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59 Banheiros, Spa e Clínica Médica: Mansão Mais Cara dos EUA Vai À Venda por US$ 400 Milhões

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O bairro de Bel-Air, em Los Angeles, agora abriga a residência mais cara já listada publicamente nos Estados Unidos. Avaliada em impressionantes US$ 400 milhões (R$ 1,9 bilhão), o que é conhecido como a “Joia da Coroa” de Los Angeles é a prova de que o mercado global de imóveis ultraluxuosos continua em ascensão. Se for vendida pelo preço pedido, quebrará o recorde nacional.

O terreno de 32 mil metros quadrados está situado em uma falésia com vista para o prestigiado Bel-Air Country Club, o centro de Los Angeles, o Oceano Pacífico e o cânion ao redor, com vistas panorâmicas de 360 graus. A propriedade tem vínculos com a família real Al-Thani, do Catar, segundo o The Wall Street Journal.

O corretor Jack Harris, da Beverly Hills Estates, que está co-listando o imóvel com Michael Fahimian, disse à Forbes que os atuais proprietários investiram mais de US$ 350 milhões na propriedade ao longo de uma década e passaram oito anos morando lá após sua conclusão em 2018. Harris afirma que o atual proprietário comprou o terreno principal em 2010 por US$ 35 milhões e adquiriu áreas vizinhas ao longo do tempo para moldar o que hoje é uma das propriedades mais impressionantes do país.

Simon BerlynHá uma residência principal e uma casa de hóspedes que, juntas, somam mais de 70.000 pés quadrados de área interna

O renomado arquiteto Peter Marino foi contratado para projetar o vasto complexo, com construção de Peter McCoy. Ele se estende por 6.500 metros quadrados de área habitável entre a residência principal e a casa de hóspedes, com 39 quartos, 59 banheiros, três piscinas e comodidades que até hotéis cinco estrelas poderiam não ter. Quando se trata de propriedades de legado em Los Angeles e nos Estados Unidos, essa propriedade recordista na Chalon Road não foi construída com a intenção de ser vendida, diz Fahimian, mas sim projetada para ser vivida de forma cuidadosa.

“O proprietário gastou bem mais de US$ 70 milhões apenas com custos de terreno”, ele continua. “E então decidiu construir uma propriedade geracional sem um orçamento definido e sem um prazo definido. Ele realmente deu carta branca ao arquiteto, ao designer e ao construtor.”

A residência principal tem cerca de 4.600 m² e conta com 10 quartos e 13 quartos para funcionários, enquanto a casa de hóspedes, com 2.700 m², possui seis quartos e 10 quartos para equipe, além de academia e piscina próprias. Espalhados pela propriedade verdejante estão um pavilhão de jantar ao ar livre, cabanas de piscina e estruturas de segurança dedicadas.

No mercado ultraluxuoso dos EUA, onde acumular superlativos ou recordes mundiais dita os projetos, o design aqui foi um pouco mais deliberado, evidenciado pelos materiais altamente curados e bem selecionados, como azulejos sob medida, couro costurado à mão gravado nas paredes da academia e lavabos equipados com pedra europeia que muitos reservariam para um banheiro principal.

Em Los Angeles, encontram-se alguns dos imóveis, arquiteturas e endereços mais prestigiados do mundo, mas nesta propriedade de US$ 400 milhões, os diferenciais estão tanto nos detalhes quanto na escala. Até a entrada transmite imponência, com uma dramática entrada de 450 metros de extensão, ladeada por sebes bem cuidadas e plantas importadas que isolam o ambiente de distrações externas.

Simon BerlynO terreno está situado em uma falésia, com vistas panorâmicas de 360 graus sobre Los Angeles

Como um resort cinco estrelas, o complexo conta com uma variedade de comodidades como spa completo, piscinas de imersão quente e fria, sauna, salas de massagem, salão de beleza, academia de luxo e estúdio de pilates; uma sala de armazenamento de arte; salas seguras; e uma máquina de raio-X para consultas médicas particulares. Do lado de fora, há uma casa de piscina, quadra de tênis e um pavilhão de tênis.

Pode ser o imóvel com o maior preço já listado publicamente nos Estados Unidos, mas ainda não se sabe se será vendido pelo valor pedido. Ainda assim, o preço da propriedade em Bel-Air supera com folga algumas listagens recordistas recentes no país, como uma propriedade de US$ 300 milhões em Aspen, Colorado, e outra de US$ 237 milhões em Key Biscayne, Flórida, apresentada em “Scarface”. Este não é o primeiro imóvel com um preço aspiracional. The One, uma casa envolta em processos judiciais do incorporador Nile Niami, chegou a pedir US$ 500 milhões antes de o valor cair para US$ 295 milhões e, por fim, ser vendida em leilão em 2022 por US$ 141 milhões ao CEO da Fashion Nova, Richard Saghian.

Simon BerlynQuadra de tênis

O relatório The Wealth Report 2026, da Knight Frank, apontou que o mercado de indivíduos com patrimônio ultralevado nos EUA está crescendo e, nos últimos cinco anos, o país foi responsável por 41% de todos os novos ultra-ricos do mundo. Apesar do imposto ULA de Los Angeles e do chamado imposto sobre bilionários, Nick Segal, da Carolwood Estates em Beverly Hills, afirmou no relatório que, embora a demanda tenha diminuído no curto prazo, Los Angeles continuará sendo um dos mercados super-prime mais importantes.

*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com

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Preço de imóveis residenciais voltam a acelera em abril, indicando retomada

tierra-mallorca-NpTbVOkkom8-unsplashFipeZAP registrou no último mês uma alta de 0,51%, acelerando em relação ao percentual de janeiro, que chegou a 0,20%, de fevereiro, com alta de 0,32%, e de março 0,48%.

Apesar dos estímulos, o desempenho acumulado em 2026 ainda mostra um mercado que cresce abaixo da inflação. Até abril, os preços dos imóveis subiram 1,53%, enquanto o IPCA, que mede a inflação oficial, já acumula alta de 2,83% no período. O descompasso indica que, embora haja recuperação, o setor ainda enfrenta limitações impostas pelo cenário macroeconômico, especialmente o nível de juros e o custo do crédito imobiliário, de acordo com Índice FipeZAP

O movimento foi disseminado entre 55 das 56 cidades monitoradas pela pesquisa, com uma valorização positiva em 21 das 22 capitais. Os maiores avanços foram observados em Campo Grande, com aumento de 1,87%; Vitória , com 1,48%;, Natal com 1,37%, e Aracaju, com 1,24%. Os dados reforçam também o protagonismo de mercados fora dos eixos tradicionais.

Leia Mais: Aluguel comercial sobe mais que inflação e pressiona custo de empresas, diz FipeZAP

Força dos imóveis menores

O comportamento do mercado, levando-se em conta o tipo de imóvel, reforça uma tendência já observada nos últimos meses de que há uma maior demanda por unidades menores.

Em abril, imóveis de um dormitório lideraram a alta, subindo 0,63%, enquanto unidades com quatro ou mais quartos registraram a menor variação, de 0,41%. Esse movimento, conforme o estudo, costuma refletir tanto a busca por imóveis mais acessíveis quanto o interesse de investidores em ativos com maior liquidez e potencial de locação.

Alta é generalizada

No recorte geográfico, o avanço dos preços segue amplo, mas com intensidades diferentes. Capitais do Norte e Nordeste, por exemplo, continuam entre os principais destaques, enquanto mercados mais consolidados apresentam variações mais moderadas.

São Paulo, por outro lado, teve alta de 0,19% em abril, enquanto o Rio de Janeiro avançou 0,34%, sinalizando um ritmo mais contido nas maiores metrópoles.

No acumulado do ano, cidades como Belém, Vitória e Campo Grande lideram a valorização, com altas de 4,46%, 4,38% e 4,29% respectivamente. Isso evidencia uma redistribuição do dinamismo do mercado imobiliário, de acordo com o FipeZap

Imóveis ainda superam inflação

Apesar do ritmo em 2026, o desempenho no acumulado em 12 meses segue positivo. O Índice FipeZAP acumula alta de 5,63%, acima tanto da inflação ao consumidor medida pelo IPCA, que 4,62%, quanto do IGP-M (+0,61%).

O dado indica que, no horizonte mais longo, o mercado imobiliário ainda preserva seu papel como ativo de proteção de valor, mesmo em um ambiente de maior volatilidade econômica.

Preço médio

O preço médio nacional atingiu R$ 9.769 por metro quadrado em abril. Entre as capitais, Vitória lidera com o metro quadrado a R$ 14.818, seguida por Florianópolis (R$ 13.208) e São Paulo (R$ 12.019). Na outra ponta, cidades como Aracaju registraram uma cotação de R$ 5.529 por metro quadrado, Teresina R$ 5.857 e Natal R$ 6.334, continuando entre as mais acessíveis.

No geral, a aceleração dos preços em abril sugere que o mercado imobiliário entra em uma fase de recuperação gradual, sustentada por demanda ainda presente e pela adaptação dos compradores ao cenário de juros elevados.

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De fachada vazia a ativo disputado: como São Paulo redesenha o térreo dos prédios

Estímulo às fachadas ativas

Desde a aprovação do Plano Diretor de 2014, principal responsável por estimular a adesão às fachadas ativas em empreendimentos imobiliários, as taxas de ocupação sempre se mantiveram em patamares distantes ao ideal. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) fez o cálculo: em 2023, a vacância nesses espaços era de 60% a 80%.

Em alguns dos primeiros projetos a incluírem estes espaços, acontecia o seguinte: enquanto os desenhos não levavam em conta os consumidores finais, a equipe de vendas residencial muitas vezes não sabia como vender a área comercial do prédio. Seduzidos pelo potencial de venda similar ao custo da área residencial, muitos investidores até entraram no negócio, apenas para ver o ativo “queimar na mão”. Os lojistas e prestadores de serviço não conseguiriam aproveitar os espaços.

E por que os incorporadores, então, decidiram por aderi-las? Porque, segundo o plano diretor, todo o espaço dedicado a uma fachada ativa pode ser adicionado no potencial construtivo do prédio. Ou seja, cada metro quadrado destinado a lojas com acesso público no térreo pode ser convertido em mais andares de apartamento nos andares de cima.

A ideia da medida é promover usos mais dinâmicos dos espaços públicos e conectar os edifícios às calçadas e, por consequência, ao trânsito de pessoas de fora dos prédios. A inspiração, conta Patiño, são as “cidades de 15 minutos”, conceito importado da França para definir modelos urbanos em que um morador consegue acessar quase todos serviços cotidianos em até 15 minutos a pé ou de bicicleta.

Vila Mariana, Ibirapuera, Perdizes, Vila Madalena, Santo Amaro e Rebouças são os eixos com maior número de empreendimentos com fachadas ativas, enquanto a maior proporção de empreendimentos com esses espaços se concentra na Santa Cecília, na Vila Madalena e em Perdizes.

“Para as fachadas ativas terem realmente um impacto, é preciso que a administração, ao ajustar a Lei, faça uma análise de cada um dos bairros. Cada rua de São Paulo tem suas especificidades”, afirma o vice-presidente da ACSP, Andrea Matarazzo. “Não adianta colocar uma fachada ativa onde não há consumidor. Esse balanceamento deve ser feito, mas não pode ser uma lei geral para a cidade toda, é muito específico para cada um dos lugares.”

Porém, apenas a distribuição geográfica e a vocação dos bairros em que estão localizadas não explica tudo. O desenho dessas áreas passou por diversas adaptações até que as incorporadoras chegassem a um (ou vários) modelos ideiais.

Fachada ativa em empreendimento da incorporadora Porte. (Foto: Divulgação/Porte)

Projetos adequados desde a partida

A One Innovation, uma incorporadora de imóveis de médio e alto padrão dedicada a empreendimentos nos bairros de Perdizes, Pinheiros, Itaim e Jardins, por exemplo, decidiu reduzir pela metade a metragem das fachadas ativas de seus prédios.

“Nos nossos prédios anteriores fizemos fachadas muito grandes, de 300 a 400 metros quadrados. Percebemos que era muito difícil vender, porque o aluguel ficava mais caro, precisava de um inquilino maior”, conta o vice-presidente da One Innovation, Paulo Petrin.

Os empreendimentos poderiam até ser vendidos, mas o processo tomava mais tempo. A One Innovation então procurou por consultorias de varejo para estudarem melhor as regiões e o tamanho dos projetos. Hoje, 80% das fachadas ativas nos empreendimentos da incorporadora estão ocupadas.

Nos desenhos mais modernos, as fachadas ativas precisaram resolver também questões estruturais que, até pouco tempo atrás, eram minimizadas. “Precisaram lidar com a exaustão, como funciona a entrada e saída de material de apoio. Lixo, por exemplo, como tratá-lo no dia a dia sem criar um mal-estar com as lojas? O mesmo vale para restaurantes que possuem operação de delivery”, explica Patiño, da JLL.

A Porte, responsável por um eixo imobiliário de mais de 10 prédios na Zona Leste de São Paulo, é outra incorporadora de olho nas possibilidades em fachadas ativas. “Para nós, o assunto das fachadas ativas faz sentido antes mesmo dos incentivos do Plano Diretor”, conta o diretor comercial da incorporadora, Igor Melro.

Até 2014, a empresa já havia tentado desenvolver projetos que incluíssem fachadas ativas, mas encontrou dificuldades para torná-los viáveis sem os incentivos. A dificuldade não era apenas da Porte. Segundo um levantamento da ACSP, dos 218 empreendimentos com fachadas ativas em 2023, 94,3% foram construídos após o Plano Diretor, enquanto apenas 5,6% são anteriores a ele.

Além do estímulo proposto pela legislação, a Porte também percebeu que, para dar liquidez aos ativos, precisaria encontrar modelos de venda que garantissem uma sintonia com os compradores. Como alternativa à simples compra do terreno, alguns dos donos de fachadas ativas de residenciais da companhia entram no empreendimento como sócios.

“O que nós aprendemos mais recentemente foi evitar comercializar essas lojas uma a uma. Quando você vende como uma alternativa de construção de patrimônio, o empresário fica com o espaço como um ativo financeiro, ele não detém conhecimento sobre o tema”, afirma Igor Melro.

Uma das decisões da companhia foi criar uma área chamada de Gestão de Ativos. Formada por pessoas com experiência em áreas como varejo, o setor auxilia investidores a encontrarem inquilinos mais adequados para alugar espaços para seus comércios ou serviços nas fachadas ativas do prédio. Hoje, investidores da incorporadora chegam a ter de 70% a 80% de ocupação nas fachadas.

Como o eixo de edifícios construídos pela Porte é próximo geograficamente, a empresa também busca atuar junto aos investidores para ocupar as fachadas ativas com uma variedade complementar de empresas. Recentemente, por exemplo, o 12º Cartório de Notas deixou o endereço que ocupou por anos na Alameda Santos ocupar a área comercial de um edifício da Porte e atender a Zona Leste.

A lógica por trás da composição de serviços e estabelecimentos diferentes é a mesma de um shopping: “Pelo modelo, pode-se cobrar menos de quem é gerador de fluxo de pessoas e mais de quem, eventualmente, tem uma posição um pouco menor. É como replicar as lojas âncora e satélite de um shopping”, conta Melro.

A melhoria na estrutura e no planejamento de fachadas ativas pode reverter a dominância de um perfil de lojas de amenidades e minimercados no uso dessas estruturas. Lojas como Oxxo, Minuto Pão de Açúcar, Carrefour e Multi Coisas são mencionadas na pesquisa da ACSP como alguns dos empreendimentos mais presentes.

“Nessa nova versão das fachadas ativas, não são só lojas de amenidades, mas algo que seja um bom serviço e que tenha um entorno bem resolvido. Esse é o desafio. Construir o prédio acaba sendo uma commodity, desenhar os projetos é que realmente terá valor”, aponta Patiño, da JLL.

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Bilionários da Malásia compram torre de escritórios de luxo em Singapura por US$ 2 bilhões

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O grupo IOI Properties, controlado pelos irmãos Lee Yeow Chor e Lee Yeow Seng, está adquirindo um edifício comercial de alto padrão em Singapura por S$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 9,3 bilhões), expandindo sua atuação em meio ao aquecimento imobiliário de um dos mercados mais caros do mundo.

A incorporadora listada na Bolsa da Malásia adquirirá 100% de participação na Asia Square Tower 2, localizada no centro do distrito financeiro de Marina Bay, da CapitaLand Integrated Commercial Trust.

O arranha-céu de 46 andares mostra-se como um edifício de escritórios premium com 72.343 m² de área locável líquida e exibe entre seus principais inquilinos o Mizuho Bank, do Japão, e a Allianz, da Alemanha. A aquisição impulsionará a presença da IOI Properties no distrito central de negócios de Singapura, somando-se ao seu portfólio que já conta com as torres IOI Central Boulevard e South Beach.

“Esta nova aquisição reflete a convicção contínua do IOI Properties Group em ativos de primeira linha em Singapura, que oferecem fluxos estáveis de renda recorrente apoiados por fundamentos de mercado sólidos”, declarou Lee Yeow Seng, CEO do grupo, no comunicado.

Assim que o negócio for finalizado até o terceiro trimestre deste ano, a IOI Properties terá S$ 10 bilhões (R$ 37,2 bilhões) em ativos sob gestão, com uma área locável total de 241.548 m² em Singapura. A transação ocorre enquanto a CapitaLand anunciou separadamente a compra do complexo de compras Paragon, na região comercial da Orchard Road, por S$ 3,9 bilhões (R$ 14,5 bilhões).

O pujante mercado imobiliário de Singapura atrai investidores que buscam ativos de refúgio seguro em meio às crescentes tensões geopolíticas mundiais. O volume de investimentos em hotéis, escritórios e ativos de varejo em Singapura subiu 18%, atingindo S$ 34 bilhões (R$ 126,4 bilhões) em 2025, o maior patamar em oito anos, impulsionado por taxas de juros mais baixas na Cidade do Leão, conforme dados da consultoria imobiliária CBRE.

Em fevereiro, a Frasers Property, controlada pelo bilionário tailandês Charoen Sirivadhanabhakdi, comprou parte do shopping Centrepoint, na Orchard Road, por S$ 392 milhões (R$ 1,45 bilhão), estabelecendo o caminho para uma futura revitalização.

A IOI Properties também tem se expandido de forma constante em Singapura, onde a família Lee figura entre os maiores proprietários de imóveis comerciais. Em setembro, a empresa comprou a participação restante de 50% no empreendimento de uso misto South Beach, da City Developments de Kwek Leng Beng, por S$ 835 milhões (R$ 3,1 bilhões).

Os irmãos planejam produzir dois fundos imobiliários (REITs), um na Malásia e outro em Singapura, entre este ano e o próximo. Os ativos combinados estão avaliados em cerca de US$ 8 bilhões (R$ 39,8 bilhões), incluindo aproximadamente US$ 2 bilhões (R$ 9,9 bilhões) em propriedades malaias.

A IOI Properties visa levantar 2 bilhões de ringgits (R$ 2,5 bilhões) com a listagem de seu fundo malaio no quarto trimestre de 2026, enquanto elabora uma listagem separada para os ativos de Singapura nos próximos dois anos.

Com um patrimônio líquido combinado de US$ 8,5 bilhões (R$ 42,3 bilhões), os irmãos Lee estão entre as pessoas mais ricas da Malásia.

Eles são filhos do falecido Lee Shin Cheng, que estabeleceu um próspero negócio de óleo de palma e imobiliário até sua morte em 2019. Lee Yeow Chor comanda o negócio de óleo de palma sob a IOI Corp, também listada em bolsa, enquanto seu irmão mais novo, Yeow Seng, lidera a empresa imobiliária.

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

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Do canteiro de obras à Faria Lima: a construtora que transformou o aperto financeiro em uma oportunidade milionária

Terapia de Ideias vai trazer a história de uma startup do mercado imobiliário que levou esse ditado muito a sério.

Mas antes, um breve contexto.

O problema

Atualmente, com a taxa Selic rondando a indigesta casa dos 14,75% ao ano, o dinheiro no Brasil está caro. Quando os juros sobem dessa forma, a primeira torneira a secar é a do crédito – e o mercado imobiliário, que vive de alavancagem e financiamentos de longo prazo para viabilizar suas operações, é quem mais sente a pressão na veia.

Diante do encarecimento do capital e também do esvaziamento das cadernetas de poupança (historicamente, a principal fonte de subsídio do setor habitacional), os bancos tradicionais começaram a segurar recursos para novos empreendimentos. Na prática, o pouco dinheiro que sobra é direcionado apenas para as operações ultrasseguras, dominadas pelas gigantes do setor.

Todo esse movimento gerou uma paralisia assimétrica no setor. As pequenas e médias incorporadoras, especialmente aquelas com projetos localizados fora do badalado “eixo Faria Lima”, encontram portas fechadas.

Resultado: muitos empreendimentos promissores e com demanda comprovada simplesmente não conseguem subsídio para saírem do papel. O mercado encolhe não por falta de compradores, mas por um gargalo no acesso ao capital, criando uma espécie de cemitério de projetos que esbarram na planilha conservadora das instituições de crédito.

A oportunidade

Para entender como esse terreno árido se transformou em um celeiro de inovação, precisamos conhecer Murilo Marchesini. O mercado imobiliário não é apenas a sua profissão; é um legado que atravessa três gerações de sua família. Essa paixão por tijolos e concreto começou com a trajetória de seu avô, moldou a carreira de seu pai e, inevitavelmente, forjou sua própria visão de negócios.

Seguindo o legado familiar, em 2016, Murilo fundou a Verticale S/A, uma incorporadora focada em edifícios residenciais e comerciais com uma tese muito clara: atuar em cinco municípios da borda norte da Grande São Paulo. Uma região que, somada, ostenta um PIB de respeitáveis R$ 30 bilhões.

Um dos grandes focos da Verticale passou a ser o desenvolvimento de edifícios de alto padrão em Cajamar, cidade sede da maior concentração de galpões logísticos do país. Surfando na esteira do boom do comércio eletrônico, o negócio cresceu exponencialmente, alcançando R$ 300 milhões em VGV (Valor Geral de Vendas, o principal indicador utilizado para medir o tamanho de uma empresa na construção civil). Com esse montante, a incorporadora virou um dos principais players da região e de municípios adjacentes.

A expansão ganhou ainda mais tração a partir de 2021, quando a Verticale firmou uma joint venture com um grupo regional. A operação captou R$ 20 milhões, garantindo a liquidez necessária para o maior ciclo de crescimento da companhia. De lá para cá, no entanto, o roteiro de sucesso encontrou sérios percalços.

A pandemia bagunçou o apetite de compra. A inflação disparou, as cadeias logísticas globais quebraram e os custos de material de construção foram para as alturas. De repente, o planejamento agressivo de expansão da Verticale corria o risco de desmoronar por falta de crédito no mercado tradicional.

A solução

Foi exatamente dessa necessidade vital de oxigenar o caixa da própria empresa que nasceu a Finamob. A mudança brusca na fonte de recursos para a habitação forçou Murilo a alterar completamente o seu modelo de atuação.

Há pelo menos uma década, ele já nutria um interesse genuíno pelo mercado de capitais como uma via alternativa de financiamento imobiliário – tendo, inclusive, concluído uma pós-graduação sobre o tema no Brasil em 2015.

Munido desse conhecimento técnico sobre LCIs, CRIs e outras siglas do mercado financeiro, ele decidiu não esperar a tempestade passar. Montou uma lista criteriosa de gestoras sediadas na Faria Lima e foi bater à porta de cada uma delas, com o único objetivo de garantir os recursos que a Verticale precisava para não paralisar suas obras.

A persistência e o modelo de negócio sólido se transformaram em números expressivos: foram cinco captações que, juntas, injetaram R$100 milhões para viabilizar o futuro da construtora.

O mercado, como era de se esperar, não ignorou a movimentação. Conhecidos que estavam à frente de outras construtoras e sofriam com o mesmo aperto de crédito ficaram de olho no feito improvável de Marchesini. Aquilo que era inicialmente um movimento de sobrevivência para a própria empresa revelou-se um modelo de negócios escalável para todo o setor.

Ao criar um mecanismo que conecta o apetite da Faria Lima à necessidade das construtoras regionais em busca de crédito. Em 2024, a Finamob consolidou-se como uma engrenagem vital para o ecossistema.

Na prática, a mecânica da “proptech” funciona movida a uma sigla muito conhecida pelos investidores: o FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios). De forma resumida, trata-se de um veículo que “empacota” dívidas e recebíveis, vendendo cotas no mercado. A Finamob estrutura essas operações de crédito e repassa os recursos para financiar as obras de seus clientes, ganhando um percentual sobre os juros dessa dívida.

Mas, o envolvimento com o negócio de quem está na ponta é tão profundo que, em alguns casos específicos, a startup vai além do papel de credora e entra como sócia minoritária dos empreendimentos, garantindo uma parcela nos lucros do projeto finalizado.

Em apenas um ano, entre 2024 e 2025, o volume de crédito estruturado via FIDCs pela operação saltou de R$88 milhões para R$285 milhões – um salto expressivo de 224%.

A nova meta não é menos agressiva: a expectativa para 2026 é atingir a marca de R$500 milhões em crédito originado, pavimentando de vez a ponte definitiva entre os grandes fundos de investimento e as incorporadoras regionais do país.

Conclusão

No fim das contas, a trajetória da Finamob nos convida a uma reflexão prática e direta. Diante de um gargalo macroeconômico severo, a saída mais fácil teria sido recuar, culpar a alta da Selic e justificar a estagnação. No entanto, o instinto de resolução transformou o que era intransponível até então em uma nova avenida de oportunidades.

Trazendo isso para a nossa Terapia de Ideias de hoje: e você? Tem encarado os entraves do seu setor e as mudanças do mercado apenas como problemas insuperáveis, ou está usando o atrito para desenhar, construir e financiar as novas soluções que todos à sua volta estão precisando?

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Efeito colateral da guerra no Irã: o crescimento dos aluguéis em Londres

 

Os aluguéis nos bairros mais caros de Londres subiram em março, à medida que a demanda de curto prazo de famílias que estão se mudando do Oriente Médio se somou ao impacto de novas regulações iminentes que pressionam a oferta.

O número de novos imóveis listados para aluguel no primeiro trimestre, nas áreas centrais e externas de luxo de Londres, foi 8% menor do que um ano antes, de acordo com dados da Rightmove compilados pela consultoria imobiliária Knight Frank. Ao mesmo tempo, o número de novos potenciais inquilinos aumentou 7%.

Os aluguéis na região central de luxo de Londres — uma área que a Knight Frank define como incluindo códigos postais caros como Kensington e Westminster — subiram 1,2% nos 12 meses até março. Nas zonas externas de luxo, para as quais a consultoria inclui distritos como Battersea e Hampstead, os aluguéis avançaram 2,8%.

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Imóveis de luxo em São Paulo valorizam dez vezes mais que a média em três anos

Período 2023 – 2026 2016 – 2022
Casas de Luxo (MBRAS) 21,70% 7%
Casas em SP (geral) 2% 5,60%
Todos os imóveis SP 3% 1,90%
Fonte: IBVI

Essa valorização contrasta com os indicadores mais amplos da capital. Segundo o Índice FipeZAP, a variação média dos preços de venda residencial na cidade como um todo foi de 4,69% em 2023, 6,56% em 2024 e 4,56% em 2025. 

Em paralelo, dados do Secovi-SP ilustram o avanço paulatino dos lançamentos de padrões mais comuns, cujo preço médio do metro quadrado subiu de R$ 13.652 em 2022 para R$ 18.636 em 2025, sem considerar os imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida.

‘Universo wellness’

Para entender a resiliência e força do segmento premium, mesmo em contextos econômicos desafiadores, é preciso olhar além dos números e observar o que atrai o público deste setor. Em um cenário de escassez de terrenos, essas propriedades ganharam status de reserva de valor de longo prazo e passaram a ser tratadas como ativos patrimoniais estratégicos. 

A demanda é ancorada no “universo wellness”, uma tendência global que prioriza a máxima qualidade de vida e bem-estar dentro do próprio ambiente residencial, segundo a MBRAS.

Os compradores de alto poder aquisitivo buscam a integração entre natureza, lazer e privacidade, o que se reflete na busca por grandes áreas verdes privativas, sofisticada infraestrutura esportiva e espaços destinados a SPA. 

A dinâmica que espelha ícones internacionais como Indian Creek, a ilha privada em Miami apelidada de “Bunker dos Bilionários”, cujas características ditam o padrão observado hoje em redutos paulistanos como Cidade Jardim e Jardim Europa.

As transações imobiliárias mais recentes não foram divulgadas por questão de sigilo de negócios, mas essas regiões abrigam residências de destaque que podem ilustrar a que se refere o segmento premium.

Confira, abaixo, as residências de destaque da curadoria MBRAS, selecionadas a partir de um levantamento técnico baseado em dados de IPTU: 

1. Residência Neoclássica no Cidade Jardim 

Mansão Safra. (Crédito: Wikipedia)

A propriedade no Jardim Everest possui o maior terreno do levantamento, com 21.862 m² de área total e 10.868 m² de área construída. A construção neoclássica de cinco andares foi projetada pelo arquiteto Alain Raynaud e conta com 130 cômodos atendidos por nove elevadores. É a única da seleção que tem um heliponto homologado privado. 

O projeto externo inclui piscina olímpica aquecida e paisagismo de Roberto Burle Marx, inspirado no Palácio de Versalhes. 

2. Museu particular no Jardim Europa

(Crédito: Reprodução/Instagram/@juniocesrinhotim)

Construída em um terreno de 10.000 m² no Jardim Europa, esta residência tem 5.000 m² de área construída e projeto original de 1935, por Jacques Pilon. A estrutura passou por restauro e ampliação na década de 1990 para abrigar um acervo de arte particular que contém desde antiguidades egípcias e arte sacra até mobiliário do período imperial e obras de grandes mestres internacionais. O imóvel era conhecido como “Casa Manchete”, por ter pertencido à família Bloch, fundadora e proprietária do Grupo Manchete (que incluía a TV Manchete e a Revista Manchete). 

3. Residência com ampla fachada no Jardim Europa

Esta unidade no Jardim Europa conta com um terreno de 10.000 m² e área construída de aproximadamente 3.304 m². O diferencial técnico do projeto é a sua fachada horizontal com mais de 80 metros de extensão. A infraestrutura interna é integrada por murais de Di Cavalcanti, enquanto a área externa é equipada para atividades esportivas, com campo de futebol gramado, quadra de tênis oficial e academia de grande porte. A residência pertence a um ex-governador de São Paulo. 

4. Projeto Modernista no Cidade Jardim

No bairro Cidade Jardim há um exemplar de 3.500 m² da arquitetura modernista sobre um terreno de 10.000 m². A construção tem o conceito de “casa suspensa”, apoiada em estruturas metálicas e concreto aparente. Os amplos vãos de vidro permitem a integração visual com a topografia do lote e a preservação da vegetação nativa. O projeto é reconhecido pela execução técnica que prioriza a entrada de luz natural e a ventilação cruzada e hoje abriga um instituto.

Instituto Lina Bo Bardi (Crédito: Reprodução/Instituto Lina Bo Bardi)

5. Residência com Estilo Toscano no Cidade Jardim

Com foco em alta densidade construtiva, esta propriedade possui um terreno de 5.166 m² e uma área construída de 5.053 m². A arquitetura remete ao estilo toscano, com acabamentos em mármore e madeira trabalhada. Os diferenciais técnicos incluem uma adega climatizada com capacidade para 7.000 garrafas. É uma das maiores adegas e uma das mais caras do país. Além de uma galeria interna projetada para abrigar um acervo de cerca de 300 obras de arte, incluindo nomes como Portinari e Volpi.

6. Propriedade no Cidade Jardim

Esta residência no bairro Cidade Jardim possui um terreno de 5.000 m² e 4.500 m² de área construída. Localizada em uma esquina próxima ao Shopping Cidade Jardim, possui um skyline exclusivo para o verde do bairro. A planta foi estruturada com alas independentes para hóspedes e serviços, visando atender recepções corporativas. O sistema de segurança é o diferencial do ativo, contando com monitoramento de nível avançado.

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Startups: CashGO capta R$ 120M via FIDC para virar “banco” das imobiliárias

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  • Visão de mercado

    O novo FIDC amplia a capacidade de funding da companhia. “Esse investimento abre um novo ciclo de crescimento, com mais funding para ampliar o acesso ao nosso produto e fortalecer o ecossistema de imobiliárias parceiras”, diz João Palhares, CEO da CashGO, em nota.

    Sem abrir números específicos, o executivo afirma que a empresa vem dobrando sua carteira ano contra ano e mantendo a inadimplência sob controle. De acordo com João, esse desempenho já se reflete no custo de capital, que caiu pela metade nos últimos dois anos.

    Estimativas da própria CashGO indicam que o Brasil movimenta cerca de R$ 350 bilhões por ano em aluguéis. Nesse cenário, a startup espera crescer até dez vezes nos próximos três anos, combinando a antecipação de aluguéis com novas soluções financeiras para o setor.

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    Larry Ellison Vende Casa em San Francisco por US$ 45 Milhões

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

    O magnata da tecnologia Larry Ellison vendeu sua casa no bairro de Pacific Heights, em San Francisco, por US$ 45 milhões (R$ 242,5 milhões). A informação é do The Wall Street Journal.

    Quarto bilionário mais rico do mundo, dono de uma fortuna estimada em US$ 242 bilhões (R$ 1,3 trilhão), segundo a Forbes, Ellison pagou US$ 3,9 milhões (R$ 21 milhões) pela casa em 1988, quando a adquiriu.

    A venda ocorre dias antes de um revés para ele e sua família. Nesta quarta-feira (7), Ellison e seu filho, David Ellison, que dirige a Paramount, viram a oferta hostil de US$ 108,4 bilhões (R$ 582 bilhões) que fizeram para a aquisição da Warner Bros. ser rejeitada. A empresa anunciou que continuará as tratativas para fechar o acordo de US$ 82,7 bilhões (R$ 445,7 bilhões) proposto pela Netflix.

    O portfólio de casas de Ellison

    O imóvel vendido por Ellison a um comprador cuja identidade não foi revelada tem 1.000 metros quadrados e foi construído pelo arquiteto William Wurster em 1958, segundo o The Wall Street Journal.

    Na década de 1980, Ellison reformou a casa e instalou grandes janelas com vista para a ponte Golden Gate e a baía de São Francisco.

    Entre os vizinhos da rua onde fica o imóvel estão nomes como Jensen Huang, da Nvidia, e Laurene Powell Jobs, viúva do cofundador da Apple, Steve Jobs. Laurene, que preside a Emerson Collective, mora ao lado da casa que pertencia a Ellison.

    A residência é apenas uma das várias propriedades do cofundador da Oracle. Conhecido também por seu apetite por adquirir imóveis de alto padrão, ele é dono de uma mansão de 5.868 metros quadrados, com 365 metros de litoral, em Palm Beach, adquirida em 2022 por US$ 173 milhões (R$ 932 milhões) do bilionário da tecnologia Jim Clark. Foi a venda de uma casa mais cara da história do estado da Flórida.

    No ano passado, Ellison comprou um resort de luxo na Flórida, com 309 quartos, por US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão), segundo revelou a Forbes.

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    Os 5 Bairros Com o Metro Quadrado Mais Caro do Brasil

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

    O mercado imobiliário residencial brasileiro encerrou 2025 com um desempenho sólido, consolidando uma trajetória de crescimento acima dos principais indicadores de inflação. Segundo o Índice FipeZAP, que acompanha o preço de venda em 56 cidades brasileiras, o ano fechou com alta acumulada de 6,52%, superando a previsão da inflação oficial medida pelo IPCA, que avançou 4,46% até novembro de 2025, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    O resultado do FipeZap relativo a 2025 representa a segunda maior variação anual dos últimos 11 anos, superada apenas pelo recorde registrado em 2024, quando os preços avançaram 7,73%. O índice é desenvolvido por meio de uma parceria entre a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e o Grupo OLX, e acompanha a variação dos preços de venda de imóveis residenciais no Brasil.

    Enquanto a média nacional manteve um ritmo consistente de valorização, um grupo selecionado de bairros nobres em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte apresentou um descolamento relevante da média geral, com altas que chegaram a mais do que o dobro do índice nacional.

    Os mais valorizados

    A pesquisa mostra que o eixo Rio-São Paulo segue concentrando os metros quadrados mais caros do Brasil, mas também evidencia a ascensão de bairros valorizados em outras capitais.

    Com base nos dados de dezembro de 2025, os endereços com os maiores preços médios por metro quadrado são:

    • Leblon (Rio de Janeiro): R$ 25.717;
    • Ipanema (Rio de Janeiro): R$ 25.302;
    • Itaim Bibi (São Paulo): R$ 19.468;
    • Pinheiros (São Paulo): R$ 18.355;
    • Savassi (Belo Horizonte): R$ 18.053.

    O principal destaque do levantamento de 2025 não é apenas o elevado valor absoluto desses imóveis, historicamente superior ao de outras regiões, mas a velocidade de valorização em comparação com o restante do mercado.

    Enquanto a média das 56 cidades monitoradas subiu 6,52%, alguns desses bairros registraram altas de dois dígitos. Foi o caso da Savassi, em Belo Horizonte, que apresentou valorização de 13,2% no ano, mais que o dobro da média nacional.  

    Em seguida, Ipanema, no Rio de Janeiro, registrou alta de 12,5% no período de 12 meses. Mesmo o Leblon, que há décadas ostenta o título de metro quadrado mais caro do Brasil, manteve um desempenho robusto em 2025, com valorização de 6,6%, avançando acima da média nacional.

    Em São Paulo, o Itaim Bibi registrou valorização de 5,9%, abaixo da média nacional, e Pinheiros teve uma evolução bem mais contida, com alta de 2,7%.

    Cidades do sul reúnem os maiores valores

    Todas as 56 cidades monitoradas pelo índice apresentaram aumento de preços ao longo do ano. Em dezembro, o valor médio nacional de venda residencial atingiu R$ 9.611 por metro quadrado.

    Outro ponto relevante destacado pelo levantamento é a preferência por unidades compactas. Os imóveis de um dormitório lideraram a valorização anual, com alta de 8,05%, além de apresentarem o maior preço médio do metro quadrado do país, de R$ 11.669/m².

    No comparativo de 2024 e 2025, o ranking das cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil ficou inalterado, consolidando o domínio absoluto do litoral de Santa Catarina e da capital capixaba no topo da pirâmide imobiliária.

    Balneário Camboriú (SC) encerrou o ano de 2025 na liderança isolada com o valor médio de R$ 14.906 o metro quadrado, seguido por Itapema (SC), com R$ 14.843. Vitória (ES) atingiu R$ 14.108, seguida por Itajaí (SC), com R$ 12.848, e Florianópolis (SC), com preço do metrô quadrado em R$ 12.773.

    A valorização dessas cidades “premium” superou significativamente a alta média nacional de 6,52% registrada pelo Índice FipeZAP em 2025. O destaque nominal foi a cidade de Vitória, que obteve um avanço de R$ 1.821 por metro quadrado em apenas doze meses, o que representa uma valorização anual de 15,13%.

    Mercado imobiliário em alta

    No campo econômico, o mercado imobiliário passou a se consolidar como uma alternativa defensiva para o investidor. A alta de 6,52% do Índice FipeZAP superou tanto o IPCA, que avançou 4,46% (segundo prévio de novembro), quanto o IGP-M, que recuperou 1,05% no mesmo período, segundo dados da FGV.

    Dados preliminares de 2025 da B3 indicam que o bom desempenho do setor não se limita aos preços dos imóveis, alcançando também o mercado de capitais. 

    O Ifix , índice que acompanha os fundos imobiliários, acumulou valorização de cerca de 17,5% no ano, enquanto o Imob (Índice Imobiliário) avançou expressivos 72%.

    O segmento residencial de luxo e superluxo foram os principais destaques de 2025. O VGV (Valor Geral de Vendas) avançou mais de 120%, alcançando R$ 37,1 bilhões, enquanto o VGV vendido cresceu quase 90%, somando R$ 34,3 bilhões, segundo dados da Brain Inteligência Estratégica.

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