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ICI participa do CIMI360 e reforça compromisso com um mercado imobiliário mais conectado, qualificado e preparado para o futuro

Presença de Nilson Araújo, presidente do CRECI Bahia e CEO do Instituto de Cultura Imobiliária, destaca a importância do conhecimento, da integração e da valorização dos profissionais do setor

O mercado imobiliário está atravessando uma transformação que vai muito além das novas tecnologias e dos novos modelos de negócios. É uma transformação de cultura, de comportamento e, principalmente, de visão sobre o papel dos profissionais que constroem diariamente esse mercado.

É nesse cenário que o Instituto de Cultura Imobiliária (ICI) esteve presente no CIMI360, um dos mais importantes encontros do setor imobiliário, realizado no Rio de Janeiro.

Para o ICI, estar em um evento dessa dimensão não significa apenas acompanhar tendências ou participar de uma programação de conteúdo. Significa ocupar um espaço de diálogo, contribuir para a construção de novas perspectivas e fortalecer uma agenda que tenha o conhecimento, a ética, a inovação, a qualificação e a integração como pilares do desenvolvimento do mercado imobiliário.

A participação do presidente do CRECI Bahia e CEO do ICI, Nilson Araújo, reforçou essa visão.

Ao levar a perspectiva da Bahia para um ambiente que reúne lideranças, profissionais, empresas e instituições de diferentes regiões e países, Nilson destacou a importância de aproximar pessoas e mercados e de compreender que os desafios do setor não podem mais ser enfrentados de forma isolada.

Um novo momento para o mercado imobiliário

O CIMI360 representa justamente esse movimento de aproximação.

Ao reunir diferentes segmentos da atividade imobiliária em um mesmo ambiente, o evento cria condições para que experiências sejam compartilhadas, novas ideias sejam apresentadas e oportunidades sejam construídas.

Na visão do ICI, esse tipo de encontro é fundamental porque o mercado imobiliário precisa estar permanentemente aberto ao diálogo.

O profissional do futuro será aquele capaz de compreender o imóvel, mas também o comportamento do consumidor, a tecnologia, os novos modelos de negócios, o cenário econômico, as transformações urbanas e as oportunidades que surgem dentro e fora do Brasil.

É uma mudança que exige preparação.

E preparar o mercado significa, antes de tudo, investir em pessoas.

Conhecimento como fundamento

Essa é uma das premissas que orientam a atuação do Instituto de Cultura Imobiliária.

O ICI acredita que a transformação do mercado começa pela transformação das pessoas que dele fazem parte.

Por isso, conhecimento não pode ser tratado como um diferencial secundário. Ele precisa estar no centro da atividade profissional.

Eventos como o CIMI360 cumprem uma função importante justamente porque proporcionam contato com diferentes pensamentos, experiências e modelos de atuação.

Mais do que ouvir especialistas, participar de um ambiente como esse é ter a oportunidade de ampliar a própria visão sobre o mercado.

É sair da rotina para enxergar o que está acontecendo ao redor. É compreender para onde o setor está caminhando e, principalmente, decidir qual papel queremos desempenhar nessa transformação.

Essa é a cultura imobiliária que o ICI defende.

A Bahia presente nas grandes discussões do setor

A presença de Nilson Araújo também reafirma o compromisso do ICI em ampliar a participação da Bahia nas discussões que movimentam o mercado imobiliário brasileiro.

A Bahia possui um mercado forte, dinâmico e repleto de oportunidades. Mas essas oportunidades precisam estar conectadas às transformações que acontecem em escala nacional e internacional.

Estar presente nos grandes fóruns do setor é uma forma de estabelecer conexões, abrir portas, compartilhar experiências e levar para outros mercados a força e a identidade do mercado imobiliário baiano.

Para Nilson Araújo, essa integração é fundamental.

Como presidente do CRECI Bahia e CEO do ICI, sua atuação tem sido marcada pela defesa de um mercado cada vez mais profissional, preparado e consciente de sua responsabilidade perante a sociedade.

E essa construção não acontece apenas dentro das instituições.

Ela acontece quando profissionais se encontram, quando ideias são compartilhadas e quando diferentes realidades conseguem dialogar.

O compromisso do ICI

A participação no CIMI360 reafirma, portanto, um compromisso institucional do Instituto de Cultura Imobiliária: contribuir para a evolução do mercado por meio da cultura, do conhecimento e da valorização das pessoas.

O ICI nasce com a compreensão de que o mercado imobiliário precisa ir além da lógica dos negócios.

É preciso construir uma cultura profissional que valorize a educação continuada, a inovação, a ética, o relacionamento, a responsabilidade e a capacidade de adaptação.

Porque um mercado mais forte não é simplesmente aquele que vende mais.

É aquele que possui profissionais mais preparados, empresas mais conscientes, instituições mais conectadas e uma sociedade que reconhece o valor da atividade imobiliária.

O CIMI360 foi, nesse sentido, mais uma oportunidade para o ICI reafirmar sua posição e ampliar sua rede de conexões.

O futuro do mercado imobiliário será construído por quem estiver disposto a aprender, compartilhar e transformar.

E o Instituto de Cultura Imobiliária estará presente nessa construção.

Como o Retrofit Valorizou Imóveis em Mais de 120% em São Paulo

Como o Retrofit Valorizou Imóveis em Mais de 120% em São Paulo

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A etimologia da palavra retrofit remonta ao período entre 1940 e 1950. A palavra é uma mescla entre retroactive e refit, e tem seus primeiros usos na indústria bélica. Durante a Segunda Guerra Mundial, retrofitar se tornou uma necessidade, dado que os aviões e navios ficavam obsoletos antes mesmo de suas construções terminarem. Portanto, era necessário colocar atributos novos em um arcabouço antigo.

Não muito tempo depois, o conceito de retrofit foi extrapolado para a construção civil e arquitetura. Segundo a editora americana Merriam-Webster, retrofit é “adaptar para um novo propósito ou necessidade; modificar”.

No fim da primeira década do século XXI, um dos prédios mais emblemáticos do Ocidente passou por um retrofit. O Empire State Building, entre 2009 e 2013, passou por reformas que custaram US$ 550 milhões e integraram um pacote chamado de Empire State Rebuilding.

Destes, US$ 106 milhões estavam relacionados à parte de energia — uma prioridade no projeto, que veio a gerar uma economia de US$ 4,4 milhões por ano, com redução de 38% no uso de energia e prevenção de 105 mil toneladas métricas de CO2 ao longo de 15 segundo a Urban Land Institute (ULI).

Os retrofits, de fato, são mais usuais em cidades como Nova York. Nos grandes centros urbanos e nas big cities estão os maiores estoques de edifícios antigos e historicamente relevantes, que demandam uma modernização planejada e que preserve os traços originais.

A predileção por esse tipo de projeto, obviamente, também serve à questão econômica.

Empire State BuildingO Empire State Building se tornou um dos principais casos de retrofit em edifícios comerciais

Em áreas centrais de grandes cidades, os preços dos terrenos são ascendentes e demolir algo e construir de novo raramente compensa financeiramente comparado a reformar o que já existe.

Ao mesmo tempo, reformas bem executadas impulsionam o preço dos imóveis.

O Relatório “Renovate, Retrofit, Reuse: Uncovering the Hidden Value in America's Existing Building Stock”, publicado pelo American Institute of Architects (AIA), aponta que 94% dos proprietários acreditam que seus edifícios passaram a valer mais após um retrofit sustentável.

À época do levantamento, há sete anos, os retrofits e adaptações também já representavam 43% de todo o faturamento dos escritórios de arquitetura dos Estados Unidos.

A 7,7 mil quilômetros de distância dos arranha-céus de Nova York, os retrofits deram novos ares e novas cores a edifícios antigos em São Paulo.

No aspecto econômico, proprietários e investidores enxergam valorizações na casa dos três dígitos percentuais com projetos bem-sucedidos.

Ao mesmo tempo, os retrofits são causa e consequência da valorização de regiões inteiras — e um vetor relevante para que o Centro da cidade de São Paulo se tornasse a região que mais valorizou na última meia década.

Retrofit bem-sucedido pode mais do que dobrar o preço de um imóvel

Gustavo Saraiva é engenheiro civil e cofundador da Dupllex, uma empresa que é especializada em retrofitar imóveis específicos: coberturas, do inglês penthouse.

Em entrevista à Forbes, Saraiva relata que a média de valorização dos projetos ultrapassa os 120%.

DupllexA cobertura retrofitada na Rua Haddock Lobo tem 338 m², três suítes e área externa com jacuzzi

“Às vezes pegamos um apartamento que ficou parado durante quatro ou cinco anos e fazemos a compra. No terceiro ou quarto mês da reforma, já conseguimos revender o apartamento. A média de valorização fica entre 120% e 130% do valor de compra.”

Mais do que modernizar os imóveis, a Dupllex mexe nas arestas principais, mas ainda preservando o arcabouço do imóvel.

Nesse sentido, a companhia visa mudanças que vão de estrutura de hidráulica, elétrica e automação, até redesenhar o uso dos espaços de um imóvel, adaptando-o para os tempos e costumes contemporâneos.

“Se você olhar uma cobertura antiga de 40 ou 50 anos no Jardins [bairro de São Paulo], você tem aquela churrasqueira que fica lá na ponta da área externa, depois uma escada para subir ao pavimento superior, algo totalmente compartimentado. Propomos uma remodelação disso, fazemos uma modelagem completa. A gente mexe em posição de piscina, posição de escada. A ideia é fazer uma integração completa dos ambientes para transformar esse apartamento nas configurações de uso dos dias de hoje”.

Saraiva ainda defende que a companhia acaba indo “na contramão das incorporadoras”, visto que moderniza os edifícios e causa valorização dos imóveis sem trazer um impacto estrutural aos bairros.

“Em Pinheiros, por exemplo, se você anda em um quadrilátero de duas ou três quadras, você tem seguramente de 15 a 20 prédios sendo construídos. Isso vai ‘roubando' muito a configuração do bairro. Você deixa de ter posto de gasolina, padaria e farmácia para dar vazão a prédios novos. Eu acho que o nosso trabalho vai um pouco na contramão disso”, diz.

“A gente está pegando o que é antigo e transformando e já preparando isso para novas famílias, sem que a gente tenha uma interferência negativa nos bairros”, completa.

A joia na Haddock Lobo

A tese da companhia sobre os bairros de São Paulo também leva em conta que um retrofit é mais bem aceito por moradores de algumas regiões em detrimento de outras.

Como projeto mais emblemático do portfólio, Saraiva cita uma cobertura reformada na Rua Haddock Lobo, uma via no bairro dos Jardins conhecida por abrigar lojas sofisticadas e restaurantes renomados. É por lá que fica o célebre Figueira Rubaiyat.

O projeto reorganizou a planta do imóvel para integrar melhor os ambientes da cobertura

Segundo o executivo, a cobertura não venderia facilmente se fosse exatamente como é em outro bairro.

“O prédio tem 60 anos, é super bem cuidado, muito bonito e em uma ótima localização. Só que se você pegar esse prédio e jogar no Itaim Bibi, provavelmente iríamos demorar muito para vender o apartamento. Acho que as pessoas, por exemplo, no Itaim Bibi ou Vila Nova Conceição, buscam prédios um pouco mais novos”, comenta.

“Temos que ter uma inteligência de saber qual que é o produto certo para aquele bairro buscando sempre liquidez”, completa, citando que liquidez acaba sendo um fator ainda mais relevante em um cenário de juros básicos de dois dígitos.

A cobertura que passou por retrofit tem 338 metros quadrados, com três suítes, duas vagas de garagem, espaço gourmet e uma área externa com jacuzzi.

A cobertura foi vendida por R$ 10,08 milhões — portanto, cada metro quadrado custou R$ 29,8 mil ao comprador.

Com sete décadas de história, Edifício Virginia abraça a modernidade

Localizado na Rua Martins Fontes, número 197, o Edifício Virginia já tem 97% das suas unidades vendidas. O prédio traz a assinatura de José Augusto Bellucci, um dos arquitetos preferidos da família Matarazzo.

Com mais de 70 anos de história, o edifício é retrofitado pela Somauma, que atua no desenvolvimento imobiliário e incorporação focada em retrofit de prédios vazios ou subutilizados.

SomaumaO projeto restaurou a fachada modernista e remodelou apartamentos de 26 m² a 182 m²

O projeto inclui a restauração da fachada modernista do prédio, em conjunto com uma remodelação dos apartamentos — cujas metragens vão de 26 a 182 metros quadrados. Além disso, a restauração inclui academia, lavanderia e bicicletário.

No térreo, lojas serão reabertas para a calçada e será criada uma galeria conectando as ruas Martins Fontes e Álvaro de Carvalho. O edifício também deve ganhar um bosque de espécies nativas na cobertura e um restaurante com vista para cidade, aberto ao público.

Marcelo Falcão, Arquiteto Urbanista e cofundador da Somauma, relata que as unidades do Virginia foram lançadas na faixa dos R$ 11 mil, mas as revendas superam os R$ 16 mil.

Anúncios online mostram preços de imóveis que vão dos R$ 520 mil aos R$ 2,56 milhões no Edifício Virginia.

No total, a Somauma tem seis anos de história e cinco projetos no portfólio.

Falcão relata que as políticas públicas da capital paulista impulsionaram os retrofits, ajudando a equilibrar a equação financeira, visto que os custos das reformas não são necessariamente baixos — o custo médio da Somauma fica na casa dos R$ 6,5 mil por metro quadrado, apenas na construção, sem considerar custos adicionais.

“Em geral, são empresas menores que fazem retrofits. Gigantes do mercado não querem fazer. Por conta disso, o acesso ao crédito é mais difícil e os custos são elevados”, diz.

“As políticas públicas ajudaram a equilibrar essa conta”, completa.

Em São Paulo, o Programa Requalifica Centro (Lei nº 17.577) foi o primeiro grande marco legal voltado a tornar economicamente viável a requalificação de edifícios antigos na região central. A legislação promoveu simplificação do licenciamento, flexibilização de regras urbanísticas, isenção de taxas municipais e possibilidade de mudança de uso — permitindo, por exemplo, transformar antigos escritórios em apartamentos.

SomaumaAs revendas das unidades já superam R$ 16 mil por metro quadrado, segundo a Somauma

Em 2022 essa lei foi regulamentada e, ainda no mesmo ano, a gestão da capital paulista fez a criação da Área de Intervenção Urbana (AIU) do Setor Central (Lei nº 17.844), que ampliou a estratégia de revitalização, integrando retrofit, habitação, mobilidade e recuperação patrimonial, além de abrir caminho para novos instrumentos financeiros.

Segundo Falcão, desde então os projetos têm crescido, mas ainda há espaço para muito mais — inclusive fora da maior cidade da América Latina.

“É um mercado muito novo, ainda há muito espaço, só no Centro Expandido há muita coisa. A cidade [São Paulo] não tem para onde crescer. O Rio de Janeiro também tem olhado para isso. O Brasil todo está discutindo este tema”, diz, em entrevista, enquanto voltava de uma reunião em Salvador, na Bahia, justamente para discutir o tema dos retrofits.

“Bons projetos conversam com o entorno”

Pedro Coimbra, arquiteto carioca que hoje transita entre o Rio e São Paulo, defende que os projetos bem-sucedidos são os que respeitam os arredores.

Criador do Museu Darcy Ribeiro e com participações na CASACOR Rio e CASACOR São Paulo, ele diz à Forbes que a grande vantagem do retrofit é trazer uma novidade para a fachada e bairro, e ao mesmo tempo respeitar o que há ao lado.

“Um bom projeto de retrofit, penso eu, que seja um projeto que olhe para o entorno e converse com a cidade. Trazendo unidade, identidade e estética para o dia a dia das pessoas que passam por perto. Além de podermos sempre trazer elementos arquitetônicos característicos da cidade e do país”, comenta.

“Um retrofit não significa apenas mudar a fachada, mas também preservar a história trazendo elementos novos e de conservação”, adiciona.

Boom dos preços no Centro de São Paulo

Na esteira das políticas públicas de incentivos e do olhar da indústria para esse tipo de projeto, os retrofits foram uma das grandes molas propulsoras que fizeram do Centro de São Paulo a região mais valorizada desde 2021.

Segundo dados da Dataland, startup brasileira de inteligência de dados, a região central apresentou uma apreciação de 67% nos últimos cinco anos.

Por lá, o metro quadrado saiu de R$ 10 mil em 2021 para mais de R$ 16,8 mil no segundo trimestre deste ano.

As cinco regiões que mais valorizaram em São Paulo desde 2021

Centro — 67,4%

Leste — 48,4%

Norte — 42,1%

Oeste — 31,4%

Sul — 20,4%

Segundo Audrey Ponzoni, diretor de Inteligência comercial na Lello Condomínios, o boom dos retrofits aumentou drasticamente a liquidez e os preços na região.

“A venda foi bastante acelerada e esse movimento começou a puxar o valor dos terrenos de volta para cima”, diz, em entrevista à Forbes.

Além disso, o retrofit também ganha atratividade com a melhora do entorno.

Os números da Segurança Pública de São Paulo (SSP) indicam que a região do Centro de São Paulo registrou no ano de 2025 o menor número de roubos desde 2001, início da série histórica.

Ponzoni avalia que com mais policiamento e o sistema de monitoramento com câmeras da prefeitura, as pessoas “se encorajaram a se mudar para o Centro” — seja em um apartamento antigo, seja em um retrofit.
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Fonte original: https://forbes.com.br/forbes-money/forbes-real-estate/2026/08/retrofit-imobiliario-valorizacao-sao-paulo/

Os Bairros de São Paulo Que Lideram as Vendas de Imóveis de Alto Padrão em 2026

Os Bairros de São Paulo Que Lideram as Vendas de Imóveis de Alto Padrão em 2026

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O mercado de imóveis residenciais prontos acima de R$ 3 milhões movimentou R$ 7,78 bilhões em São Paulo no primeiro semestre de 2026, segundo dados da proptech Pilar enviados à Forbes.

O valor representa alta de 10,3% em relação ao mesmo período de 2025. Descontada a inflação de 4,64% no período, medida pelo IPCA, o crescimento real foi de 5,6%.

O segmento fechou 1.210 transações no semestre, aumento de 3,1% sobre as 1.174 registradas no primeiro semestre do ano passado.

Pilar

A comparação com o mercado geral de imóveis prontos mostra a diferença de ritmo entre as faixas de preço: no mesmo período, o total do mercado avançou 4,1% em valor, abaixo da inflação.

O recorte acima de R$ 3 milhões, portanto, cresceu bem mais que a média de São Paulo.

Segundo o estudo, 68% do crescimento do valor movimentado no segmento veio do aumento nos tickets das transações. Os outros 30% vieram do avanço no número de negócios fechados.

O ticket médio passou de R$ 6,01 milhões no primeiro semestre de 2025 para R$ 6,43 milhões neste ano, alta nominal de 7%, equivalente a 2,3% em termos reais.

O estudo da Pilar foi construído a partir das guias de ITBI da Prefeitura de São Paulo. O levantamento considera apenas imóveis residenciais prontos, já individualizados, negociados no mercado de revenda. A evolução real dos valores é calculada pelo IPCA.

A companhia teve desempenho acima do mercado no período, movimentando R$ 2,03 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) no primeiro semestre de 2026, alta de 50,2% sobre os R$ 1,35 bilhão do mesmo período de 2025.

Vila Nova Conceição lidera o ranking por bairros de São Paulo

A Vila Nova Conceição liderou o mercado de imóveis acima de R$ 3 milhões no primeiro semestre, com R$ 853 milhões movimentados em 119 negócios.

O valor representa alta de 46,6% e o número de transações cresceu 50,6% em relação ao mesmo período de 2025. O ticket mediano do bairro, no entanto, caiu 5,1%, para R$ 5,45 milhões, o que mostra que o resultado veio principalmente do volume de vendas, e não do valor de cada imóvel.

O Itaim Bibi aparece em seguida, com R$ 674 milhões movimentados em 70 negócios.

O número de transações ficou praticamente estável frente às 72 do primeiro semestre de 2025, mas o ticket mediano subiu 24,9%, de R$ 4,60 milhões para R$ 5,75 milhões. Com isso, o valor transacionado no bairro cresceu 21,6%.

Completam os cinco primeiros colocados do ranking Jardim América (R$ 562 milhões em 20 negócios), Jardim Paulista (R$ 516 milhões em 93 negócios e Jardim Europa (R$ 453 milhões em 39 negócios).
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Na mira do governo, fim da isenção de LCI travaria crédito imobiliário, dizem bancos

Na mira do governo, fim da isenção de LCI travaria crédito imobiliário, dizem bancos

A potencial tributação das letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA), se confirmada, terá como principal consequência a elevação do custo de captação de recursos pelos bancos e o repasse disso para o tomador do financiamento, esfriando as operações no setor, avaliam líderes de crédito imobiliário dos bancos privados.“A tributação vai fazer, naturalmente, com que os investidores peçam uma remuneração maior para aplicar nas LCIs. Hoje, por não ser tributada, a LCI tem um custo abaixo da Selic. Com a tributação, é inevitável que tenhamos um incremento do custo do crédito imobiliário”, projetou o diretor de Crédito Imobiliário do Bradesco, Romero Albuquerque.A opinião foi compartilhada pelo diretor de Negócios Imobiliários do Santander, Paulo Duailibi, “Esperamos incremento no custo de emissão das letras. É fundamental manter a isenção. Este é o meu maior ponto de preocupação”, declarou.Duailibi ressaltou que as LCIs têm mostrado uma participação crescente como fonte de recursos para abastecer o crédito imobiliário, ao mesmo tempo que há uma diminuição da disponibilidade de recursos das cadernetas de poupança.O estoque de LCIs ultrapassou a marca de R$ 500 bilhões e responde por cerca de 20% do funding do setor.Leia tambémAlto e sempre: as ações com dividendo de mais de 14% com consistênciaEstudo mostra as empresas que pagaram bons retornos não apenas nos últimos 12 meses e apresentam mais consistência ao longo dos anos FII cai quase 5% com temor sobre Casas Bahia; fundo tem 31% da receita expostaDe acordo com dados apresentados pelo fundo, a Casas Bahia responde diretamente por 27,6% da receita contratadaO executivo do Santander defendeu ainda a necessidade de reequilíbrio das contas públicas como forma de garantir a redução dos juros e do custo do funding de modo geral. “A poupança está tendo uma participação cada vez menor no funding. Acho que é um movimento sem volta. Vamos depender cada vez mais de funding de mercado. Daí a importância de ter redução estrutural da Selic para termos condição de crescer”, comentou. “Com juro elevado, a parcela fica elevada. E com isso enquadramos um público cada vez menor nos financiamentos.”Os executivos participaram de um debate sobre financiamento imobiliário durante a conferência anual do Santander, realizada nesta segunda-feira, 17.Em julho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que, caso o presidente Lula seja reeleito, o governo deverá voltar a estudar a possibilidade de acabar com a isenção de LCIs e LCAs.Segundo ele, o fim da isenção foi proposta por ele e por seu antecessor na pasta, Fernando Haddad, para acabar com o que entendem ser distorções do mercado.The post Na mira do governo, fim da isenção de LCI travaria crédito imobiliário, dizem bancos appeared first on InfoMoney.

Fonte original: https://www.infomoney.com.br/onde-investir/na-mira-do-governo-fim-da-isencao-de-lci-travaria-credito-imobiliario-dizem-bancos/

Mão de obra em queda, Reforma Tributária e a visão do CEO da MRV para o setor

Mão de obra em queda, Reforma Tributária e a visão do CEO da MRV para o setor

A construção civil brasileira vive um paradoxo. A demanda segue forte – um déficit de 6 milhões de moradias que, pela primeira vez, parou de crescer. Apesar de transformações, o crédito, ou funding, existe. Mas há cada vez menos quem construa. “A dificuldade de mão de obra no nosso setor é estrutural. E não vejo que ela vai mudar”, diz Eduardo Fischer, CEO da MRV&CO (MRVE3), em entrevista exclusiva no InfoMoney Entrevista.“No fim do ano passado, conversei com uma empresa chinesa. A idade média do operário da construção civil na China hoje é 51 anos. É uma economia dinâmica, o jovem tem outras opções. Ele prioriza outras coisas”, afirma Fischer. “Isso é uma força tão violenta que acaba te empurrando na direção da industrialização.”Leia mais: Como novas regras tributárias vão reformar Construção CivilO executivo, que começou como estagiário de engenharia na década de 1990 e hoje comanda o maior conglomerado de construção e incorporação do país, com 270 canteiros de obras em operação no Brasil, alerta que o problema não é brasileiro – e a solução passa por uma transformação que o setor ainda não conseguiu fazer. Segundo Fischer, a reforma tributária, que começa a valer em poucos meses, pode ser o primeiro passo concreto nessa direção, ao permitir que incorporadores médios e pequenos tenham acesso a novas tecnologias sem serem punidos pela carga tributária.Fischer também defendeu a modernização dos planos diretores municipais como ferramenta para destravar a habitação de interesse social em regiões centrais das cidades. Citou São Paulo como “exemplo a ser repetido no Brasil afora” e disse que a grande disrupção do setor não está na forma de construir, mas na forma de morar – com a locação institucional ganhando espaço quando o país conseguir taxas de juros mais civilizadas.Leia mais: MRV (MRVE3): por que as ações saltaram mais de 14% mesmo com prejuízo de R$ 626 mi?Leia, abaixo, trechos editados da entrevista com o CEO da MRV&CO, Eduardo Fischer.IM: Você tem uma trajetória bastante tradicional. Começou como estagiário de engenharia dentro da MRV na década de 1990 e hoje é CEO. O que essa trajetória de mais de 30 anos conferiu de vantagem em relação a um executivo que vem do mercado financeiro? Qual o seu “super trunfo”?Fischer: Não diria que é um super trunfo, é um acúmulo de experiências. Boa parte da minha carreira foi em canteiros de obras. A construção civil é muito específica. Cada ativo é único. Desde a compra do terreno até o desenvolvimento do projeto, todo o processo de legalização, que é longo no Brasil, traz uma artesanalidade. A chance de você ter uma proximidade da operação faz diferença na nossa indústria. Esse conhecimento construído ao longo de décadas acumula e faz bastante diferençaIM: Você pegou a MRV bem menor do que é hoje e acompanhou a expansão, a internacionalização, a criação das novas marcas – Resia, Lugo, Urba. E agora a MRV parece estar num movimento de maior simplificação. O que você pode dividir com a gente desses momentos?Fischer: Estou na MRV há quase 34 anos, dos 47 da companhia. Peguei essa fase toda de novos negócios e expansão geográfica, que não era comum – a nossa indústria era tradicionalmente local. Crescer geograficamente traz desafios operacionais enormes exatamente por conta dessa artesanalidade. Acho que um dos grandes trunfos da MRV foi conseguir fazer esse crescimento geográfico com eficiência. Ganhamos escala e nos tornamos um expert numa operação diversificada com um footprint grande no Brasil. Isso nos deu segurança para experimentar outros negócios, outras marcas, até outro país.IM: Falando em expansão geográfica, até quando vocês acham que a Resia, que opera nos EUA, vai ter impacto no balanço da MRV?Fischer: A gente fez um plano de desinvestimento que já tem dois anos. Anunciamos recentemente duas transações importantes – vendas de ativos já terminados e de terrenos. Até o final de 2026, início do primeiro semestre de 2027, a gente já vai ter boa parte disso no passado.IM: Voltando alguns anos, você acha que esse investimento deveria ter sido feito?Fischer: Acho que sim. A MRV desenvolveu uma capacidade operacional muito robusta. Quando a gente olhava para o cenário antes da pandemia, era um mercado que se mostrava bastante positivo, com demanda enorme. A decisão foi tomada antes da pandemia. O cenário mudou completamente – os custos dispararam no mundo inteiro. Mas a quantidade de aprendizado que isso nos trouxe e a nossa capacidade de empreender num cenário bem diferente valem para o Brasil.IM: O mercado fala em turnaround da MRV desde o ano passado. Que indicadores mostram que ele realmente aconteceu?Fischer: Olhando para os indicadores: primeiro, a margem de originação dos novos empreendimentos – os terrenos que estão sendo comprados hoje – está em 35%, a melhor da nossa história. Segundo, a margem bruta da MRV Brasil já está em 31,2%, a maior em sete anos. E terceiro, a geração de caixa cresce a cada trimestre. No 2T26, foram R$ 148,7 milhões só na operação brasileira. A dívida líquida está em R$ 5,9 bilhões e, com as vendas da Resia, deve cair para R$ 4,6 bilhões.IM: Quando você fala dessa margem, qual margem a gente está falando? Fischer: A gente olha para a margem bruta, que é a referência do setor. A margem sendo originada hoje está em 35%. A margem contábil da MRV hoje gira em 31% – ou seja, tem um catch-up a fazer, e ele vai acontecer à medida que a gente constrói essa safra nova. A geração de caixa por unidade vai ser maior porque essa margem também é maior.IM: Podemos esperar uma melhora da dívida da companhia nesse trimestre?Fischer: Trimestre a trimestre, a gente enxerga isso acontecendo. A boa notícia é que a cada trimestre vem melhor do que o anterior. É o que você pode esperar da gente: constância.IM: Dentro dessa estratégia está essa diminuição de lançamentos? Porque nos balanços recentes a gente viu uma diminuição.Fischer: Não necessariamente. A demanda está lá muito forte. A gente tem um land bank muito robusto, comprado de forma muito mais equilibrada do que no passado. Antes era comum comprar o terreno em dinheiro e ficar com capital imobilizado por anos até lançar. Hoje a originação tem sido cada vez mais equilibrada – basicamente permuta. Eu pago ao dono do terreno um percentual do que vou receber no momento que vendo. Isso me permite lançar mais. O objetivo é vender mais do que eu lancei, para que o estoque caia e o dinheiro entre antes de eu gastá-lo na construção.IM: Qual é a principal linha de negócio de vocês e onde cabe melhoria?Fischer: A nossa principal operação é a de baixa renda – o core da marca MRV. É 90% do nosso negócio. É onde a gente aloca mais energia e onde temos ambição de crescimento. O FGTS é o pilar principal para esse mercado funcionar tão bem. Depois tem a Urba, que é uma loteadora com potencial enorme, crescendo no ritmo dela com margens muito altas. E tem a Lugo, que é o nosso laboratório de locação institucional – um ensinamento que trouxemos dos Estados Unidos.IM: Vocês divulgaram o balanço do segundo trimestre na semana passada. Qual a sua avaliação sobre os números?Fischer: Os resultados estão em linha com a estratégia que a gente desenhou. Teve a venda de ativos na Resia e da Lugo aqui no Brasil, que ajudam o processo de desalavancagem. Na ponta da MRV Brasil, você vê um crescimento constante em todos os indicadores – a receita se aproximando de R$ 3 bilhões por trimestre, margem bruta crescendo, geração de caixa crescendo. Estamos on track na nossa estratégia de crescimento da operação e de rentabilidade.IM: O presidente do conselho consultivo da CBIC falou sobre ‘componentização', ou seja, unir indústrias dentro da indústria de incorporação, cada um com sua expertise, como uma consequência da Reforma Tributária. É uma aposta que você também faz?Fischer: Eu tenho uma crença muito forte de que a construção civil vai passar por uma transição muito forte na próxima década. A gente tem apostado nisso. Existe um fenômeno acontecendo que é a dificuldade de mão de obra, e ela é estrutural. Não é exclusiva do Brasil. A China tem o mesmo problema. Isso é uma força tão violenta que acaba te empurrando na direção da industrialização. E as indústrias hoje estão muito mais maduras e sofisticadas para dar esse salto.IM: A Reforma Tributária vai ter um impacto no preço final para o consumidor. Existe uma tese de possível encarecimento. O que vocês preveem?Fischer: Sinceramente, ninguém consegue cravar isso hoje. É uma incerteza enorme. Depende muito de como a indústria de insumos vai se comportar. Do jeito que a gente participou das discussões, a nossa associação entendeu que ela seria neutra, especialmente para imóveis de interesse social. Mas é uma teoria. Vamos saber de fato à medida que a reforma for funcionando. Meu best guess é que vai ser neutra, especialmente para imóveis de interesse social, porque a legislação buscou endereçar essa questão com redutores para não haver encarecimento.IM: O que ouve-se de muitos agentes do setor é que o jovem prefere dirigir um carro de aplicativo com ar-condicionado do que ir para o canteiro de obras. Você concorda?Fischer: Quando eu comecei, a construção civil era uma das indústrias mais mal remuneradas. Isso mudou. Hoje os salários médios são bons, altos, muito maiores do que um motorista de aplicativo ganha. Mas, na outra ponta, você tem uma indústria que é fisicamente desgastante, exposta ao sol, à chuva. O jovem olha para isso e faz uma escolha racional.IM: Existe uma dificuldade de mão de obra mais expressiva no Rio de Janeiro, conforme alguns relatos que ouvimos?Fischer: Não tenho essa percepção especificamente sobre o Rio. A dificuldade que a gente tem hoje é muito parecida em todos os lugares. Santa Catarina, talvez, seja mais difícil hoje que o Rio para nós.IM: A gente tem visto muitos lançamentos de compactos no centro expandido de São Paulo, muito voltados para investidor. Os lançamentos para famílias têm ficado mais raros?Fischer: Tenho uma percepção completamente diferente. Desses 100 mil imóveis que eu te falei, a maioria é para famílias. A configuração de família mudou – antigamente eram dois, três filhos. Hoje é muito comum famílias que não têm filhos ou têm um. O produto compacto, com dois dormitórios, abriga uma família. A enorme maioria dos imóveis de interesse social em São Paulo é para esse extrato da população. Obviamente você tem investidores, houve um ruído recente sobre má utilização da legislação, mas isso é bem específico.IM: A nova geração demora mais para querer patrimônio. Outras pesquisas mostram que o sonho da casa própria existe, mas não se realiza na prática. Como vocês observam isso?Fischer: A idade média do nosso comprador é 31 anos. É o primeiro imóvel, o início da vida. O sonho da casa própria existe e continua forte. O que mudou é que essa geração amadurece financeiramente um pouco mais tarde, tem menos filhos, e o uso do imóvel pode ser diferente ao longo da vida. A pessoa pode alugar mais cedo e comprar mais tarde. O mercado tem espaço para tudo isso acontecer ao mesmo tempo – especialmente num país com déficit de 6 milhões de moradias.IM: Como o envelhecimento da população impacta a MRV? Como vocês olham para isso no longo prazo?Fischer: Não percebo isso no nosso pipeline hoje. Ainda existe um desequilíbrio de demanda e oferta na parte jovem da população muito grande. Talvez isso comece a afetar as decisões de investimento da companhia daqui a 5 a 10 anos. Mas pode ser atendido por outros modelos, como a locação – porque essa população mais velha já não consegue tomar um financiamento de 30 anos. A forma de acessar o imóvel muda.IM: Para encerrar: o Galo [Clube Atlético Mineiro] é dono da Arena MRV? A MRV é dona da Arena do Galo?Fischer: [Risos] Não, a MRV está só o naming rights. O estádio é do Galo. Mas foi um investimento maravilhoso para a nossa marca. E, como atleticano, posso dizer: quem tem a oportunidade de conhecer a Arena MRV sabe que é uma experiência fenomenal. Não conheço nenhum estádio no Brasil como aquele.The post Mão de obra em queda, Reforma Tributária e a visão do CEO da MRV para o setor appeared first on InfoMoney.

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Apesar de ter vendido ativos da Luggo, MRV acredita na locação no longo prazo

Apesar de ter vendido ativos da Luggo, MRV acredita na locação no longo prazo

A forma como o brasileiro vai morar nas próximas décadas está mudando – e a grande transformação não virá de um novo material de construção ou de um método mais rápido de erguer paredes. “A grande disrupção do nosso setor não é da forma de se fazer – é do consumo desse teto. Se vai ser por compra, locação ou qualquer coisa do gênero”, afirma Eduardo Fischer, CEO da MRV&CO, em entrevista ao InfoMoney Entrevista.Para Fischer, a locação institucional – modelo em que a incorporadora constrói, administra e aluga os imóveis, em vez de vendê-los – é a próxima fronteira do setor no Brasil. O braço do grupo para esse negócio é a proptech Luggo, plataforma de aluguel por assinatura da MRV – que “veio de um ensinamento que a companhia trouxe dos Estados Unidos”. O modelo, que é gigante nos EUA, ainda engatinha no Brasil e, para Fischer, o principal motivo se chama taxa de juros.“Com 15% de taxa de juros, esse mercado não nasce. Ele está adormecido”, afirma o executivo. A Luggo já chegou a operar 4 mil unidades, mas o potencial, segundo Fischer, é muito maior. “Quando o Brasil se rearranjar, essa indústria vai nascer e vai explodir. A demanda está lá.”Ao mesmo tempo em que Fischer defende o potencial do modelo, a MRV&CO está, na prática, reduzindo sua exposição ao negócio. Em julho, companhia assinou um memorando com a JiveMauá para estruturar a venda de ativos da Luggo – movimento que o mercado interpretou como mais um passo no processo de desalavancagem do grupo.O desinvestimento, ainda que pontual, contrasta com o discurso de aposta nesse modelo de negócios e expõe a tensão entre a visão estratégica de longo prazo e a necessidade de fazer caixa em um cenário de juros elevados.O executivo também disse que o perfil do comprador da MRV – cuja idade média é 31 anos e está adquirindo o primeiro imóvel – mostra que o sonho da casa própria continua forte, mas que a forma de acessá-lo está mudando. “O que mudou é que a nova geração amadurece financeiramente um pouco mais tarde, tem menos filhos, e o uso do imóvel pode ser diferente ao longo da vida. A pessoa pode alugar mais cedo e comprar mais tarde.”Leia mais: MRV&CO: Prejuízo líquido consolidado é de R$ 626,3 mi no 2T, perda 22,7% menorSobre o envelhecimento da população brasileira, Fischer afirmou que o fenômeno ainda não afeta as decisões de investimento da companhia no curto prazo, mas pode abrir espaço para novos modelos de moradia num horizonte de 5 a 10 anos – especialmente para uma população que já não consegue tomar um financiamento de 30 anos. “Não é só o produto, é o modelo de acesso”, disse.Para Fischer, o potencial da indústria de locação institucional no Brasil é “gigantesco”, mas depende de um contexto macroeconômico mais favorável. “A nossa indústria precisa de taxas de juros baixas. Se não, ela se desequilibra. Quando a gente buscar um equilíbrio econômico que traga uma taxa de juros mais baixa, você vai ver uma indústria que hoje tem uma participação pequena no PIB explodir.”The post Apesar de ter vendido ativos da Luggo, MRV acredita na locação no longo prazo appeared first on InfoMoney.

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De Barueri ao Leblon, saiba onde está o aluguel está mais caro no país

De Barueri ao Leblon, saiba onde está o aluguel está mais caro no país

Quanto custa morar de aluguel no Brasil? A resposta depende cada vez mais do CEP que a pessoa escolher. Enquanto Barueri, na Grande São Paulo, possui o metro quadrado de aluguel mais caro, ficando em R$ 72, a capital paulista fica em segundo lugar, com R$ 65,18 por metro quadrado, conforme o levantamento mensal do Índice FipeZap, que acompanha 36 cidades espalhadas por todo o Brasil.No geral, as diferenças entre cidades e até entre bairros de uma mesma capital mostram mercados imobiliários quase incomparáveis. Mas na média, o preço anunciado chegou a R$ 54,17 por metro quadrado em julho.Recife aparece em segundo lugar entre as capitais com o metro quadrado a R$ 64,11, Belém, a R$ 62,65, Florianópolis, a R$ 60,84, e Rio de Janeiro, a R$ 60,80. Na outra ponta, Pelotas (RS) registra o menor valor entre todas as cidades pesquisadas, de R$ 20,68 por metro quadrado. Entre as capitais, Campo Grande é a mais barata, com R$ 31,55, seguida de Teresina, com R$ 32,45, e Aracaju, com R$ 36,90.Isso significa que alugar um apartamento de 60 metros quadrados, usando apenas o preço médio anunciado como referência, representaria cerca de R$ 4.320 mensais em Barueri, contra aproximadamente R$ 1.240 em Pelotas, isso antes de taxas como condomínio, IPTU e outras despesas.Leia Mais: Aluguel sobe quase 6% até julho e continua bem acima da inflação, mostra FipeZapPinheiros se destaca em São Paulo…As diferenças ficam ainda maiores quando o levantamento compara os valores por bairros. Na cidade de São Paulo, que possui preço médio de R$ 65,18 por metro quadrado, Pinheiros aparece entre as áreas mais representativas do índice com aluguel de R$ 99,20 por m² em julho. Itaim Bibi vem logo depois, com R$ 94,20, seguido de Moema, com R$ 84,80, Jardins, com R$ 82,60, e Paraíso, com R$ 82,40.Entre os bairros selecionados pela FipeZap com preços menores aparecem Santana, na Zona Norte da capital, com R$ 48,30 por metro quadrado, e Vila Andrade, na Zona Sul fica em R$ 53,20. A diferença entre Pinheiros e Santana, por exemplo, passa de 100%. Em um apartamento hipotético de 60 m², a média anunciada equivaleria a aproximadamente R$ 5.952 mensais em Pinheiros e R$ 2.898 em Santana.Nos últimos 12 meses, Pinheiros acumulou alta de 6,4%, enquanto Santana avançou 8,2%. Já Vila Mariana apresentou queda de 2% e Jardins recuou 0,5% no mesmo período.… e Leblon no RioNo Rio de Janeiro, as distâncias são ainda mais expressivas. Embora a média da cidade esteja em R$ 60,80 por metro quadrado, o Leblon alcançou R$ 123,80 por m² em julho, praticamente o dobro da média municipal. Ipanema aparece em seguida, com R$ 117,90, enquanto Lagoa registra R$ 88,60, Copacabana R$ 76,80, Barra da Tijuca R$ 76,30 e Botafogo R$ 75,80 por metro quadrado.Entre os bairros selecionados com valores menores aparecem Recreio dos Bandeirantes, com R$ 43,40, e Tijuca, com R$ 38,20 por m². Na comparação, o metro quadrado anunciado no Leblon custa mais de três vezes o observado na Tijuca dentro da mesma cidade.Também chama atenção a velocidade dos reajustes. Em 12 meses, Copacabana teve valorização de 20,8%, Botafogo de 20,1%, Flamengo de 19,3% e Lagoa de 18,3%. Mesmo o Leblon, já partindo de um dos preços mais elevados do país, avançou outros 8,7%.Capitais mais baratasPreço baixo, porém, não significa necessariamente aluguel estável. Aracaju é um dos exemplos mais claros. Apesar de apresentar preço médio relativamente baixo, de R$ 36,90 por metro quadrado, foi a capital com a maior valorização acumulada em 2026, de 16,12%, e também liderou a alta em 12 meses, com 25,78%.Teresina, outra das capitais mais baratas, com R$ 32,45 por metro quadrado, acumula alta de 19,16% em 12 meses. Fortaleza, cujo valor médio é de R$ 41,66/m², registra avanço de 16,27% no mesmo período. O comportamento mostra que os mercados com valores absolutos menores podem enfrentar reajustes proporcionalmente maiores, reduzindo parte da vantagem de morar nessas localidades, conforme o FipeZap.Na outra ponta, São Paulo continua sendo a capital mais cara, mas seus preços subiram 5,53% em 12 meses, bem menos do que os reajustes observados em Aracaju, Teresina, Fortaleza e Rio de Janeiro.RentabilidadeO ranking dos preços também não coincide necessariamente com o da rentabilidade. Barueri tem o maior aluguel por metro quadrado entre as cidades monitoradas, mas seu retorno estimado com locação é de 7,12% ao ano. Santos, embora tenha preço menor, de R$ 59,97/m², apresenta rendimento de 8,44%. Campinas combina aluguel médio de R$ 55,52 com retorno de 8,23% ao ano.Entre as capitais, Recife apresenta o maior rental yield, de 8,47% ao ano, embora São Paulo tenha o metro quadrado mais caro. A capital paulista oferece retorno estimado de 6,42%.Os números reforçam que preço elevado e rentabilidade não caminham necessariamente juntos. Para o inquilino, a localização continua sendo decisiva para o peso da moradia no orçamento. Para o investidor, o desafio é equilibrar valor de aquisição do imóvel, aluguel potencial e perspectiva de valorização.The post De Barueri ao Leblon, saiba onde está o aluguel está mais caro no país appeared first on InfoMoney.

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Aluguel sobe quase 6% até julho e continua bem acima da inflação, mostra FipeZap

Aluguel sobe quase 6% até julho e continua bem acima da inflação, mostra FipeZap

Enquanto os juros afastam as pessoas da casa própria, morar de aluguel também não está fácil e continua pesando no bolso do brasileiro, com avanço maior do que a inflação no país. Só nos primeiros sete meses de 2026, os preços anunciados para novos contratos residenciais subiram 5,97%, quase o dobro dos 3,44% acumulados pelo IPCA no mesmo período. Em 12 meses, essa diferença é ainda mais gritante, com a inflação oficial avançando 4,44% comparado ao aumento de 9,28% dos aluguéis.Os números fazem parte do Índice FipeZap de Locação Residencial de julho, elaborado a partir de anúncios de apartamentos prontos para locação em 36 cidades, sendo 22 capitais. Vale frisar que o indicador acompanha preços pedidos em novos contratos, e não os reajustes aplicados aos aluguéis já vigentes.Somente em julho, os preços avançaram 0,70%, desacelerando ligeiramente diante dos 0,81% registrados em junho. Mesmo com a perda de ritmo, o aumento mensal ficou dez vezes acima da inflação medida pelo IPCA, de 0,07%. O IGP-M, conhecido como índice do aluguel por ser tradicionalmente usado como referência em contratos imobiliários, caiu 1,16% no mês.O comportamento reforça uma tendência que se mantém há vários anos de que o mercado de novos aluguéis vem se descolando dos principais índices gerais de preços. Nos últimos 12 meses até julho, a valorização média de 9,28% também superou com larga margem o IGP-M, que avançou apenas 2,76%.Leia Mais: Aluguel acumula alta de 5,24% no semestre e segue pressionando orçamentoAlta generalizadaA pressão sobre os preços está disseminada por todo o território nacional. Entre janeiro e julho, 34 das 36 cidades monitoradas apresentaram aumento dos valores anunciados, incluindo 21 das 22 capitais acompanhadas pelo índice.Entre as capitais, Aracaju liderou a valorização no ano, com alta de 16,12%, seguida de Campo Grande  com 11,95%, Manaus com 11,04%, Fortaleza com 10,98% e Natal com 10,72%. O Rio de Janeiro também aparece entre as maiores pressões, com avanço de 9,94% até julho. A única capital que registrou uma queda acumulada no ano foi São Luís, onde os preços recuaram 0,44%.Na comparação de 12 meses, o quadro muda um pouco, mas continua mostrando aumentos fortes. Aracaju novamente lidera, com 25,78%, seguida de Teresina (19,16%), Fortaleza (16,27%), Brasília (14,80%) e Natal (14,60%). Entre as 22 capitais, apenas Campo Grande apresentou recuo nesse intervalo, de 4,98%.Segundo o FipeZap, o resultado mostra que a alta do aluguel não está concentrada apenas nos mercados tradicionalmente mais caros, como São Paulo e Rio de Janeiro. Capitais com preços absolutos mais baixos vêm apresentando algumas das maiores variações percentuais, movimento que pode representar pressão adicional sobre o orçamento das famílias locais.Leia também: IA muda busca por imóveis e transforma pesquisa por filtros em conversa com clienteLíderes de mercadoO tipo do imóvel também interfere na velocidade da valorização. Em julho, os apartamentos de dois dormitórios registraram a maior alta, de 0,85%. No acumulado do ano, também lideram, com avanço de 6,90%, e em 12 meses acumulam valorização de 10,21%.Já os imóveis com quatro dormitórios ou mais registraram a menor pressão, com alta de 0,26% no mês, 2,66% em 2026 e 6,37% em 12 meses. Os dados sugerem maior pressão justamente sobre imóveis de tamanho intermediário, tradicionalmente procurados por casais e famílias menores.Preço por metro quadradoO preço médio dos novos aluguéis chegou a R$ 54,17 por metro quadrado em julho. Apartamentos de um dormitório continuam sendo proporcionalmente os mais caros, com média de R$ 72,08 por metro quadrado, enquanto os imóveis de três quartos apresentam o menor valor, de R$ 46,58 por metro quadrado.Entre as capitais, São Paulo segue como a mais cara do país, com aluguel médio anunciado de R$ 65,18 por metro quadrado. Logo atrás aparecem Recife, com R$ 64,11, Belém, com R$ 62,65, Florianópolis, com R$ 60,84, e Rio de Janeiro, com R$ 60,80 por metro quadrado.No extremo oposto estão Campo Grande, com R$ 31,55 por metro quadrado, Teresina, com R$ 32,45, e Aracaju, com R$ 36,90. A diferença mostra que o imóvel alugado na capital mais cara custa, por metro quadrado, mais que o dobro do observado na mais barata.Retorno de investimentoPara o proprietário, porém, a forte valorização dos aluguéis não significa necessariamente que o imóvel seja o investimento mais rentável. O chamado rental yield, indicador que relaciona o valor recebido com aluguel ao preço estimado do imóvel, ficou em 6,14% ao ano em julho. Segundo a FipeZap, esse retorno ainda é inferior à rentabilidade média projetada para aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses.Imóveis de um dormitório apresentaram a melhor rentabilidade média, de 6,78% ao ano, enquanto unidades com quatro quartos ou mais tiveram retorno de apenas 4,84%.Entre as capitais, Recife lidera, com rendimento estimado de 8,47% ao ano, seguida de Cuiabá (8,31%), Belém (8,18%), Manaus (7,99%) e Natal (7,85%).O balanço até julho mostra, portanto, dois movimentos simultâneos. Para o inquilino, o aluguel continua representando uma pressão que cresce acima da inflação. Já para o proprietário, apesar da valorização dos contratos, o retorno obtido com a locação ainda precisa disputar espaço com aplicações financeiras favorecidas pelo nível elevado dos juros.The post Aluguel sobe quase 6% até julho e continua bem acima da inflação, mostra FipeZap appeared first on InfoMoney.

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Para Driblar Crise, Casas Modulares Viram Febre na Argentina com Custo de R$ 10,3 mil

Para Driblar Crise, Casas Modulares Viram Febre na Argentina com Custo de R$ 10,3 mil

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Ter acesso à primeira moradia na Argentina é, para boa parte da classe média, uma equação que não fecha. O crédito imobiliário voltou, mas seus requisitos excluem muitas pessoas; a construção tradicional custa entre US$ 1 mil a US$ 1,8 mil por metro quadrado (R$ 5,1 mil a R$ 9,3 mil), e os preços em dólares não recuam.

Nesse contexto, um fenômeno que circulava pelas redes sociais começou a ganhar forma concreta: as moradias modulares e industrializadas, que vão de cápsulas premium importadas da China a casas fabricadas em plantas industriais da Patagônia, estão redefinindo o acesso à casa própria.

Leticia Leites foi uma das primeiras argentinas a importar sua casa modular de 72 metros quadrados da China para um condomínio fechado na cidade de Santa Fe.

Attila

O custo total foi de US$ 700 (R$ 3,63 mil) por metro quadrado. O valor inclui impostos, certificações alfandegárias, honorários do despachante, seguros e os serviços de transporte e guindaste. Comparado ao custo da construção tradicional na mesma região, o preço é entre 40% e 60% menor.

O processo levou sete meses, desde as primeiras conversas com um representante de vendas chinês até a chegada da casa ao porto de Santa Fe. “O mais complicado foram os trâmites de importação, porque havia conflitos entre as normas de cada país”, explica Leticia.

Embora classifique a experiência como “positiva”, ela ressalta que, para ela, trata-se de uma solução temporária, até que possa construir sua casa pelo sistema tradicional, pois a vida útil estimada pelo fabricante para esses módulos é de 30 anos.

Por sua vez, Diego Jerez, empresário do comércio exterior, encontrou uma maneira de reduzir os custos relacionados à importação e passou a organizar compras coletivas.

“Se você quiser importar sozinho, os números não são os mesmos. Mas, se montar um grupo, o negócio fica bom”, afirma.

Atualmente, ele tem cinco contêineres em trânsito, e cada um comporta cerca de 16 casas. Dessa forma, um módulo básico de 18 metros quadrados entregue em Buenos Aires custa cerca de US$ 2.000, com tudo incluído.

No entanto, o próprio empresário define a solução como transitória e afirma que ela não é adequada para todos os territórios, já que os módulos não possuem cálculos estruturais para regiões sísmicas nem para áreas sujeitas a ventos extremos.

O segmento premium

No outro extremo do espectro está a Höli Haus, com um produto diferente daquele importado por Jerez: são casas-cápsula que chegam completamente montadas da China, com aço galvanizado de alta espessura, vidros duplos herméticos, piso radiante elétrico, vaso sanitário inteligente com função de bidê e ar-condicionado instalado dentro do volume da estrutura.

As unidades são certificadas para regiões sísmicas de até a Zona 4 — a categoria mais exigente, que inclui a província de San Juan.

O diferencial de qualidade tem reflexo direto no preço, que parte de US$ 41 mil (R$ 212 mil), mais IVA, para o modelo de 18,5 metros quadrados e chega a US$ 69 mil (R$ 357 mil) para o modelo de 38 metros quadrados.

Edifica NeuquénAs moradias modulares importadas podem reduzir em até 60% o custo do metro quadrado na comparação com a alvenaria tradicional

O pagamento é dividido em três parcelas: 30% na contratação, 30% após 60 dias e 40% quando a casa chega ao porto argentino. O prazo máximo de entrega é de 120 dias.

A casa chega montada em um caminhão de perfil baixo, é retirada com um guindaste e apoiada sobre blocos de concreto pré-moldado fornecidos pela Höli Haus. Não é necessário construir uma laje de fundação, e a instalação exige apenas uma tomada de 220 volts, uma entrada de água e uma saída para o esgoto.

A alternativa local é representada por Emilio Munarín, CEO da Attila — empresa de construção modular de Neuquén com quase cinco anos de atuação — e representante da Câmara Argentina de Construção Modular e Industrializada (CACMI) na Patagônia. Suas moradias são fabricadas com materiais 100% argentinos e montadas em prazos de 60 a 120 dias, dependendo do tamanho.

Munarín reconhece que os produtos importados podem custar entre 50% e 100% menos, mas alerta que “não possuem cálculos estruturais adequados para as diferentes regiões da Argentina e não contam com certificados de aptidão técnica”. Ele também destaca a importância do serviço de pós-venda local como um diferencial.

Regulação e financiamento

Para a arquiteta Carla Corea, especialista em regulamentação e gestão, a questão central não está na origem do material, mas nas exigências da prefeitura.

“A pessoa que quiser encomendar uma casa da China primeiro precisa ter certeza de que pode importá-la integralmente. Depois, precisa pedir ao fornecedor chinês todas as especificações técnicas: ventilação, iluminação e instalações elétricas. Porque a prefeitura vai verificar as condições de habitabilidade do imóvel, independentemente dos materiais utilizados”, explica.

Ela esclarece que atualmente não existe nenhum município que tenha estabelecido uma regulamentação específica para esse tipo de construção importada: “Existem casas pré-fabricadas produzidas aqui, assim como casas modulares argentinas. Mas, no que diz respeito à importação, não há regulamentação emitida por nenhum órgão. Tudo isso é muito novo”.

Até o momento, na prática, cada distrito decide caso a caso. Jerez lembra que, no início, alguns municípios de Córdoba e Mendoza rejeitavam essas estruturas, mas afirma que esse cenário mudou rapidamente.

Por sua vez, a Höli Haus já atuou em Bariloche, Comodoro Rivadavia, San Luis, El Calafate, Pinamar e Tigre, com condições diferentes em cada local.

AttilaO Banco Hipotecario já oferece crédito com taxas específicas para financiar até 100% do valor de moradias industrializadas

Outro ponto crítico é a situação registral. Legalmente, essas moradias costumam ser classificadas como bens móveis — porque podem ser transportadas —, o que as coloca em um registro diferente daquele dos imóveis tradicionais: o terreno é registrado em escritura, enquanto a casa é considerada uma benfeitoria que pode ou não ser declarada.

No âmbito do crédito, o Banco Hipotecario possui uma linha específica para moradias industrializadas que financia até 100% do valor.

O crédito é concedido em nome da pessoa física, e o banco libera os recursos diretamente para a empresa vendedora — que precisa estar previamente credenciada no programa —, a uma taxa de UVA + 15% e com prazo de até 72 meses.

O mapa argentino

Segundo dados da CACMI, existem atualmente cerca de 13 mil construções industrializadas em execução na Argentina. Neuquén é um dos mercados mais consolidados, devido à chegada constante de trabalhadores ligados à Vaca Muerta, o que transforma a construção modular em uma resposta rápida e estratégica. Na região, por exemplo, a Höli Haus avalia colocar em operação um projeto de 50 unidades voltado ao segmento gerencial.

Para Marcos Galián, produtor-geral da feira Edifica Neuquén 2026 — única exposição de construção e infraestrutura da Patagônia —, o fenômeno responde a uma necessidade estrutural: “O desafio atual é acompanhar o crescimento das cidades com infraestrutura. A construção industrializada oferece a flexibilidade necessária para desenvolver desde moradias até escritórios e estabelecimentos comerciais”.

O mesmo ocorre na Patagônia — onde o clima extremo e a distância encarecem a construção tradicional —, além de Córdoba e Mendoza, a ponto de esses sistemas já terem sido utilizados em hospitais de emergência e até em instalações científicas na Antártida.

Nesse contexto, os sistemas construtivos industrializados surgem como uma alternativa para ampliar a oferta em prazos mais curtos e reduzir a pressão sobre o mercado.

A grande vantagem da construção modular é permitir a produção em série, o que não apenas acelera o desenvolvimento de moradias, mas também de infraestrutura para setores tão diversos quanto saúde, educação e atividade industrial.

O mercado de moradias modulares na Argentina ainda é incipiente e não possui dados oficiais consolidados. A demanda, porém, é real, e os participantes do setor já operam com soluções que partem de um módulo básico de US$ 2 mil (R$ 10,3 mil). Em um país onde construir com tijolos se tornou caro e o crédito chega tarde, essa alternativa começa a ser vista como a resposta mais pragmática ao déficit habitacional.

Matéria publicada originalmente em Forbes Argentina
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Fonte original: https://forbes.com.br/forbes-money/forbes-real-estate/2026/08/casas-modulares-crise-argentina/

Bairros Mais Caros do Norte Custam até R$ 15,5 Mil por Metro Quadrado; Veja Ranking

Bairros Mais Caros do Norte Custam até R$ 15,5 Mil por Metro Quadrado; Veja Ranking

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Os bairros mais caros das capitais do Norte do Brasil chegam a custar mais de R$ 15 mil o metro quadrado, segundo levantamento da Brain Inteligência Estratégica enviado com exclusividade à Forbes.

O bairro mais caro da região é Graciosa, em Palmas (TO), onde o metro quadrado fica em R$ 15,56 mil. Na sequência aparecem Umarizal, em Belém (PA), a R$ 14,72 mil, e Adrianópolis, em Manaus (AM), a R$ 13,68 mil.

Belém concentra o maior número de bairros entre os mais valorizados da região. Além de Umarizal, Cremação (R$ 13,96 mil), Nazaré (R$ 13,89 mil), Reduto (R$ 13,74 mil) e São Brás (R$ 13,36 mil) também ultrapassam os R$ 13 mil por metro quadrado.

Já as capitais do Acre e do Amapá registram os menores tetos de preço entre as capitais nortistas. Em Rio Branco, o bairro mais caro é Bosque, a R$ 7,36 mil o metro quadrado. Em Macapá, lidera Julião Ramos, a R$ 11,24 mil. Nessas duas capitais, o levantamento da Brain Inteligência Estratégica lista apenas três bairros.

Abaixo, veja os bairros mais caros de cada capital do Norte:

Rio Branco (AC)

Bosque — R$ 7.357/m²

Conjunto Mascarenhas de Morais — R$ 6.015/m²

Alto Alegre — R$ 5.000/m²

Macapá (AP)

Julião Ramos — R$ 11.241/m²

Universidade — R$ 9.297/m²

Jardim Marco Zero — R$ 7.950/m²

Manaus (AM)

Adrianópolis — R$ 13.677/m²

Aleixo — R$ 11.851/m²

Tarumã Açu — R$ 10.484/m²

São Jorge — R$ 9.818/m²

Praça 14 de Janeiro — R$ 9.481/m²

Belém (PA)

Umarizal — R$ 14.721/m²

Cremação — R$ 13.959/m²

Nazaré — R$ 13.887/m²

Reduto — R$ 13.744/m²

São Brás — R$ 13.362/m²

Porto Velho (RO)

Costa e Silva — R$ 10.282/m²

Olaria — R$ 9.825/m²

Rio Madeira — R$ 9.225/m²

Flodoaldo Pontes Pinto — R$ 8.756/m²

São João Bosco — R$ 7.911/m²

Boa Vista (RR)

Centro — R$ 12.817/m²

Caçari — R$ 10.716/m²

Paraviana — R$ 9.187/m²

Calunga — R$ 6.790/m²

Jóquei Clube — R$ 4.090/m²

Palmas (TO)

Graciosa — R$ 15.560/m²

Plano Diretor Sul — R$ 11.106/m²

106 Sul — R$ 10.276/m²

Arso 43 — R$ 10.249/m²

Plano Diretor Norte — R$ 9.756/m²

Belém tem 4º aluguel mais caro do Brasil

Dados do Índice FipeZAP, calculado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX (Zap/VivaReal), mostram que Belém tem o quarto maior preço médio do aluguel do país, de R$ 63,03 por metro quadrado.

Com isso, a capital do Pará fica atrás apenas de Barueri (R$ 72,24), São Paulo (R$ 64,98) e Recife (R$ 64,06).

O metro quadrado em Belém subiu 9,01% na venda nos últimos 12 meses, acima do IPCA do período, de 4,90%. No acumulado de 2026, a alta chega a 4,17%, também superior à inflação, medida em 3,62% até junho.

No aluguel, o metro quadrado em Belém acumula alta de 9,79% em 12 meses, igualmente acima do IPCA do período.

Grupo OLX

Nos dados do FipeZAP, entre Manaus e Belém, Umarizal é o bairro mais caro. O metro quadrado custa R$ 10.942 na venda e R$ 69 na locação.

Jurunas aparece em segundo lugar em ambos os rankings, com R$ 10.858 na venda e R$ 68 no aluguel, seguido por Nazaré, a R$ 9.253 na venda e R$ 66 na locação.

Cremação, a R$ 65 o metro quadrado, e Batista Campos, a R$ 9.006 na venda, completam o top 5 de locação e venda, respectivamente.

“Jurunas, Nazaré e Umarizal compõem os três bairros mais valorizados da capital paraense, tanto no mercado de compra e venda quanto no de locação, refletindo a consolidação do mercado imobiliário na região”, comentam Mariângela Christie e Talita Cruz, do Grupo OLX.

Grupo OLX

“Nazaré e Umarizal sustentam sua valorização com infraestrutura consolidada de lazer e serviços diante de uma demanda superior à oferta. Já o Jurunas ascende impulsionado pelo efeito de transbordamento (spillover) dessa vizinhança nobre, somado à recente reestruturação da orla”, completam.
O post Bairros Mais Caros do Norte Custam até R$ 15,5 Mil por Metro Quadrado; Veja Ranking apareceu primeiro em Forbes Brasil.

Fonte original: https://forbes.com.br/forbes-money/forbes-real-estate/2026/08/bairros-mais-caros-regiao-norte/