por-dentro-da-mansao-de-r$-120-milhoes-no-rio-de-janeiro-assinada-por-burle-marx

Por Dentro da Mansão de R$ 120 Milhões no Rio de Janeiro Assinada por Burle Marx

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Um rápido olhar botânica brasileira, com pedidos de desculpas aos fãs de arquitetura. O Brasil possui mais de 46,9 mil espécies nativas de plantas, algas e fungos, sendo que mais de dois quintos delas não são encontradas em nenhum outro lugar da Terra.

Através da Floresta Amazônica, do Cerrado, da Mata Atlântica, do Pantanal, da Caatinga e dos Pampas, a vida vegetal do país parece menos uma herança nacional única e mais uma junção de vários mundos botânicos que dividem uma mesma fronteira. Cerca de 10% da flora mundial ocorre em território nacional, e o país ostenta o maior número de espécies botânicas registradas do planeta.

Ao examinar essas milhares de espécies, um nome aparece em sua forma latinizada mais de 50 vezes: burle-marxii.

Trata-se de Roberto Burle Marx. Apesar de ter seu nome associado a uma pequena dinastia botânica, ele não possuía formação formal na área. Foi, com maior impacto para o design brasileiro, um arquiteto paisagista com instintos de pintor, colecionador de plantas e conservacionista.

“No Brasil, temos Pelé no futebol, Niemeyer na arquitetura e Burle Marx no paisagismo”, afirma Fred Judice Araujo, da imobiliária butique Judice & Araujo.

Na agência, a corretora responsável Patricia Judice representa uma residência no Rio de Janeiro avaliada em R$ 120 milhões, moldada por um dos últimos projetos paisagísticos desenvolvidos pelo mestre.

Criado na capital fluminense, Burle Marx compreendia a abundância do país tanto como tema quanto como matéria-prima.

A paisagem treinou seu olhar e moldou seus valores, primeiramente como artista e, depois, como um projetista que passaria a enxergar as plantas como formas e estruturas vivas. Contudo, como costuma acontecer, foi necessário distanciamento para que ele visse seu próprio lar com clareza.

Enquanto estudava pintura em Berlim, o paisagista desenvolveu a disciplina visual que mais tarde daria aos seus jardins a força de massa, cor e composição.

Essas lições surgiriam em planos ousados de plantio, formas orgânicas e curvas que se moviam pelo terreno com a autoridade de pinceladas.

Porém, a revelação decisiva ocorreu no Jardim Botânico de Dahlem, na Alemanha, onde ele encontrou espécies nativas longe do Brasil e as observou com um novo deslumbramento, quase como se fossem emissárias de sua terra.

Esse encontro ajudou a despertar sua devoção vitalícia pela vegetação. Ao retornar ao território brasileiro, ele começou a colecionar espécies tropicais e subtropicais com uma intensidade rara, acabando por transformar sua casa, nos arredores do Rio, em um arquivo vivo da flora nacional, com um acervo de mais de 3.500 plantas.

Naturalmente, essas duas paixões o conduziram à arquitetura paisagística, campo no qual se tornou uma das figuras mais reverenciadas do século XX.

Antes de Burle Marx, os jardins da elite brasileira frequentemente buscavam na Europa modelos de ordem, simetria e refinamento importado.

O projetista, por sua vez, olhou para o próprio entorno. Plantas nativas, por muito tempo descartadas como selvagens ou comuns, tornaram-se a base de uma linguagem nova, moderna e vanguardista. Não era uma simples tradução, mas sim uma verdadeira composição.

O profissional carregou essa convicção até o fim de sua carreira, algo que está gravado nos jardins de seu projeto nesta residência carioca, recentemente listada para venda.

Situada nas colinas do Joá, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro onde a cidade se ergue em direção à Mata Atlântica e às montanhas, a mansão de aproximadamente 6 mil metros quadrados ocupa um terreno perfeitamente adequado à imaginação do paisagista.

Ali, rochedos elevados, a brisa do oceano e a vista urbana da Barra da Tijuca logo abaixo criam um cenário que é, ao mesmo tempo, teatral, exuberante e inconfundivelmente brasileiro.

Palmeiras e árvores nativas são atraídas para os limites do lote, formando uma barreira viva que envolve sem isolar.

Em contraste com as linhas arquitetônicas mais limpas da casa, os plantios individuais planejados por ele são lidos como gestos pictóricos, lampejos de forma e textura que conferem à área externa seu ritmo modernista.

O mais impressionante de tudo é a topografia plana do terreno. No Joá, onde a terra se concentra ao redor da grandiosa presença da Pedra da Gávea — a montanha cuja forma característica se impõe sobre o Rio — antes de se curvar em direção à floresta e ao mar, uma extensão nivelada dessa magnitude soa em partes iguais modernista e surrealista. Trata-se de uma parcela de terra plana o suficiente para abrigar um campo de futebol e uma piscina de proporções generosas, resistindo à geologia acidentada do bairro.

“Depois de mais de 20 anos atuando no mercado imobiliário de alto padrão, é preciso muito para que um imóvel faça você dizer ‘uau’”, ressalta Judice Araujo. “Este conseguiu. No Rio de Janeiro, é incrivelmente raro encontrar um terreno plano, privativo e cercado pela natureza, com uma vista como essa.”

A residência em si é, à sua própria maneira, uma extensão desses princípios de Burle Marx. Construída em 1980 e totalmente reformada em 2022, a estrutura contemporânea de vidro e aço é um estudo de planos marcantes, volume e materiais arrojados.

Seus espaços internos parecem suspensos entre a pedra, a madeira e a folhagem, com vidros do chão ao teto que puxam o jardim para dentro de quase todos os cômodos. Os acabamentos permanecem elementares: teto em concreto ripado, paredes de pedra bruta, piso de madeira e esquadrias em tom de bronze escuro. A casa também carrega uma lógica ambiental que se mostra fiel ao legado do paisagista, contando com geração de energia 100% solar e um sistema integrado de reuso de água.

O resultado é uma moradia que soa como a conclusão natural do ideal modernista nacional, reunindo flora, geologia e arquitetura em uma única obra. O objetivo não é conter o mundo natural, mas sim compô-lo.

Burle Marx compreendia que a riqueza botânica do Brasil não era um excesso a ser domado, mas uma paleta a ser dominada. A arte residia na seleção, na proporção e no ritmo. Com tantas cores à disposição, a genialidade estava em saber quais delas pertenciam àquele lugar.

Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

O post Por Dentro da Mansão de R$ 120 Milhões no Rio de Janeiro Assinada por Burle Marx apareceu primeiro em Forbes Brasil.

avanco-da-inadimplencia-no-brasil-ja-comeca-a-refletir-no-mercado-de-aluguel

Avanço da inadimplência no Brasil já começa a refletir no mercado de aluguel

aluguéis voltou a subir e chegou a 3,22%, atingindo especialmente imóveis de até R$ 1 mil, onde os atrasos alcançam 6,31% nos contratos residenciais e 7,6% nos comerciais.

A combinação de juros elevados, crédito restrito e orçamento pressionado continua afetando a capacidade de pagamento de famílias e empresas. “O aumento é considerado pequeno e ainda é cedo para determinar uma tendência de alta, principalmente porque abril registrou o menor índice em um ano, mas já é um sinal importante”, afirma Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias do Grupo Superlógica. Apesar da alta mensal, a inadimplência continua abaixo do patamar observado em maio de 2025, quando atingia 3,33%.

Imóveis populares lideram atrasos

Os maiores índices de inadimplência continuam concentrados nos imóveis de menor valor, justamente aqueles ocupados por famílias mais vulneráveis às oscilações da renda. Nos contratos residenciais de até R$ 1 mil mensais, o índice saltou de 5,56% para 6,31% em maio. Nos imóveis comerciais da mesma faixa de preço, a taxa chegou a 7,6%, ante 7% registrados em abril.

Os números reforçam a dificuldade enfrentada pelas camadas de menor renda para absorver a alta do custo de vida e manter em dia despesas consideradas prioritárias, segundo a Superlógica. O comportamento acompanha o cenário nacional de endividamento, marcado pela pressão dos juros elevados e pelo encarecimento do crédito ao consumidor.

Leia Mais: Aluguel sobe acima da inflação e reforça pressão no mercado residencial

Faixa altas também preocupa

Se a alta entre os imóveis populares já era esperada, outro movimento chamou a atenção do mercado: o avanço da inadimplência nos contratos de maior valor. Nos imóveis residenciais com aluguel superior a R$ 13 mil mensais, o índice saltou de 4,52% para 6,16% em apenas um mês. Nos imóveis comerciais dessa mesma faixa, a taxa passou de 4,43% para 4,9%, conforme estudo.

Segundo a Superlógica, esse grupo costuma concentrar empresários, comerciantes, executivos e profissionais liberais, perfis que enfrentam os efeitos da desaceleração econômica e do custo elevado do crédito. “Quem aluga um imóvel acima de R$ 13 mil geralmente tem renda familiar superior a R$ 40 mil. Mas esse perfil é formado, em grande parte, por empreendedores e empresários que hoje enfrentam carga tributária crescente, menor atividade econômica e crédito mais caro”, explica Gonçalves.

O dado sugere que as dificuldades financeiras estão se espalhando por diferentes faixas de renda e não se limitam apenas às famílias de menor poder aquisitivo.

Casas e imóveis comerciais registram piora

Na análise por tipo de imóvel, todos os segmentos apresentaram aumento da inadimplência em maio, mas as casas registraram a maior elevação, passando de 3,31% para 3,69%. Nos apartamentos, a taxa subiu de 2,11% para 2,35%. Já os imóveis comerciais seguem liderando o ranking nacional de atrasos, com inadimplência de 4,39%, acima dos 4,21% observados em abril.

O desempenho do segmento comercial é acompanhado de perto pelo mercado, uma vez que isso costuma refletir a saúde financeira de pequenos negócios, prestadores de serviços e comerciantes.

Nordeste lidera ranking

Regionalmente, o Nordeste manteve a liderança da inadimplência locatícia no país. A taxa chegou a 5,39% em maio, avanço de 0,41 ponto percentual em relação ao mês anterior. Em seguida aparecem Norte (4,38%) e Sudeste (3,15%).

Na outra ponta, o Sul permaneceu com o menor índice nacional, registrando 2,67%, apesar da leve alta observada no período.

Sinal de atenção

Embora o mercado ainda não veja uma deterioração significativa da capacidade de pagamento dos inquilinos, especialistas avaliam que os próximos meses exigem cautela. A trajetória dos juros, da inflação e da atividade econômica continuará sendo determinante para a evolução da inadimplência.

O fato de os atrasos terem avançado simultaneamente entre imóveis populares e contratos de alto padrão sugere que a pressão financeira está atingindo diferentes perfis de locatários, de acordo com a Superlógica. Se o cenário de crédito caro e crescimento econômico moderado persistir, o aluguel pode se tornar mais um termômetro da dificuldade dos brasileiros para equilibrar as contas.

The post Avanço da inadimplência no Brasil já começa a refletir no mercado de aluguel appeared first on InfoMoney.

parque-imobiliario-brasileiro-envelhece-e-impulsiona-credito-para-condominios

Parque imobiliário brasileiro envelhece e impulsiona crédito para condomínios

Retrofit realizado pela Jive no centro de São Paulo (SP) (Divulgação)avanço do retrofit, assim como a revitalização de edifícios antigos e busca por soluções que aumentem a eficiência operacional e valorizem os imóveis.

“O condomínio brasileiro ficou mais complexo. Os prédios envelheceram, as exigências regulatórias aumentaram e os custos das obras cresceram muito. Em muitos casos, a alternativa acaba sendo uma cota extra muito elevada, que pressiona a inadimplência e dificulta a aprovação dos projetos”, afirma Ricardo Chalfin, fundador da Wind Capital,

A empresa especializada em crédito para esse segmento já concede financiamentos por meio de Cédulas de Crédito Bancário (CCB), permitindo que condomínios transformem despesas extraordinárias de grande porte em parcelamentos de longo prazo, em alguns casos de até 84 meses. O objetivo é evitar desembolsos imediatos elevados e viabilizar investimentos que frequentemente acabam adiados por falta de recursos.

Segundo Chalfin, os financiamentos começam em aproximadamente R$ 100 mil, mas os projetos mais frequentes envolvem valores significativamente superiores. Em obras estruturais, retrofit e modernização predial, as operações podem ultrapassar R$ 1 milhão. A companhia já atendeu mais de 1.200 condomínios e financiou cerca de 780 obras em todo o país.

Somente nos primeiros cinco meses deste ano, a empresa originou cerca de R$ 30 milhões em crédito. Desde o início da operação, o volume acumulado alcançou aproximadamente R$ 50 milhões, seja para financiamentos para reformas estruturais, impermeabilização, modernização elétrica, troca de elevadores, implantação de energia solar e digitalização de serviços.

Leia também: Ele foi chamado de “o pior analista” do Goldman Sachs e virou bilionário dos imóveis

Investimentos para modernização

A necessidade de investimentos não está restrita aos condomínios mais antigos. Segundo Chalfin, o mercado atende empreendimentos residenciais e comerciais de diferentes portes, incluindo edifícios novos que precisam adaptar sua infraestrutura para novas demandas tecnológicas e ambientais.

Entre os projetos que mais crescem estão instalações de energia solar, sistemas de eficiência energética e adequações para carregamento de veículos elétricos. “A adaptação para receber veículos elétricos já é uma realidade em muitos condomínios. Isso exige investimentos não apenas nos carregadores, mas principalmente na infraestrutura elétrica necessária para garantir segurança aos moradores”, explica.

Corte de custos

Outro segmento que tem demandado crédito é a substituição de portarias físicas por sistemas remotos e digitais. Em muitos edifícios, especialmente nos grandes centros urbanos, os gastos com mão de obra representam uma parcela significativa das despesas mensais. A migração para modelos digitais costuma exigir investimentos iniciais relevantes e, em muitos casos, o pagamento de verbas rescisórias elevadas.

Há operações em que os custos trabalhistas ultrapassaram R$ 600 mil apenas para viabilizar a mudança do modelo operacional. Segundo a empresa, os financiamentos também vêm sendo utilizados para cobrir passivos trabalhistas, demissões coletivas e reestruturações administrativas.

Planejamento

Com tantas demandas, o crédito para condomínios passou a ser visto não apenas como uma alternativa emergencial, mas como instrumento de planejamento financeiro. Em vez de acumular recursos durante anos, enquanto a inflação encarece materiais e mão de obra, muitos condomínios optam por realizar a obra imediatamente e diluir os custos ao longo do tempo. Essa lógica vem sendo adotada em projetos de energia solar, troca de elevadores e recuperação estrutural dos edifícios.

Mas o especialista alega que a contratação normalmente exige análise financeira do condomínio, aprovação em assembleia e apresentação da documentação contábil e jurídica do empreendimento. Mesmo assim, ele acredita que a demanda deve continuar avançando nos próximos anos.

Leia Mais: Aluguel sobe acima da inflação e reforça pressão no mercado residencial

Mercado pouco explorado

O Brasil reúne hoje milhões de unidades condominiais construídas há décadas, muitas delas exigindo investimentos em manutenção, segurança, acessibilidade e eficiência energética. “O crédito para condomínios ainda é um mercado pouco explorado no Brasil. Mas à medida que os edifícios envelhecem e as necessidades de investimento aumentam, ele tende a se tornar uma ferramenta cada vez mais importante para a preservação e valorização do patrimônio imobiliário”, afirma Chalfin.

Algumas cidades brasileiras, como as capitais paulista e carioca, estão apostando em programas como o “Requalifica Centro”, em São Paulo, que dá descontos no IPTU durante as obras e facilita a renegociação de dívidas antigas dos imóveis. Já o “Reviver Centro”, do Rio, tem isenção de IPTU e ITBI, e outros benefícios fiscais para conversão de prédios comerciais em habitação social. Hoje São Paulo e Rio concentram 86% dos retrofits do País. O crescimento das cidades e a falta de terrenos nas áreas centrais tornam as reformas e atualizações uma saída para se ofertar mais moradias com o reaproveitamento de edificações antigas e subutilizadas.

Uma pesquisa do banco Santander e da consultoria Bain, por exemplo, indicou que existem 59 empreendimentos do gênero em cinco capitais analisadas: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Fortaleza. O número é considerado ainda uma fração do mercado imobiliário, mas representa um avanço em relação à época anterior aos programas de incentivo, quando a quantidade de retrofits podia ser contada nos dedos.

The post Parque imobiliário brasileiro envelhece e impulsiona crédito para condomínios appeared first on InfoMoney.

cotistas-do-mxrf11-aprovam-oferta-que-pode-captar-ate-r$-1,25-bilhao-para-compra-de-“ativos-alvo”

Cotistas do MXRF11 Aprovam Oferta Que Pode Captar até R$ 1,25 Bilhão para Compra de “Ativos-alvo”

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O fundo imobiliário Maxi Renda, o MXRF11, teve sua 12ª emissão de cotas aprovada pelos cotistas, conforme comunicado pela gestora na manhã desta segunda-feira (22).

A emissão de cotas do MXRF11 tem montante inicial fixado em R$ 1 bilhão, mas pode chegar a R$ 1,25 bilhão caso seja acionado o lote adicional previsto no prospecto.

A oferta distribui 106.723.585 novas cotas do fundo imobiliário a um preço unitário de emissão de R$ 9,37.

Sobre esse valor incide ainda uma taxa de distribuição primária de 2,89%, equivalente a R$ 0,27 por cota, que vai além do preço de emissão e é paga diretamente pelo investidor no momento da adesão. No total, o custo efetivo por cota para quem subscrever é de R$ 9,64.

Os cotistas que detinham posição no fundo até o 3º dia útil após a divulgação do anúncio de início — com data-base em 24 de junho de 2026 — têm direito de preferência na subscrição das novas cotas do MXRF11, o que lhes garante prioridade proporcional à participação que já detêm no fundo antes da abertura às demais ordens.

O exercício desse direito ocorre entre 26 de junho e 9 de julho.

Depois desse período, eventuais sobras e o montante adicional ficam disponíveis para subscrição de 13 a 17 de julho.

O período de subscrição para o público em geral corre de 1º de julho a 27 de julho de 2026. A data de liquidação da oferta está marcada para 31 de julho.

O investimento mínimo por investidor é de 107 cotas — o que representa, ao preço de emissão, R$ 1.002,59, sem contar a taxa de distribuição.

A oferta é aberta a investidores profissionais, qualificados e ao público em geral, sem restrição de revenda após o encerramento.

A coordenação líder da distribuição é da XP Investimentos, e a Inter Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários figura como coordenador contratado.

Para onde vão os recursos da oferta bilionária

Quanto ao destino dos recursos, a lâmina da oferta divulgada pela gestão do MXRF11 diz que o capital será usado para a “aquisição de Ativos-Alvo (…), tendo em vista não haver um Ativo-Alvo específico pré-determinado a ser adquirido com os recursos decorrentes da Oferta”.

Ou seja, a XP não amarrou antecipadamente nenhum ativo à captação — a alocação ocorrerá conforme as oportunidades identificadas pelo gestor após o fechamento da oferta, em linha com o processo de investimento do FII.

Além dessas eventuais compras de ativos, a gestão também usará os recursos para “o pagamento de encargos, como taxas de administração e escrituração e custos incorridos no âmbito das eventuais aquisições.”

O que são ativos-alvo, aos olhos da gestão

Segundo o prospecto definitivo divulgado pela gestão, ativos-alvo são:

  • Valores mobiliários e ativos financeiros: Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras Hipotecárias (LH), Letras Imobiliárias Garantidas (LIG) e outros valores autorizados pela legislação
  • Imóveis-Alvo: Limitados a 20% do patrimônio líquido do Fundo, englobam incorporações e empreendimentos (prontos ou em construção), terrenos, vagas de garagem e outros imóveis para atividades residenciais ou comerciais, visando venda, locação, retrovenda, permuta ou arrendamento
  • Títulos corporativos: Ações, debêntures, bônus de subscrição, certificados de depósito de valores mobiliários, notas promissórias e outros valores de emissores registrados na CVM cujas atividades sejam permitidas aos FIIs
  • Cotas de fundos específicos: Cotas de Fundos de Investimento em Participações (FIP) restritos a atividades de FIIs, fundos de ações setoriais (construção civil ou mercado imobiliário) e cotas de outros FIIs
  • Direitos Creditórios: Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) focados em atividades permitidas aos FIIs
  • Certificados de construção: Certificados de potencial adicional de construção emitidos conforme a Resolução CVM 84
  • Sociedades de Propósito Específico (SPEs): Ações ou cotas de SPEs que se enquadrem nas atividades permitidas aos FIIs, sendo este investimento limitado a 20% do patrimônio líquido do Fundo

Raio-X do FII

O fundo é gerido pela XP Vista Asset Management, do Grupo XP, que declara ter mais de R$ 265 bilhões sob gestão.

Conforme o relatório gerencial mais recente do fundo, o Maxi Renda encerrou o mês de abril de 2026 com patrimônio líquido de R$ 4,32 bilhões, equivalente a R$ 9,3787 por cota, mantendo-se entre os maiores fundos imobiliários do mercado brasileiro.

A base de investidores alcançou 1,45 milhão de cotistas, que são donos de 460,27 milhões de cotas.

No mercado secundário, o MXRF11 registrou valor de mercado de R$ 4,57 bilhões, com cotação de R$ 9,92 por cota ao fim do mês, negociando com ágio em relação ao valor patrimonial.

A distribuição de rendimentos referente ao mês foi de R$ 0,10 por cota, paga em 15 de maio de 2026 aos investidores posicionados na data-base. O pagamento correspondeu a um dividend yield mensal de 1,01% e anualizado de 12,79%.

Considerando o preço de fechamento da cota e o gross-up de 15% de impostos, o rendimento representou 103,58% do CDI no período.

O resultado em regime de caixa foi de R$ 0,1006 por cota, somando R$ 46,3 milhões, enquanto o MXRF11 encerrou o mês com uma reserva acumulada de correção monetária de R$ 11,67 milhões, equivalente a R$ 0,025 por cota.

Carteira do Maxi Renda

A carteira do FII da XP segue concentrada em crédito imobiliário, com 73,1% do patrimônio alocado em CRIs, além de 14,4% em cotas de FIIs, 8,9% em permutas financeiras e 3,6% em caixa.

Dentro do book de crédito, 90,45% dos ativos são indexados ao IPCA, 9,43% ao CDI e a carteira apresenta LTV médio de 56% e spread médio de crédito de 182 pontos-base.

Os CRIs têm forte exposição aos segmentos residencial, varejo alimentício, propriedades comerciais, varejo, shopping centers, agronegócio e outros setores imobiliários, com vencimentos majoritariamente concentrados a partir de 2031.

No desempenho de mercado, o fundo apresentou retorno total bruto de 6,13% em 2026 até abril e de 15,20% em 12 meses, acima tanto da NTN-B de referência quanto do IFIX no mesmo período.

A taxa interna de retorno (TIR) bruta acumulada em 12 meses alcançou 1,36% ao mês. A liquidez permaneceu elevada, com presença em 100% dos pregões, volume negociado de R$ 261 milhões apenas em abril, mais de 695 mil negócios realizados no mês e giro equivalente a 5,77% do total de cotas emitidas.

Além da carteira de CRIs, o MXRF11 mantém uma estratégia complementar em FIIs e permutas financeiras. O portfólio de FIIs encerrou abril com R$ 612,93 milhões sob gestão, distribuídos entre posições como GARE11, XPHR Sub, LPLP11 e outros fundos.

Já as permutas financeiras seguem voltadas ao financiamento de projetos residenciais, enquanto o FII ainda possui ativos recebidos em garantias e dações em pagamento, como imóveis em São Paulo, Santo André e Gravataí, além de um estoque pronto remunerado a CDI + 5% ao ano.

Últimos movimentos

Nos movimentos mais recentes da carteira de CRIs, a gestão realizou alienações parciais dos papéis República do Líbano, BRF Visa, Embraed e ArcelorMittal, operações que geraram ganho de capital de R$ 2,4 milhões.

Também ocorreu o pré-pagamento do CRI Econ II.

Em contrapartida, o MXRF11 investiu R$ 10 milhões em uma nova emissão do CRI Econ, estruturado sobre Cédulas de Crédito Bancário Imobiliárias da Econ Holding, e ampliou em R$ 1 milhão sua posição no CRI VCA Sênior.

Na estratégia de FIIs, o fundo adquiriu R$ 15 milhões em cotas do LPLP11, operação desenvolvida em parceria com a Direcional Engenharia e com remuneração preferencial de CDI + 3% ao ano para o fundo.

Também subscreveu R$ 100 milhões no XPHR Sub, cuja rentabilidade esperada supera IPCA + 16% ao ano.

Cotação atual do MXRF11

O MXRF11 cai 0,92% no IFIX durante o pregão desta segunda-feira (22), às 11h30. No acumulado de 12 meses, as cotas do fundo sobem 3,2%, no entanto.

O post Cotistas do MXRF11 Aprovam Oferta Que Pode Captar até R$ 1,25 Bilhão para Compra de “Ativos-alvo” apareceu primeiro em Forbes Brasil.

nem-selic-alta-nem-crise-do-alto-padrao-freiam-a-cyrela,-segundo-o-itau-bba

Nem Selic Alta nem Crise do Alto Padrão Freiam a Cyrela, Segundo o Itaú BBA

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Após uma rodada de reuniões com investidores (non-deal roadshow), analistas do Itaú BBA avaliam que o segmento de média e alta renda do setor imobiliário ainda inspira cautela por conta do poder de compra e das condições de financiamento em meio ao panorama de juros mais altos do que o esperado. No entanto, os papéis de alguns players do ramo estão tão baratos que têm “falado mais alto” para uma parte do mercado. Nesse caso, a casa destaca a Cyrela (CYRE3) como o exemplo mais emblemático e que foi alvo da maior parte dos comentários de investidores durante a rodada de conversas.

O BBA defende que, embora o potencial de valorização das ações da Cyrela dependa principalmente de uma reprecificação dos múltiplos, o que está fortemente condicionado ao cenário macroeconômico, a ação figura como “uma oportunidade de investimento fortemente descontada”.

“Continuamos confiantes de que os resultados deverão melhorar”, dizem os analistas Elvis Credendio, Mariangela Castro e Juliana Veiga, em relatório.

Nesse sentido, o Itaú BBA frisa o múltiplo de preço sobre valor patrimonial por ação (P/VPA) projetado para este ano, em 0,8 vez.

Com esses números, a empresa se mantém atrativa apesar da expectativa de juros elevados por mais tempo – que tem feito tanto hedge funds quanto investidores long-only no Rio e em São Paulo seguirem preocupados com o segmento de média e alta renda.

Além da Selic, as preocupações foram intensificadas pelo aumento dos estoques em São Paulo, que chegaram ao pior nível em quase uma década.

“Os investidores mais pessimistas argumentam que a piora do poder de compra e das condições de financiamento pode provocar uma redução mais acentuada dos lançamentos de alto padrão, pressionando os resultados. Já os investidores mais construtivos acreditam que o valuation já incorpora excesso de pessimismo, esperam melhora nas vendas e nos resultados ao longo do segundo trimestre de 2026, e enxergam opcionalidades relevantes já embutidas na tese (crescimento contínuo da Vivaz e venda de participações em joint ventures e da torre corporativa)”, diz o BBA sobre CYRE3.

Ainda em se tratando de média e alta renda, o banco aponta que a Moura Dubeux “foi citada em algumas conversas, com investidores demonstrando, em geral, uma visão construtiva sobre a trajetória futura dos resultados da companhia”.

Predileção pela Cyrela não é novidade

Outras casas, da mesma forma, têm citado a Cyrela como a companhia mais resiliente em meio ao cenário desfavorável para média e alta renda do mercado imobiliário.

Como exemplo, o Citi emitiu relatório ainda neste mês reiterando o otimismo com a empresa e elevando o preço-alvo de R$ 32 para R$ 35.

Se concretizada, a projeção representaria um salto de mais de 60% ante o patamar de preço atual, dado que as ações da Cyrela negociam pouco abaixo de R$ 22.

Os analistas do banco caracterizam a empresa como “um dos nomes mais bem posicionados no segmento, respaldada pela força de sua marca, escala e exposição a produtos de baixa renda por meio da Vivaz”.

Desta forma, também frisam o múltiplo de P/VPA, dizendo que o valuation da empresa está “barato demais para ser ignorado”.

Embora o otimismo, o Citi também aponta que desde o ano passado a velocidade de vendas vem apresentando tendência de queda nos segmentos de média e alta renda, embora neste início de 2026 o indicador que mensura isso tenha sido ligeiramente melhor na comparação trimestral.

Cotação atual das ações

Os papéis da Cyrela sobem 0,55% no pregão desta segunda-feira (22), a R$ 21,95. No acumulado de 12 meses, as ações acumulam valorização de 2,8%.

O post Nem Selic Alta nem Crise do Alto Padrão Freiam a Cyrela, Segundo o Itaú BBA apareceu primeiro em Forbes Brasil.

quintoandar-investira-r$-2-bilhoes-em-ia-e-tecnologia;-entenda-o-que-muda-para-corretores,-inquilinos-e-proprietarios

QuintoAndar Investirá R$ 2 Bilhões em IA e Tecnologia; Entenda o Que Muda para Corretores, Inquilinos e Proprietários

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Nesta quinta-feira (18), dia em que apresenta sua nova sede a jornalistas (funcionários irão para lá na semana que vem), o QuintoAndar anuncia um investimento de R$ 2 bilhões em tecnologia. A gestão parece ter poucas dúvidas sobre o que esperar desse Capex, que será despendido em dois anos – ou nenhuma dúvida.

O CEO do QuintoAndar, Gabriel Braga, destaca que a esmagadora maioria desse montante de R$ 2 bilhões será direcionado para inteligência artificial (IA), visando aumento de eficiência e competitividade.

A tese é de que IA deve proporcionar dois principais ganhos globais para a empresa.

O primeiro, em UX, com um assistente mais moderno e funcional, novas features e uma eventual reformulação do aplicativo – algo antecipado na coletiva e que “ainda está no forno”, segundo os executivos.

O segundo, é o de aumentar a liquidez e aquecer ainda mais o mercado imobiliário, tanto no aluguel de imóveis quanto na compra e venda, dado que a empresa atua nas duas pontas.

Nesse sentido, a expectativa é de que os investimentos em tecnologia possibilitem um aumento substancial nas transações, inclusive ao facilitar o encontro e o fechamento do negócio entre locatários e locadores, ou proprietários e compradores.

“A IA junta as peças do quebra-cabeça e faz o mercado girar mais rápido”, defende Braga.

“Hoje 80% do nosso código já é feito com IA, a produtividade dos engenheiros está de 3 a 5 vezes maior, e a velocidade com que lançamos novas features e melhoramos os produtos acelerou e vai acelerar nos próximos tempos (…) não tenho muita dúvida sobre o retorno desse investimento.”

Na visão do executivo, ao ajustar as engrenagens da plataforma com melhorias de IA, os clientes devem ter uma percepção melhor sobre preços e demais variáveis relevantes que são analisadas na hora de fechar um negócio.

“A sensação de ‘estou fazendo um bom negócio’ é importante, e a IA vai aumentar isso.”

IA como catalisador para mais velhos e consumidores offline – e não o contrário

Em se tratando da questão geracional, a companhia acredita que IA deve aproximá-la de quem ainda não é tão adepto à tecnologia, e não o contrário.

“Queremos aumentar o mercado endereçável. O fato de sermos digitais pode ser uma barreira, intimida um pouco os clientes de mais idade, ou com um viés offline, mas acreditamos que a IA é mais amigável. Não é mais aquele bot meio duro de fazer funcionar. IA dá mais segurança”, diz Braga.

O tema ainda segue em discussão no mercado, dado que o boom da IA é relativamente e bastante recente.

A American Association of Retired Persons (AARP), maior organização de defesa dos direitos de pessoas acima de 50 anos nos EUA, com mais de 38 milhões de membros, mostrou, em sua edição mais recente, que o uso de IA entre adultos acima de 50 anos quase dobrou, saltando de 18% em 2024 para 30% em 2025.

Do total que já usa IA, 58% interagem com plataformas ou aplicativos específicos de inteligência artificial.

Com nova sede, empresa agrupará sua força de trabalho em uma laje com 7 mil metros quadrados de área
Divulgação/QuintoAndarCom nova sede, empresa agrupará sua força de trabalho em uma laje com 7 mil metros quadrados de área

Um estudo publicado na JMIR AI, revista científica revisada por pares focada nas aplicações de inteligência artificial e machine learning, aponta que a IA possui grande potencial para melhorar o bem-estar digital dos idosos, mas esse potencial ainda não é plenamente explorado devido à menor maturidade da área e à fragmentação da pesquisa.

Os pesquisadores da Ariel University, de Israel, e da Universidade de Lisboa, em Portugal, sinalizam que investimentos e políticas públicas devem redobrar a atenção ao tema, provendo padrões de design inclusivos, alfabetização digital, maior colaboração internacional e supervisão ética das aplicações de IA.

Corretor não deixará de existir – e parceria com imobiliárias segue

Na visão da proptech, a IA também não deve substituir o corretor de imóveis, mas sim redesenhar o trabalho desses profissionais.

“Com a IA, o corretor já é dez vezes mais produtivo. Com um assistente virtual, no futuro, isso vai ainda mais além. IA vai turbinar muito mais o corretor do que substituí-lo”, defende o CEO.

Os R$ 2 bilhões também devem fortalecer os laços com imobiliárias locais, players os quais a companhia mantém como parceiros desde meados de 2022, via modelo de marketplace.

Nos moldes atuais, as imobiliárias continuam responsáveis pela captação dos imóveis e pelo relacionamento com os proprietários, enquanto utilizam a plataforma do QuintoAndar para ampliar a visibilidade dos anúncios e acessar uma base maior de compradores e inquilinos.

Os imóveis captados pelas parceiras são integrados ao sistema da empresa, permitindo que as negociações, visitas, propostas e boa parte da jornada comercial ocorram dentro da infraestrutura tecnológica da empresa – que fica com uma parte da comissão pelo negócio.

A estratégia escalou e se consolidou como uma das principais frentes de expansão do QuintoAndar, que agora reúne uma rede de centenas de imobiliárias parceiras e oferece acesso a um estoque superior a 250 mil imóveis, além de ferramentas de gestão, compartilhamento de negócios e comissionamento progressivo.

“A expansão geográfica, tanto no aluguel quanto na venda, é bem importante para nós. É uma das prioridades, e fazemos isso muito em parceria com as imobiliárias. Hoje nossa operação é mais focada em São Paulo, mas já estamos presentes em várias regiões que ainda são emergentes”, diz Braga.

Com a IA aumentando o potencial de transações, a companhia defende que haverá um ganho indireto para as imobiliárias.

A nova casa do QuintoAndar

Com a mudança de escritório, a proptech sai da Vila Madalena e vai para a Vila Leopoldina. A companhia agora centraliza suas operações em um imóvel horizontal, com lajes de 7 mil metros quadrados, de propriedade da Brookfield.

O novo espaço, na Vila Leopoldina, é duas vezes maior em relação ao escritório anterior
Divulgação/QuintoAndarO novo espaço, na Vila Leopoldina, é duas vezes maior em relação ao escritório anterior

A Diretora de Recursos Humanos (CHRO) do QuintoAndar, Deborah Gouveia Abi-Saber, relata que a companhia começou a buscar uma nova casa na metade do ano passado, de olho justamente em um imóvel amplo – saindo dos moldes atuais, em que o escritório era dividido em vários andares.

“Queríamos uma laje única, algo autoral e que traduzisse nosso propósito”, diz.

A nova sede, batizada de Vila QuintoAndar, mais do que dobra o tamanho em relação ao escritório anterior. No total, são:

  • 400 postos de trabalho
  • 300 lugares no auditório
  • 100 postos em salas colaborativas
  • 48 salas de reunião

O local conta com dez salas voltadas para brainstorms e projetos multidisciplinares e uma praça interna destinada à convivência. O prédio também possui lobby compartilhado com outras empresas.

Sem mudanças no modelo de trabalho

A escolha da Vila Leopoldina representa um movimento fora do tradicional eixo corporativo da Faria Lima.

A empresa alega que o espaço foi concebido para refletir uma cultura de trabalho híbrida, global e baseada em colaboração presencial, mantendo espaço para equipes distribuídas em diferentes países.

Embora o endosso e o aumento da atratividade para o trabalho presencial, o regime de trabalho seguirá o mesmo. O QuintoAndar segue em regime híbrido, sem uma regra única de frequência semanal, que varia de equipe para equipe.

O ambiente abriga 400 postos de trabalho para os funcionários, além de salas de reunião e auditório
Divulgação/QuintoAndarO ambiente abriga 400 postos de trabalho para os funcionários, além de salas de reunião e auditório

IPO à vista?

Cotada para ser um dos próximos IPOs da bolsa de valores, a gestão diz que embora seja um caminho natural, abrir capital não é algo que está no pipeline.

“Não temos data específica nem pressa para abrir capital. Provavelmente é o caminho que iremos seguir em algum momento, dada a trajetória da empresa”, diz o CEO.

O executivo adiantou ainda que o QuintoAndar “provavelmente vai fazer IPO fora do Brasil”.

O post QuintoAndar Investirá R$ 2 Bilhões em IA e Tecnologia; Entenda o Que Muda para Corretores, Inquilinos e Proprietários apareceu primeiro em Forbes Brasil.

imoveis-acima-de-125-m²-lideram-valorizacao-em-sao-paulo-—-e-as-maiores-altas-ficam-fora-dos-bairros-nobres

Imóveis Acima de 125 m² Lideram Valorização em São Paulo — e as Maiores Altas Ficam Fora dos Bairros Nobres

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Os imóveis com mais de 125 m² foram os que mais valorizaram em São Paulo entre janeiro e maio de 2026, registrando uma alta de 17,4% na janela em questão, no comparativo com igual etapa do ano anterior. Os dados são de um levantamento da Loft enviado com exclusividade à Forbes, com base em 735 mil anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais da cidade.

O tíquete médio dos imóveis com mais de 125 m² chegou a R$ 1,82 milhão. A média geral da cidade foi de 11,3%, com variações entre 6,7% (imóveis de 30 a 65 m²) e os 17,4% registrados pelos maiores.

Os compactos de até 30 m² ficaram em segundo lugar, com alta de 16,7% e preço médio de R$ 367 mil.

“O mercado imobiliário paulistano segue bastante segmentado, mas os imóveis maiores foram os que registraram a maior pressão de preços neste ano”, afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.

“Esse segmento atende compradores com maior poder aquisitivo, que costumam depender menos do financiamento. Mesmo em um ambiente de juros elevados, essa demanda continua ativa e ajuda a sustentar a valorização dos imóveis maiores”, completa.

Apartamentos acima de 125 m² que mais se valorizaram ficam fora dos bairros nobres

Os números da Loft indicam que, entre os imóveis acima de 125 m², os maiores aumentos não foram nos bairros nobres.

Perus, na Zona Norte de SP, liderou com alta de 113%, chegando a tíquete médio de R$ 2,03 milhões.

Jardim Helena veio na sequência com 103%, seguido por Pari (82,5%), Sé (80,8%) e Cidade Tiradentes (77%).

Também apareceram com fortes altas: Iguatemi (+57,6%), Jardim Ângela (+57,1%), Parelheiros (+54,7%), Cidade Universitária (+49,6%) e Parque do Carmo (+28,7%).

O panorama reforça os dados reportados pela Forbes nesta semana, que mostram valorização mais intensa nos imóveis localizados em bairros como o Centro e a Zona Leste em uma janela de cinco anos.

O preço nominal segue maior na Zona Sul e na Zona Oeste de São Paulo, entretanto, a variação percentual é menor.

Compactos também sobem – por razões distintas

Na faixa de até 30 m², a alta de 16,7% tem uma lógica diferente. O segmento atrai tanto investidores quanto compradores em busca de menor valor de entrada.

Entre os bairros que mais subiram nessa categoria estão Mandaqui (+68,2%), Grajaú (+44,9%), Aricanduva (+37,1%), Cidade Líder (+36,9%) e Campo Limpo (+34,9%).

A presença de Vila Nova Conceição (+25,7%), bairro de alta renda, no ranking dos compactos indica que a demanda por unidades menores atravessa faixas de renda.

“O segmento compacto continua sendo beneficiado pela procura por imóveis com menor valor de entrada e pela demanda de investidores. É um movimento que permanece forte mesmo em um cenário de crédito mais restrito”, afirma Takahashi.

O outro lado da moeda: alto padrão acumula estoque

Os números da Loft mostram valorização nos anúncios, no entanto, vale destacar que o segmento de alto padrão enfrenta dificuldades de absorção.

Um relatório do BTG Pactual com base em dados do Secovi-SP indica que o mercado de alto padrão enfrenta seu pior momento em quase uma década.

Imóveis com mais de quatro dormitórios chegaram a 26 meses de estoque. Para unidades acima de 180 m², o número ficou em 23 meses — o pior nível desde 2017.

Na prática: no ritmo atual de vendas, levaria mais de dois anos para zerar o estoque disponível desse segmento, sem nenhum lançamento novo.

A piora foi mais acentuada nos imóveis com mais de três dormitórios e com preço acima de R$ 2,1 milhões.

O post Imóveis Acima de 125 m² Lideram Valorização em São Paulo — e as Maiores Altas Ficam Fora dos Bairros Nobres apareceu primeiro em Forbes Brasil.

em-qual-regiao-de-sao-paulo-o-imovel-valoriza-mais?-entenda-o-boom-imobiliario-e-seus-motivos

Em Qual Região de São Paulo o Imóvel Valoriza Mais? Entenda o Boom Imobiliário e Seus Motivos

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Na última meia década, o Centro e a Zona Leste foram as regiões de São Paulo que tiveram a maior valorização percentual, segundo dados da Dataland, startup brasileira de inteligência de dados que utiliza data science e Big Data para analisar a ocupação urbana.

Os dados mostram que o Centro de São Paulo acumula valorização de 67,4% no período, o maior de todas as regiões.

Em valores nominais, o metro quadrado na região saiu de R$ 10 mil no segundo trimestre de 2021 para R$ 16,8 mil no segundo trimestre deste ano (dados até a primeira semana de junho).

Logo em seguida, a Zona Leste mostra um preço por metro quadrado saltando 48,4% em cinco anos, indo de R$ 6,4 mil para R$ 9,5 mil.

Já a Zona Oeste, apesar do preço mais alto absoluto, de R$ 18,8 mil no segundo trimestre deste ano, acumula a menor valorização relativa entre as regiões, com 31%.

As cinco regiões que mais valorizaram em São Paulo desde 2021

  • 1º Centro — 67,4%
  • 2º Leste — 48,4%
  • 3º Norte — 42,1%
  • 4º Oeste — 31,4%
  • 5º Sul — 20,4%

A Dataland usa um indicador chamado Índice de Valorização para mensurar os preços, com base em uma pesquisa histórica da Geoimovel, utilizando uma amostra de 3.135 empreendimentos com RGI único e cerca de 219 mil pesquisas trimestrais realizadas entre o 2º trimestre de 2021 e o 2º trimestre de 2026.

O indicador mede a evolução do preço mediano do metro quadrado privativo (VUV) em cada região da cidade (Centro, Leste, Norte, Oeste e Sul), agrupado por trimestre.

A série foi transformada em um índice de base 100, no qual o primeiro trimestre analisado (2º de 2021) recebe valor 100 e os períodos seguintes mostram a valorização acumulada em relação a esse ponto de partida — por exemplo, um índice de 167 representa alta de 67% no período.

A metodologia utiliza a mediana dos preços, reduzindo a influência de imóveis com valores muito acima ou abaixo do padrão, e considera apenas registros com preço entre R$ 1.000 e R$ 200.000 por m².

Centro de São Paulo cai nas graças do mercado com os retrofits

A tese de que os retrofits seriam um mercado relevante e vingariam, em um primeiro momento, recebeu ceticismo do mercado, segundo Audrey Ponzoni, diretor de Inteligência comercial na Lello Condomínios.

Entretanto, a requalificação dos imóveis do Centro pressionou os preços para cima e aqueceu o mercado mais do que era esperado.

“Diversos imóveis comerciais viraram residenciais, e alguns residenciais foram retrofitados. A venda foi bastante acelerada, e esse movimento começou a puxar o valor dos terrenos de volta para cima”, comenta Ponzoni.

Dados internos da companhia apontam que 70% dos interessados nos imóveis são de classe média, e que praticamente metade morava no Centro ou já morou na região, e o restante morava nos arredores.

Em termos conjunturais, o Centro também apresenta uma infraestrutura já posta, com diversas estações de metrô e linhas de ônibus – além da ampla gama de serviços e restaurantes.

Afora isso, a segurança pública também é uma variável importante.

O paulistano médio, de olho em dados de assaltos, tem dado cada vez mais peso à segurança na hora de escolher o imóvel que irá comprar ou alugar.

O Centro, justamente, tem entregado melhoras nos indicadores de segurança.

Dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) indicam que a região central da capital paulista registrou em 2025 o menor número de roubos desde 2001, início da série histórica.

Foram cerca de 9,2 mil roubos registrados em 2022 — pior resultado da série recente — para 8 mil casos em 2023, 4,4 mil em 2024 e apenas 3,3 mil em 2025.

Para efeitos de comparação, o bairro de Pinheiros, na Zona Oeste, cujo metro quadrado é um dos três mais caros de São Paulo, anotou sozinho 3,5 mil ocorrências em 2024. O número é equivalente a 10 roubos por dia e representa o maior volume da série histórica iniciada em 2002.

“Vemos mais policiamento, temos o próprio sistema de monitoramento com câmeras da prefeitura. Você muda o perfil das pessoas que circulam ali, com isso. As pessoas se encorajaram a se mudar para o Centro”, diz Ponzoni.

Décadas de história repaginadas

Alguns dos retrofits são emblemáticos, como é o caso do Edifício Virgínia, localizado na Rua Martins Fontes, 197 – esquina com a Rua Álvaro de Carvalho, próximo à Biblioteca Mário de Andrade.

O imóvel remonta à década de 1950. Foi projetado pelo arquiteto José Augusto Bellucci e pelo engenheiro Luiz Maiorana, encomendado pela família Matarazzo.

Com o passar do tempo, acompanhou a degradação do centro. Todavia, quando passou por um retrofit, mostrou valorização expressiva no metro quadrado.

Ponzoni relata que os lançamentos – pós-retrofit – já mostravam R$ 10 mil por metro quadrado. Hoje o preço já flerta com os R$ 13 mil, e existem poucos apartamentos à venda no prédio, que soma mais de 120 unidades no total.

Outro imóvel, que saiu de prédio corporativo para residencial, foi a antiga sede da Telefônica/Telesp.

Localizado na Rua Basílio da Gama, 177, na República, o imóvel teve a fachada tombada e viu seus preços saírem de R$ 8,5 mil para R$ 13 mil.

Construído originalmente na década de 1930, o prédio passou pela construção de um novo bloco residencial e pela integração dos prédios em um único complexo urbano.

No total, foram mais de 34 mil metros quadrados de área construída e mais de 270 unidades residenciais.

Zona Leste sobe na esteira de novos lançamentos e infraestrutura pronta

Olhando para a Zona Leste, as variáveis que corroboram a valorização da região são mais arraigadas.

A região teve um aumento de mais de 20 pontos percentuais (p.p.) entre o terceiro trimestre de 2023 e o momento atual, conforme os dados da Dataland.

Nominalmente, a região tinha e ainda tem os preços mais baixos da cidade – R$ 6,4 mil em 2021 e R$ 9,5 mil atualmente.

Desta forma, trata-se de um mercado que já mostrava uma margem maior para valorização, por conta dos preços mais baixos no passado.

Além disso, a região tem infraestrutura já posta e passa por um forte ciclo de lançamentos imobiliários em bairros como Tatuapé e Anália Franco.

Dados da Pesquisa do Mercado Imobiliário (PMI), do Secovi-SP, mostram que a Zona Leste se tornou um dos principais vetores de expansão residencial da capital.

No ano passado, 39% de todos os lançamentos residenciais da capital paulista foram nesta porção da cidade, com mais de 4,4 mil unidades apenas nos primeiros meses do ano.

Max Linder, Head Comercial de Parcerias da Porte Engenharia e Urbanismo, destaca ainda o fator demográfico.

“A Zona Leste tem uma população muito densa, com mais de 4 milhões de habitantes na região”, explica.

Esse fator tornou o entorno atrativo às incorporadoras, que entenderam que havia espaço para construção planejada e novos empreendimentos – em outras palavras, o mercado imobiliário viu demanda reprimida por lá.

Além dos prédios residenciais, há diversos empreendimentos corporativos, que representam um momento bem recente do local.

São Paulo tem mais de 1,3 mil prédios corporativos, sendo que o primeiro edifício exclusivo de lajes corporativas da Zona Leste foi entregue em fevereiro de 2022 – o Crona 665, entregue pela Porte e localizado na Rua Vilela, no Tatuapé.

Linder ainda destaca que a região teve uma dinâmica de infraestrutura diferente dos demais polos e, com isso, não demanda grandes mudanças para surfar a valorização imobiliária. Aliás, o executivo acredita que a tendência deve se perpetuar.

“Grande parte dos polos econômicos, os grandes eixos de SP, foram desenvolvidos primeiro para depois chegarem os modais de transporte. Na Zona Leste o Eixo Platina já foi desenhado para a Radial Leste”, explica.

Os destaques da ZL

Dentre os lançamentos voltados para o alto padrão na região leste paulistana, estão empreendimentos como o Artem, que figura como o maior lançamento de alto padrão do Anália Franco em 30 anos.

O prédio possui studios de 42 m², apartamentos de 83 m² a 110 m² e townhouses de 268 m² a 281 m².

Na parte residencial, os preços dos imóveis começam em R$ 876 mil, ante R$ 6,4 milhões de preço inicial para as townhouses.

Localizado na Rua Antônio Alves Barril, o prédio inclui:

  • Quadra Poliesportiva
  • Adega
  • Churrasqueira
  • Pista de Caminhada
  • Coworking Privativo
  • Bosque Privativo
  • Espaço Piquenique
  • Spa
  • Pet place
  • Café Bistrô
O Artem oferece studios, apartamentos e townhouses com metragens de 42 m² a 281 m²
Porte EngenhariaO Artem oferece studios, apartamentos e townhouses com metragens de 42 m² a 281 m²

Outro empreendimento de destaque é o Urman São Paulo, que figura como um dos maiores empreendimentos multiuso em desenvolvimento na cidade dentro do Eixo Platina.

O projeto reúne 12 usos integrados em um único complexo urbano, contemplando de residências a lajes corporativas e um hotel internacional.

O empreendimento conta com um centro de convenções com cerca de 8,6 mil m², lajes corporativas que variam de 829 m² a 2.485 m², em uma torre com cerca de 27.600 m².

Há também um shopping com 78 lojas e praça aberta ao público e um teatro que será um dos maiores de SP, com capacidade para 1,5 mil lugares.

Por lá também sairá a primeira unidade do hotel Tru by Hilton e um cinema com 11 salas.

No residencial, o projeto conta com apartamentos de 84 m² a 147 m² e studios compactos de 28 m² a 52 m², voltados tanto para moradia quanto para investimento.

O Urman reúne 12 usos integrados em um único complexo urbano no Eixo Platina
Porte EngenhariaO Urman reúne 12 usos integrados em um único complexo urbano no Eixo Platina

O post Em Qual Região de São Paulo o Imóvel Valoriza Mais? Entenda o Boom Imobiliário e Seus Motivos apareceu primeiro em Forbes Brasil.

construcao-civil-vive-cenario-misto:-emprego-brilha,-mas-juros-altos-e-custos-de-materiais-acendem-alerta

Construção Civil Vive Cenário Misto: Emprego Brilha, Mas Juros Altos e Custos de Materiais Acendem Alerta

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O setor de construção civil mostra dados mistos, evidenciando um panorama sem sinal único – por um lado, a participação na atividade segue pujante, grande geração de empregos, por outro, a pressão de custos e os juros altos seguem sendo catalisadores negativos. A tese é do BB Investimentos, com base em dados recentes do setor imobiliário.

Em relatório sobre o segmento, o analista Felipe Mesquita destaca que, conforme o Caged, foram gerados 86 mil postos de trabalho líquidos (228 mil no mês anterior), sendo que somente a construção civil foi responsável por 23,5 mil – representando 27,4% do total de vagas de emprego líquidas do mês.

Com isso, o setor incrementou sua participação para 9,6% do total de empregos criados nos últimos 12 meses, maior nível nessa base de comparação em cerca de dois anos.

Desta forma, dados de emprego tendem a ser um dos argumentos mais sólidos para se manter otimista com o ramo. Todavia, enquanto o mercado de trabalho se mantém aquecido, outros termômetros do setor apontam em direção oposta.

Indicadores como o Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pelo FGV Ibre mostraram leve avanço em maio, chegando a 93,0 pontos. O indicador de Situação Atual também melhorou, alcançando 92,4 pontos.

No entanto, olhando para o Nível de Expectativas – que mensura o humor dos empresários em relação ao futuro – foi registrado recuo para 92,9 pontos, uma queda de 0,5 ponto percentual (p.p.) no mês e de 1,9 p.p. na comparação anual.

Os dados da Sondagem da Construção da CNI reforçam isso, com alta no nível de atividade presente, mas desaceleração nas projeções para os próximos seis meses.

Outro dado que reforça essa leitura é o Nível de Utilização da Capacidade da Construção (NUCI), que caiu para 77,4% em maio, baixa de 0,4 p.p. no mês e 2,1 p.p. na base anual.

Trata-se do menor patamar registrado para um mês de maio desde 2022, quando o índice marcou 76%.

“Não há dúvidas de que a construção civil tem mostrado uma atividade pujante ao longo dos últimos anos, se mantendo constantemente como uma das principais fontes de fomento do PIB brasileiro, mas sinais mistos vêm sendo capturados nas últimas atualizações de dados relacionados ao setor, o que tem limitado a previsibilidade sobre o seu comportamento futuro”, diz o BB Investimentos.

Juros de dois dígitos e custos em elevação pressionam construção civil

Leituras recentes do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) já indicam uma pressão altista nos custos de materiais, funcionando como um catalisador para um cenário mais inflacionário já nos próximos meses – e na esteira do conflito do Oriente Médio, que puxa preços do petróleo para cima e cria uma inflação generalizada.

O INCC-M encerrou maio com alta de 0,77% no mês e avanço de 6,82% em 12 meses, figurando como o maior patamar desde setembro de 2025. O componente de materiais registrou alta de 1,02% em maio, segundo mês consecutivo de aceleração. No ano, a inflação dos materiais já bate 5,7%.

O relatório do BB Investimentos aponta que o componente de materiais “não dá sinais de arrefecimento no curto prazo.”

O custo de mão de obra, ao menos, segue em trajetória inversa: alta de 0,43% em maio e 8,4% acumulados em 12 meses, mas em constante desaceleração desde o pico de 10,43% registrado em agosto de 2025.

Além disso, os juros seguem como detratores.

Embora em ciclo de baixa, a postura do Banco Central (BC) que poderá vir a ser mais austera (hawkish, no jargão do mercado) por conta da guerra e das incertezas fiscais ainda inspira cautela. De todo modo, a taxa Selic também segue relativamente longe de virar para um dígito percentual.

O Boletim Focus revisou a estimativa de Selic terminal para 2026 de 12,25% — projeção do início do ano — para 13,75%, em uma diferença de 1,5 p.p.

“Isso não só pressiona o endividamento das companhias, como limita a atratividade dos financiamentos imobiliários com taxas livres”, analisa Felipe Mesquita.

O post Construção Civil Vive Cenário Misto: Emprego Brilha, Mas Juros Altos e Custos de Materiais Acendem Alerta apareceu primeiro em Forbes Brasil.

em-crise-imobiliaria,-china-registra-nova-queda-nos-precos-dos-imoveis

Em Crise Imobiliária, China Registra Nova Queda nos Preços dos Imóveis

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Os preços dos imóveis da China apresentaram um novo recuo, intensificando a crise imobiliária no dragão asiático.

Dados do Departamento Nacional de Estatísticas da China mostram um recuo de 3,5% em maio deste ano ante igual etapa do ano anterior.

Na leitura referente ao mês de abril, a queda no preço dos imóveis foi de iguais 3,5%, também no comparativo de base anual.

O índice é baseado em transações envolvendo hipotecas convencionais e em conformidade, com foco exclusivo em propriedades para uma só família. É uma métrica ponderada do tipo repeat-sales, que mede as variações médias de preço em vendas repetidas ou refinanciamentos de um mesmo imóvel.

A variação percentual em relação ao ano anterior é calculada com base em 70 cidades de médio e grande porte, usando uma média ponderada elaborada pela Thomson Reuters.

A crise imobiliária no país tem raízes em décadas de superespeculação, com famílias que concentravam economias em apartamentos, governos locais que mostravam dependência da venda de terrenos e construtoras que mostravam alavancagem além do limite.

O cenário balizou casos emblemáticos como o da Evergrande, que começou a ruir em meados de 2021 – justamente o ano em que a crise imobiliária começou a dar seus sinais.

Pequim demorou cerca de dois anos para reagir.

O setor imobiliário, sozinho, responde por uma fatia de 25% a 30% do PIB da China. O país chegou a acumular dezenas de milhões de imóveis vazios na esteira da crise.

Imóveis na China tiveram perda de 0,2% na comparação mensal

De acordo com cálculos do The Wall Street Journal com base nos dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas, os preços de imóveis nas 70 maiores cidades recuaram 0,2% em maio ante abril.

No mês anterior a queda foi de 0,19%, segundo o WSJ.

A publicação aponta que, das 70 cidades analisadas na China, 52 registraram queda mensal, contra 49 em abril.

O post Em Crise Imobiliária, China Registra Nova Queda nos Preços dos Imóveis apareceu primeiro em Forbes Brasil.