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Aluguel sobe acima da inflação e reforça pressão no mercado residencial

O tempo médio das reservas de imóveis para curta temporada é de 3 a 5 dias. Foto: PixabayFipeZAP mostra que os preços dos aluguéis subiram 0,85% em maio, resultado que, embora represente desaceleração frente à alta de 1,04% registrada em abril, continua acima da inflação e da valorização dos imóveis residenciais no período.

Com isso, o aluguel acumula alta de 4,40% nos cinco primeiros meses de 2026, superando tanto a inflação oficial medida pelo IPCA, de 3,20%, quanto a variação do IGP-M, considerado o índice do aluguel, de 3,79%. A pressão é ainda mais evidente em um horizonte mais amplo. Nos últimos 12 meses, os contratos de locação residencial registram valorização média de 8,68%, quase o dobro da inflação acumulada no período, de 4,72%.

Os números reforçam uma tendência observada desde o início do ciclo de alta dos juros. Com o crédito imobiliário mais caro e o financiamento mais restrito, parte das famílias adiou a compra da casa própria e permaneceu no mercado de aluguel, aumentando a demanda por imóveis para locação.

Em maio, o reajuste dos aluguéis também ficou acima da alta de 0,42% registrada nos preços de venda dos imóveis residenciais, segundo o FipeZAP. O movimento mostra que, embora o mercado imobiliário continue se valorizando, a pressão está mais concentrada no segmento de locação.

Nordeste lidera valorização

O destaque do ano continua sendo o Nordeste. Entre as capitais monitoradas, Aracaju registra a maior alta acumulada de aluguel em 2026, com avanço de 15,24% entre janeiro e maio. Campo Grande aparece na sequência, com valorização de 11,58%, seguida por Manaus, com 11,40%. Também se destacam João Pessoa, com alta de 7,09%, Rio de Janeiro com 6,84%, Fortaleza (6,48%), Goiânia (5,96%) e Brasília (5,82%).

Na comparação dos últimos 12 meses, Aracaju novamente lidera o ranking, com valorização de 22,72%, seguida por Teresina (17,48%), Brasília (14,90%), João Pessoa (14,40%) e Fortaleza (12,33%).

O desempenho das capitais nordestinas chama atenção por refletir uma combinação de fatores, como crescimento populacional, aumento da procura por moradia e maior atratividade econômica e turística dessas regiões.

Imóveis menores continuam em alta

Entre os diferentes perfis de imóveis, os apartamentos de dois dormitórios apresentaram a maior alta em maio, com valorização de 1,09%, segundo o FipeZAP. Já no acumulado de 12 meses, os imóveis de três dormitórios lideram os reajustes, com alta de 9,69%.

O comportamento reforça uma característica observada nos últimos anos, quando as famílias que desistiram temporariamente da compra de imóveis passaram a buscar unidades maiores para locação, impulsionando a valorização desse segmento.

Leia Mais: Nordeste e imóveis compactos lideram valorização no mercado imobiliário

São Paulo tem aluguel mais caro

A capital paulista permanece como o mercado de locação mais caro do país entre as capitais acompanhadas pelo levantamento FipeZAP. Em maio, o valor médio anunciado chegou a R$ 64,67 por metro quadrado. Na sequência aparecem Recife, com R$ 63,64, Belém (R$ 63,27), Florianópolis (R$ 60,93) e Rio de Janeiro (R$ 59,08).

Considerando todas as cidades monitoradas, o aluguel residencial médio atingiu R$ 53,35 por metro quadrado.

Retorno positivo

Do ponto de vista do investidor, o mercado de locação continua oferecendo rentabilidade relevante. Segundo o FipeZAP, o retorno médio anual do aluguel residencial foi estimado em 6,11% ao ano em maio. Os imóveis de um dormitório continuam apresentando o melhor desempenho, com rentabilidade média de 6,77% ao ano.

Entre as capitais, Recife lidera o ranking de retorno, com yield de 8,54% ao ano, seguida por Cuiabá (8,31%), Belém (8,29%) e Manaus (8,27%).

Apesar da rentabilidade permanecer abaixo do retorno projetado para algumas aplicações financeiras de renda fixa, os números mostram que o aluguel continua sendo uma importante fonte de geração de renda para investidores imobiliários, conforme o estudo.

Dificuldade de compra

Todos os dados indicam que o comportamento dos aluguéis em 2026 reforça a dinâmica observada pelo setor imobiliário. Enquanto programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida ajudam a sustentar parte das vendas de imóveis, o custo elevado do crédito continua afastando muitos compradores do mercado.

Como consequência, a demanda por locação permanece elevada, sustentando reajustes acima da inflação e mantendo o aluguel como um dos segmentos mais aquecidos do mercado imobiliário brasileiro neste ano.

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Por Que a Cyrela Se Tornou a Predileta do Citi em Meio à Crise do Alto Padrão em São Paulo

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Considerando o ambiente tempestuoso para os imóveis de alto padrão em São Paulo, analistas do Citi reiteraram a predileção pela Cyrela.

Em relatório, os especialistas da casa aumentaram o preço-alvo para as ações da Cyrela de R$ 32 para R$ 35 – alta que, se concretizada, seria de mais de 60%, dado que os papéis CYRE3 negociam abaixo de R$ 22 atualmente.

Segundo o Citi, a companhia segue sendo “um dos nomes mais bem posicionados no segmento, respaldada pela força de sua marca, escala e exposição a produtos de baixa renda por meio da Vivaz”.

A tese é de que o valuation da empresa está “barato demais para ser ignorado”, visto que as ações negociam a um múltiplo de 4,4 vezes em termos de preço sobre lucro (P/L) projetado para 2026.

Ainda olhando para os múltiplos, os analistas frisam que os papéis mostram 0,7 vez na razão entre preço e valor patrimonial (P/VPA).

“Estimamos que o segmento de média e alta renda da Cyrela esteja sendo negociado a 0,25x o P/VPA e 2x o P/L em 2026. A ação já está precificando um desconto de 75% em relação ao valor patrimonial para um segmento que é claramente mais arriscado em um ambiente de taxas de juros elevadas e macroeconomia volátil.”

Velocidade de vendas na cidade de São Paulo e por segmento (esq.) e Velocidade de vendas do estoque pronto (dir.)
Reprodução/CitiVelocidade de vendas na cidade de São Paulo e por segmento (esq.) e Velocidade de vendas do estoque pronto (dir.)

Os fatores que inspiram cautela na tese de Cyrela

Embora o otimismo com os papéis, o Citi reforça que desde o ano passado a velocidade de vendas vem apresentando tendência de queda nos segmentos de média e alta renda, tal como nas operações consolidadas da empresa em São Paulo.

“A velocidade de vendas dos últimos 12 meses (LTM) para unidades concluídas tem seguido a mesma tendência, embora no 1T26 o indicador tenha sido ligeiramente melhor na comparação trimestral devido a maiores esforços de vendas”, observam os analistas.

“Embora a Vivaz continue a entregar uma velocidade de vendas trimestral resiliente, acima de 25%, acreditamos que o desempenho geral da Cyrela deve permanecer abaixo dos níveis dos anos anteriores, dado um mercado mais saturado, baixa capacidade de pagamento e uma absorção mais lenta em produtos de maior valor”, completam.

Por fim, o Citi frisa que o desempenho operacional da companhia pode ser mais volátil ao longo do ano, uma vez que a Copa do Mundo e as eleições presidenciais podem reduzir o fluxo de clientes nos estandes de vendas e pesar temporariamente na conversão de vendas.

Entenda a crise do alto padrão em São Paulo

Enquanto apartamentos de preço mais acessível aumentam a velocidade de venda em São Paulo, os imóveis de alto padrão acumulam estoque e chegam à sua pior fase em quase uma década.

Dados do Secovi-SP apontam que unidades com mais de quatro dormitórios chegaram a 26 meses de estoque, enquanto imóveis de mais de 180 m² acumulam 23 meses de estoque – ambos os patamares representam o pior nível desde o ano de 2017.

Dentro do nicho de alto padrão, a piora foi mais acentuada justamente nas unidades maiores e mais caras, com mais de três dormitórios e com preço total que supera R$ 2,1 milhões.

Os números evidenciam que, na prática, levariam mais de dois anos inteiros para zerar o estoque que está disponível no mercado, sem lançar mais nada. Isso, considerando o ritmo atual de vendas de imóveis na capital paulista.

Cotação de CYRE3

Os papéis da Cyrela sobem 1,6% no pregão desta segunda-feira (15) por volta das 14h15, cotados a R$ 21,71. No acumulado de 12 meses, as ações da empresa sobem 2,8%.

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Com Preço Médio de até R$ 18 Mil por m² em Bairros, Vitória Se Consolida Como Capital Mais Cara do Brasil

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Vitória, no Espírito Santo, é a capital com o maior preço médio do país, chegando a R$ 14.965 por metro quadrado. Na cidade capixaba, o preço acumula 11,4% de valorização em 12 meses, sendo a terceira maior valorização do Brasil. No ranking geral, fica atrás apenas de Itapema e Balneário Camboriú, ambos municípios do litoral catarinense. Os dados são do Índice FipeZAP referente ao mês de maio.

Logo ao lado de Vitória, a cidade de Vila Velha acumula uma alta no preço médio dos imóveis de 14,26% em 12 meses, sendo a maior valorização entre todas as cidades analisadas.

Na mesma janela, a cidade de São José do Rio Preto (SP) subiu 12,42%, enquanto Santos (SP) avançou 10,52% e Betim (MG), 11,65%.

Balneário Camboriú e Itapema, os dois municípios catarinenses com maior preço médio do país (R$ 15.215/m² e R$ 15.226/m²), seguem sendo as praças mais caras do índice, mas a valorização em maio para ambas foi modesta, de 0,20% e 0,31%, respectivamente.

Nesse caso, o movimento sugere alguma acomodação após ciclos anteriores de forte apreciação do metro quadrado no litoral catarinense.

Bairros de Vitória chegam a R$ 18 mil por m²

Embora o preço médio do metro quadrado na capital do Espírito Santo se aproxime dos R$ 15 mil, alguns bairros ultrapassam R$ 17 mil.

O Índice FipeZAP indica que o metro quadrado na Enseada do Suá custa, na média, R$ 18,1 mil, sendo o bairro mais caro da cidade. Por lá, os preços apresentaram apreciação de 19% em 12 meses.

Logo em seguida, o metro quadrado na Praia do Canto aparece com preço médio de R$ 17,7 mil, apresentando preços com 16% de valorização em 12 meses.

Esses preços são registrados justamente em uma cidade cujos números de renda e poder econômico são relativamente elevados.

Leituras recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o PIB per capita de Vitória supera os R$ 87 mil, sendo um dos maiores do Brasil.

O que mais dizem os dados do Índice FipeZAP

O relatório ainda indica que o mercado imobiliário residencial brasileiro manteve trajetória de alta em maio deste ano, embora com alguma perda de fôlego.

O índice teve aumento médio de 0,42% nos preços de venda de imóveis no mês, uma desaceleração em relação ao resultado de abril, quando a variação havia sido de 0,51%.

Em 12 meses, o índice avança 5,59%, ficando acima tanto do IPCA (4,77%) quanto do IGP-M (1,95%) no mesmo período.

O levantamento é feito pela Fipe em parceria com o Grupo OLX (Zap, Viva Real e OLX) e mensura preços de anúncios de imóveis residenciais em 56 cidades brasileiras. O preço médio apurado em maio ficou em R$ 9.809/m².

Nordeste com as maiores altas em maio

Regionalmente, o Nordeste dominou o topo do ranking de valorização entre as capitais.

Aracaju mostrou alta de 1,88% em maio, seguida por João Pessoa (+1,46%) e Teresina (+1,43%).

Na cidade de Salvador (BA), o preço médio avançou 1,15%. Natal (RN) subiu 1,01% e Manaus (AM) fechou o grupo dos que superaram 1% no mês, com exatamente +1,00%.

Vale destacar que não se trata de um movimento necessariamente pontual, visto que, em uma janela de 12 meses, a capital que teve a maior valorização foi Fortaleza (CE), com 12,9% de alta, seguida por Salvador (12,5%) e Vitória (11,4%).

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Mercado Imobiliário dos EUA Vive Pior Sequência desde a Crise de 2011, Mostra Índice da NAHB

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A percepção das construtoras dos Estados Unidos segue em baixa em meio às preocupações com a acessibilidade à moradia, segundo dados recentes do Índice do Mercado Imobiliário (HMI) da Associação Nacional dos Construtores de Moradias dos Estados Unidos (NAHB).

A divulgação do Índice do Mercado Imobiliário desta segunda-feira (15) mostra uma queda de dois pontos em junho, para 35. Com isso, ficou levemente abaixo das projeções do consenso dos analistas, que miravam 36.

Trata-se do 14º mês consecutivo em que o indicador permanece abaixo de 40, uma sequência que não era observada desde 2011 e 2012, durante a crise das execuções hipotecárias.

O índice, em suma, é um levantamento da NAHB e do banco Wells Fargo que mensura a percepção das construtoras dos Estados Unidos sobre as vendas atuais de casas unifamiliares e as expectativas de vendas para os próximos seis meses.

As construtoras podem responder à pesquisa classificando suas percepções como “boas”, “regulares” ou “ruins”.

Quando o índice supera 50, isso significa que os construtores têm uma visão positiva sobre o mercado imobiliário dos EUA.

Com a leitura deste mês de junho, a NAHB frisa que a percepção das construtoras segue sendo de um mercado enfraquecido, na esteira do aumento dos custos de materiais, taxas de financiamento imobiliário ainda elevadas e os desafios de acessibilidade à moradia.

“Com o país enfrentando um déficit de aproximadamente 1,2 milhão de moradias, o sentimento das construtoras continuará fraco até que as barreiras sejam reduzidas e as condições para a construção de casas melhorem”, afirma o presidente da NAHB, Bill Owens.

“O Congresso pode ajudar aprovando o amplo pacote habitacional atualmente em tramitação no Senado, juntamente com o CONSTRUCTS Act, voltado a enfrentar a escassez de mão de obra na construção civil, e o Energy Choice Act, que busca impedir proibições estaduais e municipais ao uso de gás natural em novas residências”, completa.

Regulação e impostos aumentam pressão no mercado imobiliário dos EUA

O economista-chefe da NAHB, Robert Dietz, destaca que as políticas regulatórias consideradas custosas pela associação “estão claramente dificultando a capacidade das construtoras de ampliar a oferta de moradias”.

A entidade produziu um estudo que indica que regulamentações governamentais, impostos, taxas e outros encargos acrescentam mais de 26% ao preço de uma casa unifamiliar média.

“Reduzir gargalos nos processos de licenciamento, limites de densidade e regras de zoneamento ineficientes ajudaria a diminuir custos e apoiaria a expansão habitacional de que o país necessita”, analisa Dietz.

Mais de um terço das construtoras dos EUA cortaram preços

A pesquisa mais recente do HMI também revelou que 35% das construtoras cortaram preços neste mês de junho, uma elevação de três pontos percentuais (p.p.) ante maio.

O desconto médio seguiu sem variações, de 6%.

Por outro lado, o uso de incentivos de vendas chegou a 62%, representando alta de 1 p.p. ante maio e anotando o 15º mês consecutivo em que o indicador superou 60%.

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O que separa o desenvolvedor imobiliário do investidor comum não é o dinheiro, mas o que ele enxerga antes

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  • Esse espaço entre o que um ativo é hoje e o que ele pode se tornar, é onde mora grande parte do retorno em desenvolvimento imobiliário.

    E é também onde a maioria dos investidores tropeça, porque exige uma habilidade que nenhuma planilha ensina: a capacidade de sustentar uma convicção ao longo do tempo sem precisar de validação diária.

    A Flórida é um bom laboratório para entender isso.

    Entre 2015 e 2025, o estado cresceu 16,5% em população, quase três vezes a média americana, e já soma 23,5 milhões de habitantes, com fluxo migratório contínuo vindo de Nova York, Califórnia e Nova Jersey.

    Ao mesmo tempo, os Estados Unidos acumulam um déficit estimado de 4,03 milhões de moradias, resultado de mais de uma década de subinvestimento em construção depois da crise de 2008.

    As tarifas recentes sobre aço, alumínio e madeira pressionaram ainda mais os custos de construção, tornando novos projetos mais caros e a escassez mais persistente.

    O resultado é um mercado onde a oferta não consegue acompanhar a demanda, e onde o estoque existente envelhece sem reposição adequada. Na região de Tampa Bay, a casa média vendida em 2024 tinha 34 anos, em bairros com idade mediana das casas passando de 80 anos.

    Mais da metade dos imóveis transacionados tinha ao menos 30 anos, segundo dados do U.S. Census Bureau citados pela Axios Tampa Bay. Em Orlando e Winter Park, o quadro é similar.

    Leia também: Uma casa de férias não é um investimento. E confundir as duas coisas tem custado caro ao investidor brasileiro

    Para o desenvolvedor, isso não é um dado preocupante. É uma tese. Bairros consolidados com infraestrutura pronta, demanda comprovada e estoque envelhecido são exatamente o tipo de ambiente onde faz sentido entrar com um projeto de demolição e reconstrução.

    O imóvel antigo, muitas vezes fora dos padrões de seguro exigidos na Flórida e incompatível com o que o comprador atual quer, deixa de ser o ativo. O terreno e a localização passam a ser o ativo.

    A tese é só o começo

    Mas existe um detalhe que separa quem entende essa tese de quem consegue executá-la: o tempo.

    Um ciclo completo de desenvolvimento, aquisição, aprovação de projeto, demolição, construção, venda, leva entre 16 e 36 meses. Durante esse período, vão acontecer coisas. Taxas de juros vão oscilar. Algum material vai atrasar. Uma notícia macro vai parecer o fim do mundo por duas semanas.

    E a tentação de questionar tudo que estava claro lá no começo vai aparecer, porque é isso que acontece quando não existe marcação diária nem liquidez imediata.

    Morgan Housel, em A Psicologia do Dinheiro, observa que a maior parte dos erros financeiros não vem de ignorância técnica, vem de comportamento. De decisões tomadas no momento errado, pela razão errada, sob pressão emocional que não existia quando o plano foi feito.

    Desenvolvimento imobiliário não perdoa esse tipo de erro. Quem sai do projeto no meio do caminho não realiza o retorno, realiza o custo. Quem superestima o orçamento inicial e não constrói margem de erro, descobre, no pior momento, que planejamento sem folga não é planejamento.

    E quem entra no mercado americano achando que o que funciona em São Paulo vai funcionar em Orlando, sem entender o perfil do comprador local, as exigências de eficiência energética, as especificidades de zoneamento e o comportamento de consumo americano, encontra uma realidade que não estava no modelo.

    Não basta a tese estar certa. É preciso ter estrutura para atravessá-la.

    Talvez seja esse o maior aprendizado que o desenvolvimento imobiliário oferece a qualquer investidor, independente da classe de ativo: patrimônio não é construído no pico do otimismo e nem sobrevive ao pânico.

    É construído na consistência silenciosa de quem entendeu o que estava comprando antes de todo mundo, dimensionou bem os riscos, e teve paciência suficiente para não estragar o que estava funcionando.

    A ladeira existe. A neve está úmida. O que falta, quase sempre, é simplesmente deixar a bola rolar.

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    Bilionário de Singapura Lidera Oferta de R$ 2,7 Bilhões por Terreno em um dos Locais Mais Caros do Mundo

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

    A City Developments Ltd. (CDL) — controlada pelo bilionário Kwek Leng Beng e sua família — e sua parceira Hong Realty apresentaram a maior proposta por um terreno residencial de alto padrão próximo ao principal polo de compras de Singapura.

    As parceiras ofereceram S$ 542,4 milhões (R$ 2,712 bilhões) por um terreno residencial com direito de concessão de 99 anos localizado na Peck Hay Road, no sofisticado bairro residencial de Newton, próximo ao distrito comercial da Orchard Road.

    A proposta pelo terreno de 59.347 5.513,5 metros quadrados, equivalente a S$ 1.865 por área construída potencial de índice construtivo, ficou 8,4% acima da segunda maior oferta, apresentada por um consórcio formado pela Sunway MCL, do bilionário malaio Jeffrey Cheah, e pela chinesa CSC Land Group.

    “Estamos satisfeitos por termos sido os vencedores da disputa pelo terreno na Peck Hay Road, que está estrategicamente localizado no prestigiado reduto residencial de Newton”, afirmou Sherman Kwek, CEO do grupo CDL, em comunicado divulgado na quinta-feira (11).

    “Dada a proximidade do terreno com a Orchard Road, a excelente conectividade proporcionada pelo MRT e o acesso a importantes comodidades urbanas, o projeto está bem posicionado para atender às expectativas de compradores exigentes.”

    A companhia vem ampliando ativamente seu portfólio de terrenos, à medida que a forte demanda continua sustentando o mercado imobiliário residencial de Singapura, um dos mais caros do mundo.

    A transação ocorre após a CDL e sua parceira Woh Hup Holdings terem apresentado, em fevereiro, a maior proposta, de S$ 709,3 milhões (R$ 3,5465 bilhões), por um terreno residencial com direito de concessão de 99 anos na região nobre de Tanjong Rhu, no leste de Singapura.

    No projeto da Peck Hay Road, a CDL, listada na bolsa de Singapura, deterá uma participação de 80%, enquanto os 20% restantes ficarão com a Hong Realty, incorporadora privada pertencente ao Hong Leong Group, da família Kwek.

    Localizado próximo à Scotts Road, o empreendimento fica a apenas três minutos a pé da estação Newton do MRT e oferece fácil acesso ao distrito financeiro central de Singapura.

    A área está próxima de escolas renomadas, unidades de saúde e atrações populares, como o Newton Food Centre. A região também deverá se beneficiar de futuras melhorias previstas pela Autoridade de Reurbanização Urbana (URA), que planeja desenvolver um bairro de uso misto com mais parques, áreas verdes e equipamentos comunitários.

    Com uma fortuna combinada de US$ 14,3 bilhões, Kwek e sua família estão entre as famílias mais ricas de Singapura, segundo o ranking dos 50 mais ricos do país, publicado em setembro de 2025.

    Kwek Leng Beng também lidera o conglomerado Hong Leong Group, sediado em Singapura e fundado por seu pai em 1941. Seu primo, Quek Leng Chan, também bilionário, é proprietário e dirige um grupo independente na Malásia que também opera sob a marca Hong Leong.

    Reportagem publicada originalmente na Forbes.com

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    Cerca 200 imóveis serão leiloados com descontos de até 63%, pela Zuk e Itaú

    leilões imobiliários. O evento reúne lotes entre casas, apartamentos e terrenos, com descontos que podem chegar a 63% em relação ao valor de avaliação.

    As oportunidades contemplam tanto investidores quanto consumidores em busca da casa própria. Os imóveis estão distribuídos por diversos estados brasileiros e incluem opções com pagamento à vista, lotes com desconto adicional de 10% e imóveis abertos à apresentação de propostas.

    Os preços partem de R$ 43,1 mil para um terreno de 749 metros quadrados no Loteamento Araruna II, em Timbaúba (PE), e chegam a R$ 1,96 milhão por uma residência com mais de mil metros quadrados no bairro Parque Mondesir, em Lorena (SP).

    O maior desconto do leilão é oferecido por uma casa localizada no bairro Lírios do Vale, em Augusto Corrêa (PA). Avaliado em R$ 45,8 mil, o imóvel está sendo ofertado com abatimento de 63%.

    Segundo a Zuk, todos os lances serão realizados de forma online por meio da plataforma da companhia. Para participar, os interessados precisam realizar cadastro prévio, consultar o edital do imóvel desejado e registrar suas ofertas dentro dos prazos estabelecidos.

    O mercado de leilões imobiliários tem ganhado força nos últimos anos, impulsionado pelo aumento da oferta de imóveis retomados por instituições financeiras e pelo interesse crescente de investidores em ativos negociados abaixo do valor de mercado. Um levantamento recente do setor mostra que os leilões extrajudiciais vêm registrando forte expansão, favorecidos pela digitalização das plataformas e pelo avanço da educação financeira dos compradores.

    Fundada em 1986, a Zuk atua em leilões judiciais e extrajudiciais de imóveis residenciais, comerciais e rurais, mantendo parcerias com as instituições financeiras e grandes empresas para comercialização de ativos imobiliários em todo o país.

    Leia Mais: Leilões de imóveis crescem com mais segurança jurídica e expansão online

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    Itapema supera Balneário Camboriú e tem o metro quadrado mais caro do Brasil

    itapemamercado imobiliário mais valorizado do país, com projetos de luxo que chamam atenção. Agora, porém, o posto começa a mudar de mãos. Com apenas 52 quilômetros quadrados de extensão territorial, Itapema, no litoral norte de Santa Catarina, acaba de assumir a liderança do ranking nacional de preço por metro quadrado, superando a vizinha mais famosa e deixando para trás grandes centros imobiliários como São Paulo e Rio de Janeiro.

    A mudança reflete uma transformação que vem ganhando força nos últimos anos no mercado imobiliário brasileiro. Em vez de se concentrar apenas nos grandes centros urbanos, parte dos investimentos passou a migrar para cidades que ainda apresentam espaço para expansão urbana, novos projetos de alto padrão e potencial de valorização mais elevado.

    Segundo Luiz Feitosa, sócio do Edify e executivo com mais de três décadas de atuação no setor imobiliário, a ultrapassagem não representa uma perda de relevância de Balneário Camboriú, mas sim uma diferença entre dois mercados muito próximos.

    “O que aconteceu foi uma mudança de ciclo entre dois mercados vizinhos. Balneário Camboriú consolidou nos últimos anos um ciclo muito forte de valorização e ajudou a projetar o litoral norte catarinense nacionalmente. Itapema vem na sequência, mas em uma fase diferente, ainda em curva ascendente, com novos empreendimentos, obras estruturantes, investimentos turísticos e maior espaço para crescimento”, afirma.

    Fonte: FipeZAP

    Combinação de fatores

    O fenômeno está ligado a uma combinação de fatores. Enquanto Balneário Camboriú atingiu um estágio mais maduro de desenvolvimento urbano, já sem espaço para novas expansões, Itapema ainda possui áreas em franco crescimento, novos projetos imobiliários e obras que prometem transformar a cidade nos próximos anos.

    Entre os projetos apontados pelo mercado estão o alargamento da faixa de areia da Meia Praia, melhorias de infraestrutura urbana e o crescimento da oferta de empreendimentos voltados ao público de alta renda.

    A localização também ajuda. A cidade está estrategicamente posicionada às margens da BR-101, principal corredor logístico e turístico do Sul do país. “Itapema supera Balneário hoje principalmente em potencial de valorização futura. Balneário segue sendo um mercado muito forte e com excelente liquidez, mas já atingiu um estágio urbano mais consolidado. Itapema ainda tem muito valor para incorporar”, afirma Feitosa.

    Leia Mais: Quem realmente pode usar o Minha Casa, Minha Vida? Tire dúvidas sobre regras e faixas

    Avanço do alto padrão

    O avanço dos preços também acompanha a chegada de novos empreendimentos de alto padrão. Nos últimos anos, a cidade passou a atrair incorporadoras nacionais e investidores interessados em projetos voltados ao segmento premium.

    Entre eles está o Edify One, empreendimento de luxo que tem entre os sócios a NR Sports, empresa ligada ao empresário Neymar da Silva Santos, o pai do jogador, segundo Feitosa. O movimento reforça uma tendência observada em todo o litoral norte catarinense, que se consolidou como um dos principais polos imobiliários de luxo do Brasil.

    Valorização

    A ascensão de Itapema ocorre em um momento de mudanças importantes no mercado residencial brasileiro. Dados divulgados recentemente pelo Índice FipeZAP mostram que os preços dos imóveis residenciais avançaram 0,42% em maio, embora em ritmo menor que o observado em abril (+0,51%).

    O levantamento aponta que 51 das 56 cidades monitoradas registraram valorização no período, evidenciando um mercado ainda resiliente, apesar dos juros elevados. Outro destaque do estudo foi o protagonismo crescente de mercados fora do eixo Rio-São Paulo.

    As maiores altas de maio foram registradas em:

    • Aracaju (+1,88%)
    • João Pessoa (+1,46%)
    • Teresina (+1,43%)
    • Salvador (+1,15%)
    • Natal (+1,01%)

    Segundo especialistas, o movimento reflete a busca dos investidores por regiões que ainda apresentam potencial de crescimento mais acelerado.

    Mas, apesar da valorização dos imóveis, o setor apresenta desaceleração em relação aos índices de inflação. No acumulado de 2026 até maio, o FipeZAP registra alta de 1,96%, abaixo da inflação oficial ao consumidor medida pelo IPCA, que acumula 3,24% no período, e também inferior ao avanço de 3,79% do IGP-M.

    Na prática, isso significa que os imóveis continuam se valorizando em termos nominais, mas em ritmo mais moderado do que em ciclos anteriores. Ainda assim, cidades que combinam expansão urbana, turismo, infraestrutura e oferta limitada de terrenos seguem atraindo investidores. É justamente nesse grupo que Itapema se encaixa.

    “Balneário Camboriú continua sendo uma referência em imóveis de alto padrão. O que acontece é que ela já capturou boa parte da valorização dos últimos anos. Itapema ainda tem espaço para crescer e isso aparece de forma mais acelerada nos indicadores de mercado”, afirma Feitosa.

    Para o mercado imobiliário, a troca de posições no ranking simboliza mais do que uma simples disputa regional. Ela mostra como os investidores estão cada vez mais atentos a cidades capazes de combinar qualidade urbana, potencial turístico e espaço para novas valorizações.

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    Ele foi chamado de “o pior analista” do Goldman Sachs e virou bilionário dos imóveis

    Warren Buffett, Tim Cook e outros bilionários tiveram o mesmo emprego na infância

    “Basicamente, foi algo como: ‘Cara, você talvez seja o pior analista que o Goldman Sachs já contratou’.”

    O bilionário que construiu sua própria fortuna ficou surpreso ao ouvir a crítica, mas hoje atribui a ela uma mudança positiva em sua vida. De Leon começou a carreira como analista no Goldman Sachs em 2001, após concluir seu bacharelado na Universidade Harvard.

    Mas, depois de apenas alguns anos, seus colegas no banco global perceberam que seu verdadeiro potencial estava fora da empresa.

    Ele era elogiado por seu espírito empreendedor ao mesmo tempo em que era gentilmente conduzido para fora da influente instituição financeira; porém, deixar o banco de Wall Street acabou sendo uma bênção disfarçada que impulsionou sua carreira até o patamar atual.

    “Ele disse: ‘Olha, um dia você vai voltar como cliente desta empresa, mas hoje você realmente precisa encontrar outra coisa para fazer’. E foi um ótimo conselho”, disse De Leon. “Por cinco segundos, aquilo machucou, mas acabou sendo a melhor coisa que já me aconteceu, porque era verdade. Meu lugar era lá fora, construindo alguma coisa.”

    Fundou negócio com bônus do Goldman e dinheiro acumulado desde a infância

    O empresário nascido no Texas afirma que deixou o Goldman Sachs com cerca de US$ 80 mil a US$ 100 mil em economias provenientes de bônus recebidos no banco, dinheiro acumulado ao longo da juventude e rendimentos de alguns imóveis que possuía.

    A partir daí, De Leon mergulhou de cabeça no mercado imobiliário, começando a negociar opções de compra de terrenos: pagando uma taxa inicial para obter o direito exclusivo de adquirir uma área por um preço e dentro de um prazo previamente definidos.

    Nos primeiros anos, o bilionário disse que fez alguns maus negócios e chegou a considerar abandonar o setor, convencido de que não conseguiria ter sucesso.

    “Tive uma sequência de negócios ruins. Cometi erros suficientes para quase desistir”, explicou De Leon, contando que chegou a dizer à esposa que procuraria um emprego comum.

    “Ela disse: ‘Olha, você não pode fazer isso, porque, se fizer, vai me deixar louca. Você não consegue trabalhar para ninguém. Você precisa voltar lá, se levantar mais uma vez. Apenas tente de novo… Você precisa acreditar em si mesmo.’” E o resto é história.

    Em 2006, ele fundou a Leon Capital Group, que começou como uma modesta empresa de desenvolvimento imobiliário no Texas. Desde então, a companhia expandiu suas atividades para serviços financeiros e saúde; o próprio De Leon realizou investimentos imobiliários com valor patrimonial superior a US$ 15 bilhões.

    Graças ao sucesso em diversos setores, De Leon, hoje com 47 anos, tem uma fortuna estimada em impressionantes US$ 3,1 bilhões.

    Conheça líderes que transformaram rejeições em retornos bilionários

    Assim como De Leon, todo profissional enfrentará rejeições ou decepções em algum momento da vida profissional — mas alguns conseguem transformar dificuldades em oportunidades.

    Julia Stewart — uma executiva veterana que comandou operações em várias redes americanas de restaurantes casuais avaliadas em bilhões de dólares — viveu um momento especialmente gratificante após ser preterida para o cargo de CEO.

    Era 1998, e Stewart ocupava a presidência da Applebee’s. A rede de restaurantes, que enfrentava dificuldades, apresentou um plano para ela: recolocar a empresa nos trilhos e provar que estava pronta para assumir o cobiçado cargo de diretora-presidente.

    Mas, após passar três anos transformando o negócio — e até dobrando o valor das ações da companhia durante seu período no cargo —, seu chefe não ficou convencido quando chegou a hora de discutir sua promoção. Ele lhe disse: “Não, nunca”.

    Então Stewart deixou a empresa e encontrou a oportunidade perfeita para expandir outra marca e dar a volta por cima na IHOP. Em 2007, ela colocou em prática uma grande aquisição: a compra de sua antiga empregadora, a Applebee’s, por algo entre US$ 2,1 bilhões e US$ 2,3 bilhões. Depois que o negócio foi concluído, ela telefonou para a empresa para comunicar uma mudança na liderança.

    “Liguei para o presidente do conselho e CEO da Applebee’s e disse: ‘Só queria dar um oi’. E ele respondeu: ‘Eu estava esperando essa ligação’”, recordou Stewart no podcast The Matthews Mentality no ano passado.

    “E eu disse: ‘Como você sabe, anunciamos hoje de manhã que compramos a empresa por US$ 2,3 bilhões e não precisamos de duas pessoas na mesma função, então vou ter que dispensá-lo’.”

    A fundadora da Spanx e ex-CEO da empresa, Sara Blakely, também enfrentou rejeições constantes quando começou a colocar o negócio de pé, em 1998.

    Sem experiência prévia em negócios, moda ou varejo para apresentar aos investidores, ela iniciou sua jornada com US$ 5 mil do próprio bolso para transformar sua ideia em um império bilionário. Mas, no começo, a maioria dos fabricantes não acreditava em sua visão.

    “Eles sempre me faziam as mesmas três perguntas. Diziam: ‘E você é?’ Sara Blakely. ‘E você representa quem?’ Sara Blakely. ‘E quem financia você?’, Sara Blakely”, contou Blakely à Fortune em uma entrevista de 2024. “Eles me mostravam a porta e diziam: ‘Não, obrigado’.”

    Confiando em sua intuição e persistindo em sua ideia de negócio, Blakely transformou a Spanx em um sucesso de US$ 1,2 bilhão no mercado de modeladores corporais. Em 2012, ela também entrou para a lista dos ultrarricos como a mulher bilionária mais jovem a construir a própria fortuna naquele ano, segundo a Forbes.

    E, quando se trata da fundação da FedEx, uma das empresas de entregas mais conhecidas dos Estados Unidos, a ideia que daria origem ao gigante bilionário do setor inicialmente foi recebida com ceticismo.

    Em 1965, o falecido fundador e ex-CEO da FedEx, Frederick W. Smith, apresentou pela primeira vez o conceito básico da empresa em um trabalho para uma disciplina de economia quando era estudante de graduação na Universidade Yale. Mas seu professor não enxergou potencial na ideia e deu uma nota baixa ao projeto: um C.

    Smith, porém, não se deixou abalar por uma nota ruim. Depois de retornar do serviço militar na Guerra do Vietnã, em 1971, ele colocou seu plano de negócios em prática. Hoje, a FedEx possui valor de mercado de US$ 98,4 bilhões.

    2026 Fortune Media IP Limited

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    Quem realmente pode usar o Minha Casa, Minha Vida? Tire dúvidas sobre regras e faixas

    Minha Casa, Minha Vida se consolidou como motor estrutural do setor da construção civil, além de se tornar uma das principais ferramentas de acesso à moradia para classe média e baixa em um momento em que os juros continuam elevados.

    Entretanto, apesar da popularidade, ainda surgem muitas dúvidas entre os milhares de brasileiros que buscam pelo primeiro imóvel sobre enquadramento nas faixas de renda, subsídios, taxas de juros e aprovação do crédito. Por isso, o InfoMoney foi ouvir uma especialista nestes tipos de imóveis, a construtora MRV. Para explicar melhor as regras, a empresa listou as maiores dúvidas, que chegam todos os dias pelos canais de atendimento, vindas dos consumidores que nunca passaram por um processo de financiamento imobiliário.

    “Percebemos que muitas pessoas continuam adiando a compra do imóvel por não entenderem exatamente como funciona o financiamento ou acreditarem que não se enquadram nas regras do programa”, afirma o diretor de Crédito Imobiliário da MRV, Edmil Adib Antônio.

    Quem pode participar do programa?

    Uma das dúvidas mais comuns é sobre quem tem direito ao programa. Embora muita gente ainda associe o Minha Casa, Minha Vida exclusivamente às famílias de baixa renda, as regras foram ampliadas nos últimos anos, segundo o diretor.

    Atualmente, famílias com renda mensal de até R$ 13 mil podem se enquadrar em alguma das faixas do programa, dependendo da renda familiar e das características do imóvel. Além disso, o programa contempla imóveis novos com valor de até R$ 600 mil em determinadas modalidades.

    Leia também: ‘Dono não-dono’ e puxadinho: quais são as maiores travas nas vendas de imóveis

    O que é o subsídio e por que ele faz diferença?

    Outro tema que costuma gerar confusão é o subsídio habitacional. Na prática, trata-se de uma ajuda financeira concedida pelo governo para reduzir o valor financiado. Diferentemente de um empréstimo, esse recurso não precisa ser devolvido.

    “Muita gente ainda não entende que o subsídio é um valor concedido pelo governo e que não precisa ser pago de volta. Ele pode ser utilizado para reduzir a entrada ou diminuir o saldo financiado, tornando as parcelas mais acessíveis”, explica Antônio.

    O valor do benefício varia conforme fatores como:

    • renda familiar;
    • localização do imóvel;
    • valor da unidade;
    • faixa de enquadramento do programa.

    O que mudou nas faixas?

    As mudanças recentes ampliaram o número de famílias aptas a participar da categoria que concentra os maiores benefícios. O limite de renda da Faixa 1 passou de R$ 2.750 para R$ 3.200 mensais. Essa alteração aumenta o número de famílias elegíveis às menores taxas de juros e aos maiores subsídios oferecidos pelo programa.

    “A Faixa 1 reúne as condições mais favoráveis de financiamento. Com a ampliação do limite de renda, mais famílias passaram a acessar condições que aumentam o poder de compra”, afirma o executivo.

    Outra mudança relevante ocorreu na Faixa 2. O limite de renda mensal passou de R$ 4.700 para R$ 5 mil. Na prática, famílias que antes ficavam enquadradas em categorias menos vantajosas passaram a ter acesso a condições melhores de financiamento. Dependendo da operação, as taxas podem cair de cerca de 8,16% ao ano para aproximadamente 7% ao ano, podendo ser ainda menores em algumas situações, o que faz muita diferença ao longo dos anos.

    “Muitas famílias passaram a contar com juros menores e acesso a subsídios que antes não estavam disponíveis para elas”, afirma o diretor.

    Leia Mais: Minha Casa Minha Vida responde por metade das vendas e sustenta mercado imobiliário

    Aprovação do financiamento

    Além da renda, a análise de crédito considera outros fatores. Entre eles estão a capacidade de pagamento do interessado, histórico financeiro, comprometimento de renda, situação cadastral do comprador e a documentação apresentada.

    Por isso, especialistas recomendam que os interessados organizem previamente documentos pessoais, comprovantes de renda e informações financeiras antes de iniciar o processo.

    Autônomos podem financiar?

    Esta é uma das dúvidas mais frequentes recebidas pelas construtoras. E a resposta é sim, os trabalhadores autônomos e profissionais com renda informal também podem pleitear uma oportunidade no programa. Claro que o processo de comprovação é diferente daquele aplicado a empregados com carteira assinada, mas bancos e instituições financeiras possuem mecanismos específicos para avaliar esses perfis e comprovar dados.

    Por isso, a principal recomendação para este tipo de trabalhador é reunir extratos bancários, movimentações financeiras e demais documentos capazes de comprovar toda a geração de renda.

    Juros altos

    Para o especialista, justamente em períodos de juros altos o Minha Casa, Minha Vida ganha ainda mais relevância. Isso porque o programa oferece condições diferenciadas de financiamento, incluindo taxas subsidiadas e apoio governamental para parte dos compradores.

    Em um mercado imobiliário que enfrenta custos maiores de crédito, os incentivos do programa ajudam a sustentar a demanda e ampliar o acesso à casa própria. “O principal desafio continua sendo a informação. Muitas pessoas acreditam que não têm condições de comprar um imóvel quando, na realidade, poderiam se enquadrar em alguma das modalidades do programa”, afirma Antônio.

    Dúvidas mais comuns

    Quem pode participar?
    – Famílias com renda de até R$ 13 mil mensais, dependendo da modalidade.

    O subsídio precisa ser devolvido?
    – Não. É um benefício concedido pelo governo.

    Qual a nova renda da Faixa 1?
    – Até R$ 3.200 por mês.

    Qual a nova renda da Faixa 2?
    – Até R$ 5 mil por mês.

    Autônomos podem financiar?
    – Sim, desde que consigam comprovar renda.

    O programa vale apenas para famílias de baixa renda?
    – Não. Hoje ele atende diferentes perfis de renda e imóveis de até R$ 600 mil.

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