cripto que investia principalmente em NFTs e um clube exclusivo de investimentos chamado Inner Circle RAD, que custava US$ 50 mil para dar acesso a parcerias em negócios imobiliários.

A empresa não atuava apenas com participação societária: também oferecia aos investidores a possibilidade de participar de empréstimos, prometendo retornos superiores a 10% ao ano. No total, a companhia divulgava que seu portfólio imobiliário somava US$ 250 milhões.

Esquema de pirâmide financeira

Duas semanas após começar no novo cargo, Carr — que respondeu a contragosto às insistentes perguntas da Forbes — recebeu um pedido surpreendente do CEO da RAD, Brandon “Dutch” Mendenhall. O chefe queria que ele pesquisasse como Bernard Madoff, autor do maior esquema Ponzi da história, foi descoberto. O documentário da Netflix “Bernie Madoff: O Golpista de Wall Street” havia acabado de ser lançado e, sem questionar o pedido inusitado, Carr reassistiu à série e montou uma apresentação para a liderança. Sua principal conclusão: Madoff conseguiu permanecer indetectável porque manteve os detalhes fora de vista – e porque ninguém quis estragar os retornos “mágicos” fazendo perguntas.

Pouco depois, Carr recebeu uma nova missão do CEO: elaborar um plano de crescimento e preparar materiais para potenciais investidores de family offices. Essencial para essa tarefa eram os dados que comprovassem as alegações da RAD de um retorno de 150% em quatro anos. No mesmo período, a partir de 2019, o fundo de índice imobiliário da Vanguard, com US$ 64 bilhões em ativos, havia registrado um ganho de apenas 18%. Os números fornecidos pelo então diretor financeiro da RAD, Andrew Nonis, mudavam de uma versão para outra. As diferentes áreas do negócio não batiam. Em junho de 2023, seis meses após entrar na empresa, Carr decidiu que não conseguiria realizar o trabalho para o qual havia sido contratado e pediu demissão.

Nos meses seguintes à sua saída, investidores afirmam que as distribuições de renda dos fundos da RAD começaram a desacelerar e depois cessaram sem explicação. Pagamentos aos investidores do REIT foram perdidos. Os juros dos empréstimos feitos à RAD não foram pagos. A empresa atribuiu o aperto de caixa à desaceleração geral nas vendas de imóveis, segundo investidores. No fim de 2023, as taxas de hipoteca se aproximavam de 8%, o que levou muitos a acreditar na versão da RAD.

A situação piorou em fevereiro de 2024. No mesmo dia em que a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) suspendeu a capacidade do RAD Diversified REIT de captar novos recursos, ao declarar abandonada sua declaração de oferta, a empresa congelou os resgates dos investidores.

Investidores de parcerias afirmam que seus pagamentos mensais pararam por volta do mesmo período. Valores devidos por empréstimos também deixaram de ser pagos. A comunicação tornou-se escassa. Em algumas parcerias, imóveis foram vendidos sem aviso aos sócios proprietários.

Então, em julho de 2025, com os resgates ainda congelados, o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou a emissão de intimações após receber denúncias de que a RAD não estaria usando o dinheiro dos investidores conforme divulgado. Em comunicado público, Uthmeier afirmou: “Isso parece ser um esquema Ponzi”.

A RAD contestou a acusação em sua resposta inicial ao tribunal. A empresa alegou que o Departamento de Assuntos Jurídicos do procurador-geral da Flórida não tinha jurisdição e que os registros solicitados deveriam ser obtidos junto à SEC, que – segundo os próprios donos da RAD informaram aos investidores – também conduzia uma investigação. Na ocasião, a RAD afirmou já ter fornecido à SEC mais de um milhão de páginas de documentos da empresa.

Segundo um investidor que passou um período no conselho da RAD e teve acesso aos livros contábeis, havia diversas execuções hipotecárias no portfólio imobiliário da empresa, além do desaparecimento de ativos estimados em cerca de US$ 100 milhões.

Com ações judiciais se acumulando e investigadores vasculhando seus registros e documentos, a RAD Diversified está atualmente no centro de um dos maiores escândalos do sul da Flórida.

Consequências da Lei JOBS

O caso é mais um exemplo de promotores oportunistas que se aproveitam da Lei JOBS, de 2012, usando dispositivos conhecidos como Regulation D e Regulation A+, que permitem que empresas captem silenciosamente milhões de dólares sem passar por um IPO, com exigências mínimas de divulgação e regras de marketing mais frouxas.

Os REITs privados se tornaram um terreno fértil para empreendedores da era da Lei JOBS. Diferentemente dos REITs listados em bolsa – que negociam em mercados públicos, enviam relatórios regulares à SEC e têm preços de ações facilmente verificáveis —, os REITs não negociados limitam resgates, oferecem muito menos transparência e frequentemente cobram taxas elevadas. Segundo dados da Blue Vault, empresa de pesquisa que acompanha investimentos alternativos, os ativos de REITs não listados cresceram de US$ 78 bilhões no início da década de 2010 para US$ 178 bilhões em 2025.

Quem são os fundadores da RAD

A RAD Diversified leva o nome de seus fundadores: Randle Bowling, que saiu da empresa em 2020; Brandon “Dutch” Mendenhall; e Amy Vaughn. Mendenhall, de 46 anos, cresceu em Iowa, jogou beisebol e depois atuou como treinador na Universidade de São Francisco antes de migrar para o mercado imobiliário. Segundo registros da empresa, ele iniciou sua carreira como recrutador executivo focado nos setores imobiliário e bancário, antes de lançar um negócio de educação imobiliária chamado Tax Auction Investors durante a onda de execuções hipotecárias que se seguiu à crise de 2008.

Amy Vaughn, também de 46 anos, é natural da Filadélfia e se mudou para a Flórida em 2001, aos 21 anos, segundo seu perfil no LinkedIn, onde afirma ter obtido licenças imobiliárias e de seguros (ela também diz que, naquele mesmo ano, já comandava uma empresa multimilionária). Sua presença online é marcada por textos e imagens motivacionais, com citações inspiradoras e referências frequentes a garra, ambição e perseverança, além de destacar seu trabalho filantrópico com a Joshua House, uma ONG de Tampa que apoia crianças vítimas de abuso e negligência. Ex-funcionários afirmam que Vaughn era a força de vendas por trás dos seminários imobiliários de Mendenhall.

Ex-colaboradores dizem que o grupo começou trabalhando com imóveis problemáticos e vendas a descoberto (short sales), antes de migrar para o negócio de seminários imobiliários. Eles cuidavam de marketing, vendas e operações administrativas para nomes conhecidos do setor, incluindo o canadense Dustin Hahn, especializado em tax liens (penhora fiscal). Em uma entrevista para um podcast em 2024, Mendenhall afirmou que decidiu subir ao palco e vender sua própria experiência porque muitos dos “gurus” não investiam pessoalmente em imóveis ou ensinavam técnicas ultrapassadas. Segundo ele, os alunos começaram a pedir para investir ao seu lado, em vez de apenas pagar por uma mentoria — o que levou ao lançamento de três fundos imobiliários em 2015, focados em casas unifamiliares.

Esses primeiros fundos, segundo ex-funcionários, eram relativamente pequenos (um registro de 2018 mostrava que um deles possuía 46 casas e US$ 5,8 milhões em ativos totais) e limitados por restrições de captação.

Em 2017, o grupo formou o RAD Diversified REIT, usando ofertas sob as regras Regulation A e Regulation D para levantar valores maiores junto a um grupo mais amplo de investidores. A RAD, incluindo Vaughn e Mendenhall, não respondeu aos diversos pedidos de comentário feitos para esta reportagem.

Com o tempo, o negócio deixou de priorizar seminários caros e passou a buscar e investir em seus próprios projetos imobiliários. Pessoas que trabalharam na empresa dizem que os fundadores acreditavam ser capazes de fazer o mesmo que seus clientes – e que haveria mais dinheiro a ganhar do que apenas promovendo eventos.

Inicialmente, focaram em criar pequenas parcerias para aquisição de imóveis. Essas iniciativas cresceram e se transformaram em programas de investimento estruturados, e um fundo deu origem a vários outros. À medida que a empresa se expandia, Mendenhall e Vaughn chegaram a lançar a Alternative Investment Association, um grupo de membros que cobrava ao menos US$ 5 mil por ano.

As vítimas da fraude

Tom Nagy, um empresário aposentado de 57 anos, morador dos arredores da Filadélfia, diz que investiu em parcerias da RAD após ingressar no Inner Circle da empresa. Em dois meses, comprometeu cerca de US$ 330 mil em quatro parcerias residenciais (três casas na Pensilvânia e uma na Califórnia), além de um empréstimo de US$ 100 mil à RAD e uma participação de 1% em um campo de golfe, o Wentworth Club, nos arredores de Tampa, que pertencia a outra empresa ligada à RAD, a Omnico Golf – que, segundo seu site, planejava adquirir seis campos até setembro de 2025.

Nagy afirma que a abordagem de vendas ganhou um tom pessoal quando ele viajou a Idaho para um retiro de investidores da RAD em outubro de 2023. Logo no início da viagem, assistiu a uma apresentação que mostrava um imóvel que ele já possuía como se ainda estivesse à venda.

Ao questionar, foi informado de que o sistema “não havia sido atualizado”. A comunicação ficou mais difícil depois disso. Ele esperava receber aluguéis de suas parcerias e juros do empréstimo. Não veio nada. Os extratos listavam taxas e custos de reparo que ele não conseguia comprovar. Ao pedir as notas fiscais, diz que nenhuma foi enviada. No fim de 2023, foi informado que os quatro imóveis das parcerias haviam sido vendidos. Um apresentou um pequeno lucro que ele nunca recebeu; dois deram prejuízo; e o quarto, segundo ele, resultou em uma cobrança de US$ 40 mil por reformas que ele nunca viu. Até agora, recuperou apenas US$ 1.900 dos US$ 330 mil investidos.

Lonnie Phillips, ex-paramédico de 61 anos, da Virgínia, teve uma experiência semelhante. Ele entrou para o Inner Circle da RAD em outubro de 2021 após ser informado de que as parcerias eram acordos genuínos de 50/50, com a RAD investindo ao lado dele. Isso era importante para ele, segundo Phillips.

Ele investiu em dois imóveis, incluindo uma casa à beira de um lago em Tampa, situada em um terreno de 125.000 m² às margens do Half Moon Lake, com piscina, apartamento para hóspedes e cerca de 50 metros de frente para a água.

A Zillow, maior plataforma online de imóveis dos Estados Unidos, atualmente estima o valor do imóvel em cerca de US$ 1,6 milhão. Phillips acreditava que ele e a RAD possuíam cada um metade da propriedade. Mais tarde, descobriu que a RAD havia vendido a maior parte de sua participação para outro investidor da própria empresa, ficando com apenas cerca de 10%.

Segundo ele, a mudança ocorreu sem seu conhecimento e comprometeu toda a estrutura de incentivos que acreditava estar comprando. O imóvel acabou sendo vendido e, de acordo com Phillips, nenhum dos investidores recebeu qualquer valor. O outro investidor processou a RAD na Flórida e obteve uma sentença à revelia.

Para aumentar sua frustração, Phillips afirma ainda que um de seus imóveis de parceria foi apresentado em uma chamada de Zoom com investidores da RAD como um ativo lucrativo do REIT. Quando levantou a questão, diz que foi ignorado. Tirando uma pequena quantia de distribuições do REIT relacionada a um resgate anterior, Phillips – que investiu cerca de US$ 300 mil no total com a RAD – afirma não ter recebido pagamentos de nenhuma de suas parcerias.

Para onde foi o dinheiro?

Se Nagy e Phillips se perguntavam para onde foi o dinheiro, Jeff Thomas diz que chegou mais perto da resposta. Thomas, investidor de 66 anos em parques de trailers e veículos recreativos, possuía cerca de 5% das ações em circulação do REIT, tornando-se o maior acionista externo.

Ele também participou de um podcast da empresa e promoveu a RAD para novos investidores. Seu primeiro aporte foi em 2018, e ao longo do tempo investiu US$ 1,5 milhão nos programas da RAD. Ele recebeu distribuições do REIT, retornos de parcerias e juros do empréstimo feito à RAD até o início de 2024, quando os pagamentos cessaram. Disseram que se tratava de um problema temporário de fluxo de caixa.
No meio de 2025, Thomas passou a pressionar por mais transparência. Em julho, foi nomeado para o conselho do REIT.

Outros candidatos ao conselho, segundo ele, desistiram porque a RAD não conseguiu contratar um seguro para diretores e executivos devido aos processos em andamento. Entre eles está uma ação civil com base na lei RICO movida pelo apresentador de rádio Buck Sexton, que investiu “mais de US$ 100 mil” e afirma que a RAD o enganou e não forneceu o “acesso direto a investimentos imobiliários subvalorizados” que lhe havia sido prometido. A RAD pediu a extinção do processo, alegando que as acusações são falhas e fora da jurisdição federal. Thomas contratou sua própria cobertura e ingressou no conselho.

Já como conselheiro, Thomas teve acesso às contas bancárias da RAD e começou a revisar transferências e saldos. O que viu levantou preocupações imediatas sobre a forma como o dinheiro circulava entre as diferentes entidades da RAD. Em meados de outubro, encontrou-se com Mendenhall e Vaughn no campo de golfe Wentworth, nos arredores de Tampa (por meio de outra empresa, Mendenhall e Vaughn eram donos do campo e, até a metade de 2025, ainda buscavam ativamente novos investidores para o projeto).

Ao longo de vários dias, Thomas diz que pressionou a gestão a se afastar e permitir que os investidores tentassem salvar a empresa. Ele acreditava que haviam chegado a um acordo. No dia seguinte, afirma, Mendenhall e Vaughn mudaram de posição e se ofereceram para entregar apenas o REIT. Dias depois, Thomas foi removido do conselho e perdeu o acesso às contas.

No fim de outubro, Thomas enviou uma carta aos investidores resumindo suas descobertas. Ele escreveu que o REIT estava “quebrado”, que a arrecadação de aluguéis havia caído de cerca de US$ 300 mil em janeiro para aproximadamente US$ 180 mil em setembro e que havia imóveis em execução hipotecária. Impostos e seguros não haviam sido pagos. Alguns inquilinos estavam retendo o aluguel. Fazendas haviam sido vendidas. A conta bancária mostrava um saldo de apenas US$ 2,36 milhões.

Ele também escreveu que muitos imóveis de parcerias haviam sido vendidos ou refinanciados sem aviso aos investidores. Thomas estimou que as empresas da RAD possuíam cerca de US$ 90 milhões em imóveis e ao menos US$ 90 milhões em dívidas. Diversas entidades da RAD, alertou ele, eram verdadeiras caixas-pretas, impossíveis de acessar mesmo sendo diretor.

Alguns investidores dizem que essa sensação se estendia para fora da empresa. Eles apontam as ligações da RAD com o contador Charles Dombek, que promovia estratégias tributárias em eventos da RAD. No LinkedIn, Dombek se apresenta como “especialista em financiamento de filmes” e afirma ter estruturado mais de US$ 300 milhões em empréstimos-ponte para projetos cinematográficos independentes. Ele também parece se especializar em estratégias fiscais para dentistas. Dombek diz ter trabalhado com mais de mil dentistas, reduzindo seus impostos em 30% ou mais, além de ter assessorado mais de “100 vendas bem-sucedidas de consultórios odontológicos”.

Mas, em outubro de 2024, Dombek concordou com uma liminar permanente junto ao Departamento de Justiça dos EUA. A ordem o proíbe de promover determinadas estratégias, incluindo o que o governo descreveu como entidades administrativas fictícias, transferência indevida de renda e arranjos abusivos de seguros cativos. A liminar foi emitida com seu consentimento, mas não constitui admissão de culpa. Dombek não respondeu aos pedidos de comentário.

As notícias sobre os problemas de Dombek só aprofundaram o temor dos investidores de que seu dinheiro jamais seria devolvido. Registros públicos mostram que ele registrou uma LLC (Limited Liability Company) na Flórida para o filho de Vaughn usando o endereço corporativo da RAD e o e-mail de Vaughn na empresa. Essa movimentação nos bastidores, conduzida pelo contador tributário de Vaughn, apenas aumentou a apreensão dos investidores.

Enquanto isso, a pressão aumenta sobre a RAD e seus promotores. Além da investigação do procurador-geral da Flórida em curso, o tribunal do condado de Hillsborough, onde fica a sede da RAD, já emitiu 18 sentenças à revelia contra entidades ligadas à empresa neste ano, totalizando US$ 9,5 milhões. Essas sentenças costumam ser emitidas quando os réus não respondem aos processos. Para os investidores, porém, elas têm pouco valor se não houver mais dinheiro a ser recuperado.

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Argentina Arrecada US$ 321,9 Milhões Com Venda de Imóveis Públicos

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O mercado imobiliário ligado a ativos públicos viveu um ano histórico na Argentina. A Agência de Administração de Propriedades Estatais (AABE) bateu recordes em 2024 ao arrecadar US$ 321,9 milhões (R$ 1,7 bilhão) em leilões de terrenos e imóveis do Estado.

Grande parte das áreas negociadas está localizada em regiões estratégicas e de alto valor comercial. As operações integram o programa do governo argentino para se desfazer de mais de 300 propriedades públicas, com a meta de arrecadar cerca de US$ 800 milhões (R$ 4,44 bilhões), além de reduzir os custos de manutenção de ativos considerados improdutivos.

A lista inclui prédios administrativos, galpões, terrenos baldios, antigas áreas ferroviárias e imóveis de elevado potencial imobiliário. O resultado é comemorado dentro da AABE, já que o montante arrecadado representa quase metade da meta prevista, mesmo com diversos imóveis bem localizados ainda aguardando leilão.

Quem liderou as aquisições

O principal protagonista do ano foi o empresário do setor imobiliário Eduardo Costantini. Em outubro, ele desembolsou mais de US$ 127 milhões (R$ 705 milhões), para adquirir um terreno de mais de quatro hectares onde atualmente funciona o Portal Palermo, que abriga as lojas Jumbo e Easy, no cruzamento das ruas Intendente Bullrich e Cerviño, no bairro de Palermo.

Em maio, Costantini já havia pago US$ 21 milhões (R$ 116,6 milhões), por outro terreno estratégico em Palermo, localizado na Rua Soldado de la Independencia 615, entre Ortega y Gasset e San Benito, a poucos metros do Campo de Polo Argentino.

Pouco depois, a Argencons, empresa da qual Costantini se tornou acionista majoritário ao adquirir 51% do capital no fim de maio, comprou um amplo terreno em Belgrano que pertencia à Polícia Federal por US$ 46,5 milhões (R$ 258,1 milhões).

A construtora anunciou que desenvolverá no local um empreendimento residencial de alto padrão sob a marca Quartier. Somadas essas três operações, Costantini investiu mais de US$ 194 milhões (R$ 1,08 bilhão), valor que corresponde a aproximadamente 60% de tudo o que a AABE arrecadou em leilões no ano.

O que está por vir

Entre os próximos leilões previstos, destaca se um complexo residencial localizado em Retiro. O imóvel foi ofertado pela primeira vez em dezembro do ano passado e voltou a leilão no meio deste ano, mas a venda precisou ser adiada por falta de interessados.

O conjunto de edifícios, situado na Rua Juncal, entre Basavilbaso e Esmeralda, está sendo oferecido por pouco mais de US$ 13 milhões (R$ 72,2 milhões). Outro ativo bastante aguardado pelo mercado é um terreno localizado nas avenidas Antártida Argentina e Comodoro Py, pertencente aos Correios da Argentina.

No local funciona o Centro Postal Internacional, conhecido pelas longas filas durante o auge das entregas porta a porta entre 2012 e 2014.

O quarteirão ocupa cerca de 12.800 metros quadrados e, embora ainda não tenha preço de referência nem data de leilão oficial, o mercado estima seu valor em mais de US$ 17 milhões (R$ 94,4 milhões).

Também está em andamento o processo de leilão do Parque de la Costa, em Tigre. Apesar de ainda não haver data nem preço inicial definidos, trata se de uma área com mais de 51.000 metros quadrados que atualmente funciona como parque de diversões.

Ao todo, o Estado argentino possui pelo menos 140 propriedades que planeja colocar em leilão ao longo do próximo ano.

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TRXF11 Capta R$ 3 Bilhões na Maior Emissão da História dos FIIs na B3

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O fundo imobiliário TRXF11, da TRX Investimentos, encerrou sua 12ª emissão de cotas com uma captação de R$ 3 bilhões, a maior já registrada entre os fundos imobiliários listados na B3.

A oferta, liquidada em 19 de dezembro, última sexta-feira, teve excesso de demanda, o que levou ao exercício integral do lote adicional de 50% e à realização de rateio entre os investidores.

Ao todo, foram subscritas 29,9 milhões de cotas, ao preço de R$ 100,33, valor que já inclui a taxa de distribuição.

A operação atraiu 5.039 investidores profissionais, com forte presença de investidores institucionais. Os fundos de investimento ficaram com a maior parte da emissão, somando 15,36 milhões de cotas. Já os investidores estrangeiros adquiriram 4,06 milhões, enquanto entidades de previdência privada subscreveram 1,39 milhão de cotas.

Também houve participação relevante de pessoas físicas, com 4.980 investidores, responsáveis pela subscrição de 6,65 milhões de cotas, além de outras pessoas jurídicas, que ficaram com 2,47 milhões.

Com a conclusão da emissão e aquisições recentes, o TRXF11 passa a administrar um patrimônio superior a R$ 6 bilhões, consolidando sua posição entre os maiores fundos imobiliários do país.

O portfólio reúne 113 imóveis, distribuídos por 17 estados e mais de 50 cidades, com foco em regiões metropolitanas.

Nos últimos meses, o fundo ampliou sua diversificação, com investimentos em varejo essencial, saúde e educação, além da entrada em logística urbana (last mile) e shopping centers.

No segmento logístico, o portfólio inclui ativos locados a grandes operadores do comércio eletrônico, como o Mercado Livre. Na área de shopping centers, o TRXF11 firmou compromisso para a compra de 50% do Via Shopping Barreiro, em Belo Horizonte, por R$ 170,2 milhões, e adquiriu 100% do Shopping ViaBrasil Pampulha, também na capital mineira, por R$ 87,5 milhões.

Uma das mais recentes operações do fundo foi a compra de uma futura unidade do Hospital Israelita Albert Einstein, no bairro de Pinheiros, próximo à Avenida Rebouças, num acordo de R$ 327,5 milhões.

O fundo mantém prazo médio de contratos acima de 12 anos, com predominância de contratos atípicos ou com multas relevantes, o que contribui para maior previsibilidade de receitas.

Desempenho dos fundos

Dados da B3 indicam que o ano de 2025 atingiu o recorde de 2,9 milhões de investidores.

Relatório da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) divulgado na última quinta-feira (18) somou R$ 13,8 bilhões em emissões em novembro, e levou o ano de 2025 a se tornar o de maior volume de emissões em toda a história, com R$ 53,7 bilhões.

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Logística e escritórios têm queda de vacância e alta nos aluguéis no 1º trimestre

O mercado imobiliário corporativo iniciou 2026 com sinais consistentes de recuperação tanto no segmento logístico quanto no de escritórios de alto padrão. Dados preliminares exclusivos da Buildings mostram que os dois setores registraram, no primeiro trimestre (1T26), queda nas taxas de vacância, valorização dos aluguéis e manutenção de absorção líquida positiva.

No segmento logístico, que envolve condomínios industriais e galpões de alto padrão (Classes A e A+), a taxa de vacância recuou de 7,80% no quarto trimestre de 2025 para cerca de 6,5% no início de 2026. O movimento foi sustentado por uma absorção líquida próxima de 700 mil m², indicando que a demanda continua superando a oferta.

Comparativo de desempenho (1T/2026 vs. 4T/2025)

Indicador 1T/2026 (Prévio) 4T/2025
Estoque Total 35.346.925 m² 35.138.048 m²
Ocupação 33.075.222 m² 32.398.481 m²
Taxa de Vacância 6,43% 7,80%
Absorção Líquida 699.062 m² 983.567 m²
Média Preço Pedido R$ 33,00 R$ 29,60
Dados da Buildings

Esse aquecimento também se refletiu nos preços. O valor médio pedido de locação subiu de R$ 29,60 para aproximadamente R$ 33,00 por m², uma alta de cerca de 11,5% no período. Segundo a Buildings, a valorização está associada à escassez de ativos premium em regiões estratégicas e ao aumento dos custos de construção e terrenos.

Empresas como Mercado Livre e Shopee lideraram novas locações, com contratos relevantes em diferentes regiões do país, evidenciando a continuidade da expansão do e-commerce.

Leia Mais: FIIs devem ganhar mais de 400 mil investidores em 2026, projeta Santander

Lajes de alto padrão também demonstram queda de vacância

Já no mercado de lajes corporativas de alto padrão em São Paulo, os dados também apontam melhora consistente. A taxa de vacância caiu de 14,44% para 13,49% no primeiro trimestre, com redução da área vaga na cidade e manutenção de absorção líquida positiva, que somou cerca de 70 mil m².

Mesmo com o aumento dos preços, a demanda seguiu resiliente. O valor médio de locação subiu de R$ 121,01 para aproximadamente R$ 129,00 por m², avanço de 6,6% em apenas três meses.

Comparativo de Indicadores (São Paulo – Classe A e A+)

Indicador 4T/2025 1T/2026 Tendência
Taxa de Vacância 14,44% 13,49% ▼ Queda
Absorção Líquida (m²) 110.885 72.220 ● Positiva
Preço Médio Pedido (R$) R$ 121,01 R$ 129,00 ▲ Alta
Dados da Buildings

Entre as movimentações relevantes, destacam-se novas ocupações corporativas e expansões de contratos, além de transações estratégicas envolvendo ativos de alto padrão, como a venda parcial de uma torre do EZ Towers para a XP Investimentos.

Leia Mais: Selic deve cair mais devagar — isso muda o jogo dos FIIs de “papel”?

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Preços de imóveis aceleram em março, mas ainda abaixo da inflação, diz FipeZAP

Barueri lidera aluguel no país e supera SP, Rio e média nacional do FipeZAP

Alta se espalha pelo país

O movimento de alta foi disseminado, com os preços subindo em todas as 56 cidades monitoradas, incluindo as 22 capitais. Fortaleza (CE), registrou a maior alta chegando a 1,33%, Vitória (ES), com 1,21%, ficou em segundo lugar, seguida por Natal (RN), com 1,17%. Juntas elas lideraram as valorizações em março, refletindo uma dinâmica mais aquecida fora dos grandes centros tradicionais.

Entre as capitais que também registraram alta, mas em ritmo mais moderado, ficaram São Paulo (+0,42%) e Rio de Janeiro (+0,33%).

Imóveis menores puxam valorização

O desempenho segue desigual entre os tipos de imóveis, de acordo com o levantamento FipeZAP. Mas de forma geral, unidades menores continuam mais valorizadas. Apartamentos com um dormitório tiveram alta de 0,65%. Já os de 4 ou mais dormitórios: 0,20%. A diferença indica uma demanda ainda concentrada em imóveis mais compactos, geralmente associados a menor tíquete e maior liquidez.

Ano começa com ganho real negativo

No geral, o estudo FipeZAP mostra que, no acumulado de 2026, a valorização de 1,01% mostra perda real frente à inflação, sugerindo um mercado ainda pressionado por juros elevados e crédito mais restrito.

Ainda assim, o cenário não é homogêneo. Algumas capitais acumulam altas mais expressivas no trimestre, como:

  • Belém (+4,90%)
  • Manaus (+3,06%)
  • Fortaleza (+2,87%)
  • Vitória (+2,86%)

Na outra ponta, Curitiba (-0,88%) e Belo Horizonte (-0,41%) registraram queda nos preços no período.

Acumulado

No horizonte mais longo, o mercado segue resiliente. O Índice FipeZAP acumula alta de 5,62% nos últimos 12 meses, acima da inflação de 3,69% e bem superior ao IGP-M, que acumula queda de 1,83%. Nesse intervalo, novamente os imóveis menores lideram a valorização, com alta de 7,42%.

Preço médio

O preço médio nacional do metro quadrado atingiu R$ 9.720 em março. Entre as capitais, os valores mais elevados foram registrados em:

  • Vitória: R$ 14.603/m²
  • Florianópolis: R$ 13.106/m²
  • São Paulo: R$ 11.995/m²

Já os menores preços aparecem em cidades como Aracaju, Teresina e Natal.

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Dubai Bate Recorde Com 500 Imóveis Vendidos Acima De US$ 10 Milhões Em 2025

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O mercado residencial de luxo de Dubai fechou 2025 em um patamar inédito e consolidou o emirado como um dos principais destinos globais para imóveis de altíssimo padrão. Durante o ano passado, foram registradas 500 vendas acima de US$ 10 milhões (R$ 53,7 milhões), incluindo 68 transações superiores a US$ 25 milhões (R$ 134,25 milhões), segundo levantamento da consultoria imobiliária internacional Knight Frank.

O desempenho ganhou ainda mais força no fim do ano. Apenas no quarto trimestre, 143 imóveis foram vendidos por valores acima de US$ 10 milhões, alta de 39% em relação ao trimestre anterior. Com isso, o volume financeiro do segmento alcançou US$ 9,05 bilhões (R$ 48,63 bilhões) em 2025, um avanço de 27,7% na comparação com 2024. 

Para Faisal Durrani, sócio e diretor de pesquisa da Knight Frank para o Oriente Médio e Norte da África, os números confirmam a transformação de Dubai em um polo global para indivíduos de altíssimo patrimônio. Segundo ele, a combinação entre qualidade de vida, infraestrutura de padrão internacional e investimentos estratégicos do governo tem atraído compradores da região e de diferentes partes do mundo interessados não apenas em investir, mas em fixar residência no emirado. 

A ascensão é expressiva.Em apenas cinco anos, Dubai passou de 30 vendas acima de US$ 10 milhões, em 2020, para 500 transações em 2025, tornando-se o mercado mais ativo do mundo nesse segmento. No recorte mais exclusivo, acima de US$ 25 milhões, o crescimento foi de 45% em relação ao ano anterior, quando foram vendidas 46 unidades. 

Comunidades de luxo puxam a demanda 

O avanço do mercado está diretamente ligado ao sucesso de comunidades residenciais que combinam lazer, segurança e conveniência em ambientes integrados. “O mercado residencial de Dubai se diferenciou de cidades regionais e de muitos outros destinos globais importantes pela criação de comunidades que integram lazer, segurança e conveniência em ecossistemas autossuficientes”, afirma Will McKintosh, sócio regional e diretor do setor residencial para o Oriente Médio e Norte da África da Knight Frank.

Entre essas áreas, a Palm Jumeirah manteve a liderança no quarto trimestre de 2025, com 28 vendas acima de US$ 10 milhões. Logo atrás apareceu a Palm Jebel Ali, ainda em desenvolvimento e com entrega prevista para 2028, que somou 22 transações. La Mer (16), Jumeirah 2 (13) e Tilal Al Ghaf (9) completaram o ranking das comunidades mais valorizadas no período. 

Mesmo ainda em fase de consolidação, a Palm Jebel Ali chama atenção. Com área 50% maior do que a Palm Jumeirah, o projeto vem se firmando como um dos principais destinos para compradores em busca de imóveis de alto padrão à beira-mar. “Os números de vendas de 2025 são um indicativo de seu alto potencial e da crescente demanda dos compradores mais ricos por imóveis de primeira linha à beira-mar e pelo luxuoso estilo de vida de Dubai”, analisa McKintosh.

Venda recorde e mercado mais maduro 

A transação mais cara do quarto trimestre ocorreu em Business Bay, onde uma cobertura de seis quartos no empreendimento Bugatti Residences by Binghatti foi vendida por US$ 149,7 milhões (R$ 803,9 milhões). O imóvel de 4.385 metros quadrados estabeleceu um novo recorde para coberturas nos Emirados Árabes Unidos, superando a marca anterior registrada em 2023 na Palm Jumeirah, a de um imóvel de 2.044 metros quadrados.

Cobertura do Bugatti Residences by Binghatti foi o imóvel mais caro vendido em Dubai em 2025, US$ 149,7 milhões

Ainda segundo o relatório da Knight Frank, o atual ciclo imobiliário reflete uma mudança estrutural no perfil dos compradores. Cada vez mais, o mercado é sustentado por usuários finais, famílias e indivíduos que adquirem imóveis para morar, e não apenas por investidores especulativos. Esse movimento contribui para um cenário mais estável e previsível. “Acreditamos que a volatilidade associada aos booms especulativos anteriores é menos provável nesta nova era de residência consolidada”,  afirma Durrani.

Após uma valorização de 194% desde o fim de 2020, o ritmo de alta dos preços começa a desacelerar, ainda que permaneça positivo. Para 2026, a expectativa da consultoria é de um crescimento adicional de 3% no segmento de luxo.

Brasileiros podem ter ajudado no desempenho 

Embora o relatório da Knight Frank não detalhe a nacionalidade dos compradores de imóveis de luxo em Dubai, a tendência é que parte desse movimento tenha origem no Brasil. “Temos visto uma procura muito grande de brasileiros”, afirma Leonardo Leão, CEO e fundador do Leao Group, empresa que atua como consultoria jurídica internacional especializada em imigração, com presença em diversas regiões do mundo, incluindo Dubai.

Esse movimento também se reflete no apetite dos investidores pelo mercado local. Dados do Difc (Dubai International Financial Centre), o Centro Financeiro Internacional de Dubai, indicam o registro de 120 escritórios familiares que, juntos, administram cerca de US$ 1,2 trilhão (R$ 4,48 trilhões).

O Difc também aponta crescimento de 33% na criação de entidades de gestão de patrimônio familiar, alta de 51% no número de fundações e avanço de 50% na quantidade de fundos de hedge. Embora o centro financeiro não detalhe a origem dos recursos, brasileiros fazem parte desse fluxo. Segundo dados da plataforma MH/Q, especializada em patrimônio privado de famílias de alta renda, cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 8,1 bilhões) em recursos brasileiros já foram estruturados em Dubai, conforme levantamento publicado pela Forbes no fim do ano passado. Um dos produtos de investimento mais demandados por esse público são os imóveis.

“Eu mesmo estou finalizando meu processo de Golden Visa porque adquiri dois imóveis”, diz Leão.

Entre os fatores que tornam o país atrativo para investimentos imobiliários, o executivo destaca as isenções de impostos para pessoas físicas, incluindo tributos sucessórios e sobre ganho de capital, além da estabilidade econômica assegurada pela família real.

O Golden Visa mencionado por Leão é concedido a investidores que aplicam a partir de 2 milhões de dirhams (AED), o equivalente a US$ 544 mil (R$ 2,93 milhões). Segundo ele, o investidor se torna elegível ao programa ao desembolsar cerca de 20% do valor do imóvel ainda durante a fase de construção.

Outro fator que ajuda a explicar o interesse crescente de brasileiros por imóveis em Dubai é a valorização média anual de até 20% em projetos ainda na planta. Leão ressalta ainda que o controle de terras no emirado é bastante rígido, o que contribui para a escassez de unidades. “Dubai vive um cenário de oferta limitada. Escassez gera valorização, é uma questão de oferta e demanda”, afirma Leão.

 

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Reforma Tributária Deve Reforçar Valor dos Shoppings de Alta Renda

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A reforma tributária que passou a vigorar no Brasil a partir de 1º de janeiro começa a redesenhar o sistema de impostos sobre consumo no país. A proposta é substituir um conjunto considerado complexo de tributos, como PIS, Cofins e ISS, pelo IVA (Imposto sobre Valor Agregado), concentrando a cobrança no consumo final e ampliando a previsibilidade para empresas e investidores.

É nesse contexto que o setor de shoppings volta ao centro da discussão imobiliária. Relatórios divulgados nesta segunda-feira (13) por Itaú BBA e Santander indicam que a mudança no sistema tributário não deve ser analisada apenas pelo viés fiscal. Na avaliação dos bancos, a reforma tende a reforçar um movimento estrutural que já vinha se consolidando no mercado brasileiro, a valorização dos shoppings premium.

Segundo o Itaú BBA, a reforma tributária provavelmente elevará a carga tributária de um setor formado majoritariamente por operadores menores, que hoje se beneficiam de regimes mais favoráveis. Ao mesmo tempo, o banco avalia que os grandes operadores listados estão em posição mais sólida para atravessar esse novo ciclo. “Vemos os shoppings listados na bolsa brasileira como estruturalmente mais bem preparados para navegar nessa próxima fase de evolução e emergir ainda mais consolidados”, escrevem os analistas.

A leitura do Itaú BBA é de que, após décadas de forte expansão da ABL (Área Bruta Locável), o espaço para novos empreendimentos tornou-se mais restrito, sobretudo nas grandes cidades. Com isso, o setor entrou em uma fase de maturidade, em que a criação de valor deixou de estar associada à expansão física e passou a depender, principalmente, da qualidade dos ativos.

Nesse ambiente, a geração de valor está cada vez mais ligada à consolidação do setor, à reciclagem de portfólio e à capacidade de crescimento real de aluguel. Ganham destaque, nesse contexto, os shoppings classificados como Tier 1 e Tier 2. Na definição adotada pelo Itaú BBA, esses ativos são dominantes em suas regiões, contam com localização privilegiada, alto fluxo de consumidores, vendas por metro quadrado acima da média e mix de lojas mais qualificado, além de atributos relacionados ao design e à atratividade do empreendimento.

Por funcionarem como referência comercial local, esses shoppings tendem a atravessar ciclos econômicos adversos com maior estabilidade. Já ativos de menor qualidade mostram maior sensibilidade à concorrência e à desaceleração da atividade econômica. A exposição à alta renda aparece como um dos principais diferenciais dos ativos mais fortes.

O Itaú BBA destaca que shoppings premium historicamente preservam níveis elevados de ocupação e conseguem repassar inflação ao longo do tempo. Um exemplo citado no relatório é o da Iguatemi, onde as vendas de marcas internacionais de luxo cresceram a uma taxa anual de 17% entre 2019 e 2025, desempenho superior ao observado em outras categorias e que contribui para sustentar aumentos reais de aluguel.

Efeitos da reforma tributária

Enquanto o Itaú BBA analisa a estrutura do setor, o Santander se concentra nos efeitos da reforma tributária sobre esse novo desenho. No relatório “Brazil Malls VAT Tax Reform”, o banco detalha a transição para o sistema de IVA, composto por CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), cuja implementação mais efetiva começa em 2027.

A principal mudança, segundo o Santander, é que o imposto deixa de ser descontado diretamente da receita dos operadores e passa a ser cobrado do consumidor final. Embora o setor imobiliário conte com um regime especial, que prevê desconto de 70% sobre a alíquota padrão do IVA, o impacto da reforma não será homogêneo.

O Santander aponta que empresas no regime de lucro real, como Multiplan e Iguatemi, tendem a se beneficiar, já que atualmente pagam 9,25% de PIS e Cofins e devem observar redução na carga efetiva sobre as receitas de aluguel.

Por outro lado, o banco chama atenção para os lojistas, especialmente os enquadrados no Simples Nacional, que representam cerca de 80% do mix de lojas e terão menor capacidade de compensar créditos tributários. “No caso de inquilinos sob o regime do Simples que optam por não aderir ao sistema de IVA, acreditamos que aqueles localizados em ativos expostos à classe de renda mais alta devem ter maior propensão a absorver o novo imposto, dado que os consumidores finais têm poder de compra para acomodar eventuais aumentos de preços durante a fase de implementação”, escrevem os analistas do Santander.

Ainda segundo o Santander, ativos com maior produtividade de vendas e público de renda mais elevada têm mais condições de repassar o novo imposto integralmente, alcançando o chamado cenário bull. Shoppings premium, por atenderem consumidores menos sensíveis a preço, tendem a atravessar a transição com menor impacto sobre ocupação e rentabilidade.

Impacto do comércio eletrônico e FIIs

A mesma lógica ajuda a explicar a resiliência dos ativos dominantes diante do avanço do comércio eletrônico. O Itaú BBA observa um movimento de “fuga para a qualidade”. Mesmo com o aumento da participação do e-commerce no Brasil nos últimos anos, os shoppings listados ampliaram sua fatia nas vendas totais do varejo, reforçando seu papel como centros de conveniência, serviços e experiência.

Com o setor mais maduro, a geração de valor também passa por estratégias financeiras. O Itaú BBA destaca a reciclagem de ativos por meio dos FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário), com a venda de participações minoritárias para destravar capital, reduzir alavancagem ou financiar expansões nos ativos mais rentáveis. A Allos tem sido uma das protagonistas desse movimento, ao vender participações em diversos shoppings recentemente.

Além disso, o novo regime tributário tende a estimular investimentos em capex, ao permitir o creditamento de impostos sobre obras e reformas. Para shoppings premium, onde a modernização contínua faz parte da estratégia de preservação de valor, esse mecanismo funciona como mais um reforço competitivo.

No fim, os relatórios do Itaú BBA e do Santander convergem na mesma conclusão. A reforma tributária não cria uma nova tese para o setor de shoppings, mas acelera tendências já em curso. Em um mercado mais competitivo e menos expansivo, ativos dominantes, bem localizados e voltados à alta renda entram nesse novo ciclo em posição mais favorável. O sistema de impostos muda, mas os fundamentos do real estate permanecem: qualidade do ativo, localização e público seguem como os principais motores de valor.

Ou, nas palavras dos analistas do Santander, “acreditamos que quanto mais robusto for o portfólio, a produtividade de vendas e o crescimento apresentado por cada ativo individual, maior será o poder de negociação do operador do shopping, maximizando os ganhos potenciais decorrentes da concretização da reforma do IVA”.

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Trump Anuncia Programa de US$ 200 Bilhões para Tentar Reduzir Juros Imobiliários nos EUA

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O presidente Donald Trump anunciou o lançamento de um programa de compra de títulos hipotecários no valor de US$ 200 bilhões (R$ 1,074 trilhãõ) , com o objetivo de reduzir as taxas de juros dos financiamentos imobiliários nos Estados Unidos.

A iniciativa, anunciada na última quinta-feira (8^) foi apresentada como uma resposta ao problema da acessibilidade econômica, tema que o próprio Trump já havia classificado anteriormente como uma “farsa” criada pelos democratas.

Segundo o presidente, o programa deve contribuir para a queda das taxas de hipoteca e para a redução dos pagamentos mensais das famílias.

Trump afirmou que a medida faz parte de um conjunto de ações voltadas à retomada da acessibilidade no mercado imobiliário. Bill Pulte, diretor da agência federal de financiamento imobiliário indicada por Trump, disse ao Financial Times que as compras de títulos serão realizadas pela Fannie Mae e pela Freddie Mac e não dependerão de aprovação do Congresso.

Mantendo a estratégia habitual da Casa Branca, Pulte atribuiu a atual crise imobiliária à gestão do ex-presidente Joe Biden. “Vamos usar toda a força da Fannie Mae para reverter os danos que Biden causou nos últimos quatro anos”, afirmou ao Financial Times. Segundo ele, as ações incluirão, entre outras medidas, compras estratégicas e de grande porte de títulos hipotecários.

Veto a grandes investidores

Ainda na semana passada,  Trump afirmou que está tomando medidas imediatas para proibir que grandes investidores institucionais comprem novas casas unifamiliares nos Estados Unidos. Ele disse ainda que pedirá ao Congresso que formalize a iniciativa em lei.

Segundo Trump, a proposta é uma resposta direta ao aumento expressivo dos preços dos imóveis, que ele atribui à “inflação recorde causada por Joe Biden e pelos democratas no Congresso”.

Nos últimos anos, investidores institucionais passaram a comprar casas em larga escala para aluguel, uma estratégia que, segundo defensores da habitação, contribuiu para a elevação dos preços e para a redução da oferta de imóveis em algumas regiões.

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