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Dubai Bate Recorde Com 500 Imóveis Vendidos Acima De US$ 10 Milhões Em 2025

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O mercado residencial de luxo de Dubai fechou 2025 em um patamar inédito e consolidou o emirado como um dos principais destinos globais para imóveis de altíssimo padrão. Durante o ano passado, foram registradas 500 vendas acima de US$ 10 milhões (R$ 53,7 milhões), incluindo 68 transações superiores a US$ 25 milhões (R$ 134,25 milhões), segundo levantamento da consultoria imobiliária internacional Knight Frank.

O desempenho ganhou ainda mais força no fim do ano. Apenas no quarto trimestre, 143 imóveis foram vendidos por valores acima de US$ 10 milhões, alta de 39% em relação ao trimestre anterior. Com isso, o volume financeiro do segmento alcançou US$ 9,05 bilhões (R$ 48,63 bilhões) em 2025, um avanço de 27,7% na comparação com 2024. 

Para Faisal Durrani, sócio e diretor de pesquisa da Knight Frank para o Oriente Médio e Norte da África, os números confirmam a transformação de Dubai em um polo global para indivíduos de altíssimo patrimônio. Segundo ele, a combinação entre qualidade de vida, infraestrutura de padrão internacional e investimentos estratégicos do governo tem atraído compradores da região e de diferentes partes do mundo interessados não apenas em investir, mas em fixar residência no emirado. 

A ascensão é expressiva.Em apenas cinco anos, Dubai passou de 30 vendas acima de US$ 10 milhões, em 2020, para 500 transações em 2025, tornando-se o mercado mais ativo do mundo nesse segmento. No recorte mais exclusivo, acima de US$ 25 milhões, o crescimento foi de 45% em relação ao ano anterior, quando foram vendidas 46 unidades. 

Comunidades de luxo puxam a demanda 

O avanço do mercado está diretamente ligado ao sucesso de comunidades residenciais que combinam lazer, segurança e conveniência em ambientes integrados. “O mercado residencial de Dubai se diferenciou de cidades regionais e de muitos outros destinos globais importantes pela criação de comunidades que integram lazer, segurança e conveniência em ecossistemas autossuficientes”, afirma Will McKintosh, sócio regional e diretor do setor residencial para o Oriente Médio e Norte da África da Knight Frank.

Entre essas áreas, a Palm Jumeirah manteve a liderança no quarto trimestre de 2025, com 28 vendas acima de US$ 10 milhões. Logo atrás apareceu a Palm Jebel Ali, ainda em desenvolvimento e com entrega prevista para 2028, que somou 22 transações. La Mer (16), Jumeirah 2 (13) e Tilal Al Ghaf (9) completaram o ranking das comunidades mais valorizadas no período. 

Mesmo ainda em fase de consolidação, a Palm Jebel Ali chama atenção. Com área 50% maior do que a Palm Jumeirah, o projeto vem se firmando como um dos principais destinos para compradores em busca de imóveis de alto padrão à beira-mar. “Os números de vendas de 2025 são um indicativo de seu alto potencial e da crescente demanda dos compradores mais ricos por imóveis de primeira linha à beira-mar e pelo luxuoso estilo de vida de Dubai”, analisa McKintosh.

Venda recorde e mercado mais maduro 

A transação mais cara do quarto trimestre ocorreu em Business Bay, onde uma cobertura de seis quartos no empreendimento Bugatti Residences by Binghatti foi vendida por US$ 149,7 milhões (R$ 803,9 milhões). O imóvel de 4.385 metros quadrados estabeleceu um novo recorde para coberturas nos Emirados Árabes Unidos, superando a marca anterior registrada em 2023 na Palm Jumeirah, a de um imóvel de 2.044 metros quadrados.

Cobertura do Bugatti Residences by Binghatti foi o imóvel mais caro vendido em Dubai em 2025, US$ 149,7 milhões

Ainda segundo o relatório da Knight Frank, o atual ciclo imobiliário reflete uma mudança estrutural no perfil dos compradores. Cada vez mais, o mercado é sustentado por usuários finais, famílias e indivíduos que adquirem imóveis para morar, e não apenas por investidores especulativos. Esse movimento contribui para um cenário mais estável e previsível. “Acreditamos que a volatilidade associada aos booms especulativos anteriores é menos provável nesta nova era de residência consolidada”,  afirma Durrani.

Após uma valorização de 194% desde o fim de 2020, o ritmo de alta dos preços começa a desacelerar, ainda que permaneça positivo. Para 2026, a expectativa da consultoria é de um crescimento adicional de 3% no segmento de luxo.

Brasileiros podem ter ajudado no desempenho 

Embora o relatório da Knight Frank não detalhe a nacionalidade dos compradores de imóveis de luxo em Dubai, a tendência é que parte desse movimento tenha origem no Brasil. “Temos visto uma procura muito grande de brasileiros”, afirma Leonardo Leão, CEO e fundador do Leao Group, empresa que atua como consultoria jurídica internacional especializada em imigração, com presença em diversas regiões do mundo, incluindo Dubai.

Esse movimento também se reflete no apetite dos investidores pelo mercado local. Dados do Difc (Dubai International Financial Centre), o Centro Financeiro Internacional de Dubai, indicam o registro de 120 escritórios familiares que, juntos, administram cerca de US$ 1,2 trilhão (R$ 4,48 trilhões).

O Difc também aponta crescimento de 33% na criação de entidades de gestão de patrimônio familiar, alta de 51% no número de fundações e avanço de 50% na quantidade de fundos de hedge. Embora o centro financeiro não detalhe a origem dos recursos, brasileiros fazem parte desse fluxo. Segundo dados da plataforma MH/Q, especializada em patrimônio privado de famílias de alta renda, cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 8,1 bilhões) em recursos brasileiros já foram estruturados em Dubai, conforme levantamento publicado pela Forbes no fim do ano passado. Um dos produtos de investimento mais demandados por esse público são os imóveis.

“Eu mesmo estou finalizando meu processo de Golden Visa porque adquiri dois imóveis”, diz Leão.

Entre os fatores que tornam o país atrativo para investimentos imobiliários, o executivo destaca as isenções de impostos para pessoas físicas, incluindo tributos sucessórios e sobre ganho de capital, além da estabilidade econômica assegurada pela família real.

O Golden Visa mencionado por Leão é concedido a investidores que aplicam a partir de 2 milhões de dirhams (AED), o equivalente a US$ 544 mil (R$ 2,93 milhões). Segundo ele, o investidor se torna elegível ao programa ao desembolsar cerca de 20% do valor do imóvel ainda durante a fase de construção.

Outro fator que ajuda a explicar o interesse crescente de brasileiros por imóveis em Dubai é a valorização média anual de até 20% em projetos ainda na planta. Leão ressalta ainda que o controle de terras no emirado é bastante rígido, o que contribui para a escassez de unidades. “Dubai vive um cenário de oferta limitada. Escassez gera valorização, é uma questão de oferta e demanda”, afirma Leão.

 

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Reforma Tributária Deve Reforçar Valor dos Shoppings de Alta Renda

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A reforma tributária que passou a vigorar no Brasil a partir de 1º de janeiro começa a redesenhar o sistema de impostos sobre consumo no país. A proposta é substituir um conjunto considerado complexo de tributos, como PIS, Cofins e ISS, pelo IVA (Imposto sobre Valor Agregado), concentrando a cobrança no consumo final e ampliando a previsibilidade para empresas e investidores.

É nesse contexto que o setor de shoppings volta ao centro da discussão imobiliária. Relatórios divulgados nesta segunda-feira (13) por Itaú BBA e Santander indicam que a mudança no sistema tributário não deve ser analisada apenas pelo viés fiscal. Na avaliação dos bancos, a reforma tende a reforçar um movimento estrutural que já vinha se consolidando no mercado brasileiro, a valorização dos shoppings premium.

Segundo o Itaú BBA, a reforma tributária provavelmente elevará a carga tributária de um setor formado majoritariamente por operadores menores, que hoje se beneficiam de regimes mais favoráveis. Ao mesmo tempo, o banco avalia que os grandes operadores listados estão em posição mais sólida para atravessar esse novo ciclo. “Vemos os shoppings listados na bolsa brasileira como estruturalmente mais bem preparados para navegar nessa próxima fase de evolução e emergir ainda mais consolidados”, escrevem os analistas.

A leitura do Itaú BBA é de que, após décadas de forte expansão da ABL (Área Bruta Locável), o espaço para novos empreendimentos tornou-se mais restrito, sobretudo nas grandes cidades. Com isso, o setor entrou em uma fase de maturidade, em que a criação de valor deixou de estar associada à expansão física e passou a depender, principalmente, da qualidade dos ativos.

Nesse ambiente, a geração de valor está cada vez mais ligada à consolidação do setor, à reciclagem de portfólio e à capacidade de crescimento real de aluguel. Ganham destaque, nesse contexto, os shoppings classificados como Tier 1 e Tier 2. Na definição adotada pelo Itaú BBA, esses ativos são dominantes em suas regiões, contam com localização privilegiada, alto fluxo de consumidores, vendas por metro quadrado acima da média e mix de lojas mais qualificado, além de atributos relacionados ao design e à atratividade do empreendimento.

Por funcionarem como referência comercial local, esses shoppings tendem a atravessar ciclos econômicos adversos com maior estabilidade. Já ativos de menor qualidade mostram maior sensibilidade à concorrência e à desaceleração da atividade econômica. A exposição à alta renda aparece como um dos principais diferenciais dos ativos mais fortes.

O Itaú BBA destaca que shoppings premium historicamente preservam níveis elevados de ocupação e conseguem repassar inflação ao longo do tempo. Um exemplo citado no relatório é o da Iguatemi, onde as vendas de marcas internacionais de luxo cresceram a uma taxa anual de 17% entre 2019 e 2025, desempenho superior ao observado em outras categorias e que contribui para sustentar aumentos reais de aluguel.

Efeitos da reforma tributária

Enquanto o Itaú BBA analisa a estrutura do setor, o Santander se concentra nos efeitos da reforma tributária sobre esse novo desenho. No relatório “Brazil Malls VAT Tax Reform”, o banco detalha a transição para o sistema de IVA, composto por CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), cuja implementação mais efetiva começa em 2027.

A principal mudança, segundo o Santander, é que o imposto deixa de ser descontado diretamente da receita dos operadores e passa a ser cobrado do consumidor final. Embora o setor imobiliário conte com um regime especial, que prevê desconto de 70% sobre a alíquota padrão do IVA, o impacto da reforma não será homogêneo.

O Santander aponta que empresas no regime de lucro real, como Multiplan e Iguatemi, tendem a se beneficiar, já que atualmente pagam 9,25% de PIS e Cofins e devem observar redução na carga efetiva sobre as receitas de aluguel.

Por outro lado, o banco chama atenção para os lojistas, especialmente os enquadrados no Simples Nacional, que representam cerca de 80% do mix de lojas e terão menor capacidade de compensar créditos tributários. “No caso de inquilinos sob o regime do Simples que optam por não aderir ao sistema de IVA, acreditamos que aqueles localizados em ativos expostos à classe de renda mais alta devem ter maior propensão a absorver o novo imposto, dado que os consumidores finais têm poder de compra para acomodar eventuais aumentos de preços durante a fase de implementação”, escrevem os analistas do Santander.

Ainda segundo o Santander, ativos com maior produtividade de vendas e público de renda mais elevada têm mais condições de repassar o novo imposto integralmente, alcançando o chamado cenário bull. Shoppings premium, por atenderem consumidores menos sensíveis a preço, tendem a atravessar a transição com menor impacto sobre ocupação e rentabilidade.

Impacto do comércio eletrônico e FIIs

A mesma lógica ajuda a explicar a resiliência dos ativos dominantes diante do avanço do comércio eletrônico. O Itaú BBA observa um movimento de “fuga para a qualidade”. Mesmo com o aumento da participação do e-commerce no Brasil nos últimos anos, os shoppings listados ampliaram sua fatia nas vendas totais do varejo, reforçando seu papel como centros de conveniência, serviços e experiência.

Com o setor mais maduro, a geração de valor também passa por estratégias financeiras. O Itaú BBA destaca a reciclagem de ativos por meio dos FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário), com a venda de participações minoritárias para destravar capital, reduzir alavancagem ou financiar expansões nos ativos mais rentáveis. A Allos tem sido uma das protagonistas desse movimento, ao vender participações em diversos shoppings recentemente.

Além disso, o novo regime tributário tende a estimular investimentos em capex, ao permitir o creditamento de impostos sobre obras e reformas. Para shoppings premium, onde a modernização contínua faz parte da estratégia de preservação de valor, esse mecanismo funciona como mais um reforço competitivo.

No fim, os relatórios do Itaú BBA e do Santander convergem na mesma conclusão. A reforma tributária não cria uma nova tese para o setor de shoppings, mas acelera tendências já em curso. Em um mercado mais competitivo e menos expansivo, ativos dominantes, bem localizados e voltados à alta renda entram nesse novo ciclo em posição mais favorável. O sistema de impostos muda, mas os fundamentos do real estate permanecem: qualidade do ativo, localização e público seguem como os principais motores de valor.

Ou, nas palavras dos analistas do Santander, “acreditamos que quanto mais robusto for o portfólio, a produtividade de vendas e o crescimento apresentado por cada ativo individual, maior será o poder de negociação do operador do shopping, maximizando os ganhos potenciais decorrentes da concretização da reforma do IVA”.

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Trump Anuncia Programa de US$ 200 Bilhões para Tentar Reduzir Juros Imobiliários nos EUA

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O presidente Donald Trump anunciou o lançamento de um programa de compra de títulos hipotecários no valor de US$ 200 bilhões (R$ 1,074 trilhãõ) , com o objetivo de reduzir as taxas de juros dos financiamentos imobiliários nos Estados Unidos.

A iniciativa, anunciada na última quinta-feira (8^) foi apresentada como uma resposta ao problema da acessibilidade econômica, tema que o próprio Trump já havia classificado anteriormente como uma “farsa” criada pelos democratas.

Segundo o presidente, o programa deve contribuir para a queda das taxas de hipoteca e para a redução dos pagamentos mensais das famílias.

Trump afirmou que a medida faz parte de um conjunto de ações voltadas à retomada da acessibilidade no mercado imobiliário. Bill Pulte, diretor da agência federal de financiamento imobiliário indicada por Trump, disse ao Financial Times que as compras de títulos serão realizadas pela Fannie Mae e pela Freddie Mac e não dependerão de aprovação do Congresso.

Mantendo a estratégia habitual da Casa Branca, Pulte atribuiu a atual crise imobiliária à gestão do ex-presidente Joe Biden. “Vamos usar toda a força da Fannie Mae para reverter os danos que Biden causou nos últimos quatro anos”, afirmou ao Financial Times. Segundo ele, as ações incluirão, entre outras medidas, compras estratégicas e de grande porte de títulos hipotecários.

Veto a grandes investidores

Ainda na semana passada,  Trump afirmou que está tomando medidas imediatas para proibir que grandes investidores institucionais comprem novas casas unifamiliares nos Estados Unidos. Ele disse ainda que pedirá ao Congresso que formalize a iniciativa em lei.

Segundo Trump, a proposta é uma resposta direta ao aumento expressivo dos preços dos imóveis, que ele atribui à “inflação recorde causada por Joe Biden e pelos democratas no Congresso”.

Nos últimos anos, investidores institucionais passaram a comprar casas em larga escala para aluguel, uma estratégia que, segundo defensores da habitação, contribuiu para a elevação dos preços e para a redução da oferta de imóveis em algumas regiões.

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Como Esta Cidade dos EUA Virou Imã de Bilionários Há Um Século

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Newport, em Rhode Island (EUA), não é apenas um destino de verão. É um lugar onde poder e legado americanos criaram uma composição harmoniosa de história e culturas. Desde suas origens — construídas à custa do trabalho escravizado e do esforço contínuo de imigrantes irlandeses — até as opulentas mansões da Era Dourada erguidas pelos magnatas industriais do século 19, não há destino de luxo no mundo exatamente igual a Newport.

Para entender por que os ultrarricos continuam vivendo e passando férias ali, enquanto turistas e navegadores chegam em busca de um vislumbre desse estilo de vida singular, é preciso compreender o tecido econômico, cultural e histórico da cidade.

Entre os ultrarricos, Newport não conhece tranquilidade há mais de um século. Diferentemente de Hamptons, Martha’s Vineyard, Cape Cod e Nantucket, Newport prospera também fora da alta temporada, o que a distingue claramente desses destinos. Segundo o VisitNewportRI.org, a demanda ao longo do ano continua crescendo, inclusive durante os meses de inverno.

Discover NewportO Salão Dourado da Marble House deslumbra como um dos interiores mais opulentos da Era Dourada, com suas paredes douradas e design de inspiração francesa concebidos como uma vitrine da riqueza da era Vanderbilt

Sob seu charme náutico e despretensioso, está um destino definido pelo legado: da arquitetura da Era Dourada e das raízes imigrantes aos portfólios imobiliários contemporâneos e clubes com acesso restrito. O old money encontra uma cultura duradoura — e um lobster roll nunca está longe.

Onde vivem os bilionários em Newport, Rhode Island

Além da famosa Bellevue Avenue, fica uma grande residência privada originalmente conhecida como On The Rocks, hoje chamada Misty Gray. A história por trás da casa nunca foi totalmente contada. Ela foi construída pelo cirurgião, advogado e general da Força Aérea Don S. Wenger e sua esposa, Mary. Entre muitos feitos, Wenger foi o médico militar de voo dos sete primeiros astronautas. O casal era membro da Bailey’s Beach e parte do tecido social de elite de Newport no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980.

Getty ImagesOriginalmente chamada de On The Rocks, esta propriedade foi construída pelo General e pela Sra. Don S. Wenger

A residência privada inaugurou uma tendência ainda rara: casas construídas diretamente sobre as rochas. A decisão transformou para sempre o mercado imobiliário à beira-mar de Newport. Os Wenger construíram diretamente nos penhascos ao longo da Ocean Drive, estabelecendo um novo padrão de ousadia arquitetônica e engenharia costeira. Hoje, a casa fica ao lado da Seafair — antes pertencente à herdeira bancária Verna Cook Salmons e atualmente parte do mercado imobiliário ultraluxuoso — atraindo investidores de grande porte para a costa sul de Newport.

Newport abriga ao menos três bilionários conhecidos:

Larry Ellison

Desde 2010, o cofundador da Oracle, Larry Ellison, é proprietário da Beechwood Mansion. Antes pertencente à família Astor e aberta para visitas privadas nos anos 1980, a propriedade foi ampliada por Ellison com a compra de imóveis contíguos no mesmo complexo — incluindo a casa conhecida como Seacliff, adquirida em 2019 por cerca de US$ 11 milhões — consolidando o que havia sido uma propriedade de nove acres da família Astor.

Uma entidade ligada a Ellison também apresentou planos para uma nova mansão de 15 mil pés quadrados no histórico terreno Summerwind, com custo estimado em US$ 39,5 milhões. Ex-sede da America’s Cup, Newport também atende ao principal hobby esportivo de Ellison: a vela.

Getty ImagesA Mansão Beechwood de Larry Ellison é uma extensa propriedade da Era Dourada com vista para o porto de Newport

Stephen Schwarzman

Stephen Schwarzman, presidente e CEO do fundo de private equity Blackstone, é dono da Miramar Mansion, uma residência neoclássica francesa de 30 mil pés quadrados, situada em um terreno de 7,8 acres na Bellevue Avenue.

Mark Walter

CEO da Guggenheim Partners, Mark Walter é coproprietário do Los Angeles Dodgers e do Los Angeles Lakers. Quando não está na Costa Oeste, ele pode ser encontrado em uma de suas duas mansões na Bellevue Avenue — localizadas em ambos os lados da propriedade de Schwarzman.

Mansões históricas

Muitos moradores locais conseguem rastrear sua linhagem até períodos específicos da história de Newport, que remonta ao século 18. A escravidão não foi legalmente proibida em Rhode Island até 1843. Ondas de imigrantes irlandeses chegaram em meados do século 19, muitos deles responsáveis pela construção das mansões opulentas que ainda hoje definem a paisagem da cidade. O Naval War College, fundado em 1884, trouxe gerações de militares a Newport. Essas camadas históricas seguem vivas por meio de seus descendentes.

O capítulo da história de Newport que mais atrai turistas é a Era Dourada, quando fortunas industriais se encontraram com gostos aristocráticos de inspiração europeia, criando um legado cultural duradouro. Algumas das famílias mais ricas dos Estados Unidos — como Vanderbilt, Astor, Berwind e Wetmore — passaram a frequentar Newport no fim do século 19, transformando a tranquila cidade litorânea em um playground de opulência inimaginável.

Algumas dessas residências permanecem de pé como cápsulas do tempo, oferecendo um olhar íntimo sobre a vida do primeiro “1%” americano.

The Breakers – Newport, RI

Getty ImagesThe Breakers, em Newport, Rhode Island, é a casa de verão da família Vanderbilt. A casa foi construída entre 1893 e 1895

O The Breakers, “cottage” de verão da família Vanderbilt em estilo renascentista italiano, foi encomendado por Cornelius Vanderbilt II em 1893. Por dentro, os salões brilham com folhas de ouro, mármore e vidro de Murano. Do lado de fora, 70 acres à beira-mar criam o cenário ideal para festas no jardim e eventos privados. Visitas privadas estão disponíveis diariamente, das 8h às 17h, a partir de US$ 1.500 por uma hora (duas horas são o ideal para apreciar plenamente a história e os detalhes arquitetônicos).

O tour The Breakers Third Floor Preservation in Progress oferece acesso raro às áreas onde viviam funcionários durante o auge da Era Dourada. “É uma experiência guiada e limitada, que inclui quartos, banheiros e espaços de lazer usados pela família Vanderbilt e pela equipe doméstica por mais de um século”, afirmou Bill Tavares, gerente de comunicação da Preservation Society of Newport, em e-mail. “É uma experiência muito diferente do tour padrão”, acrescentou.

The Elms – Newport, RI

Getty ImagesO exterior de The Elms, uma grandiosa mansão da Era Dourada inspirada em um castelo francês do século XVIII, destaca-se como uma das mais elegantes obras arquitetônicas de Newport

O The Elms foi a residência de verão de Edward Julius Berwind, magnata do carvão conhecido por seu espírito empreendedor. Inspirada em um castelo francês do século XVIII, a mansão foi equipada com um dos primeiros sistemas elétricos residenciais durante sua construção (1898–1901). Cercada por jardins formais, terraços e fontes, abriga uma impressionante coleção de pinturas, esculturas e tapeçarias.

Rosecliff – Newport, RI

Getty ImagesA piscina e a estátua da mansão Rosecliff

Com vista para o Oceano Atlântico, a Rosecliff foi encomendada em 1899 pela herdeira da prata Theresa Fair Oelrichs e inspirada no Grand Trianon, retiro de jardim dos reis franceses em Versalhes. O filme O Grande Gatsby (1974) teve várias cenas gravadas ali.

Bilionários, clubes exclusivos e círculos sociais

Apesar da democratização das viagens, Newport mantém hierarquias sociais bem definidas. Embora acessível, seus círculos mais exclusivos continuam restritos. As profundas camadas culturais acumuladas ao longo dos séculos ainda estão presentes.

Famílias tradicionais como Rooney, O’Brien e Barrett — ligadas à política local e ao desenvolvimento inicial da cidade — seguem influentes, seja como proprietárias de terrenos valiosos, seja à frente de negócios históricos.

Getty ImagesNão estranhe ao ver centenas de iates no porto de Newport

Gooseberry Beach
O terreno que hoje abriga a Gooseberry Beach foi doado em 1880 por John Alfred Hazard ao Newport Hospital. Nos anos 1950, moradores locais compraram a área e a transformaram em um clube de praia privado. Ainda funciona por associação, mas oferece passes diários para não membros.

The Reading Room
Fundado em 1854, o The Reading Room é um dos clubes masculinos mais tradicionais da cidade, preservando silenciosamente a hierarquia social dos verões da Era Dourada.

Bailey’s Beach (Spouting Rock Beach Association)
Ainda hoje um clube privado e exclusivo, com acesso hereditário e raramente transferido. Vanderbilts e Astors estiveram entre seus membros.

The Clambake Club
Fundado em 1895, celebra tradições costeiras em encontros longe do olhar público. Entre seus primeiros membros estavam Oliver Belmont e William Kissam Vanderbilt. Em 1995, foi incluído no Registro Nacional de Lugares Históricos.

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Nova Zelândia Libera Compra de Imóveis para Quem Investir R$ 15 Milhões no País

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O governo da Nova Zelândia decidiu flexibilizar, após sete anos, as regras para a compra de imóveis por estrangeiros e permitirá que investidores obtenham residência no país por meio da aquisição ou construção de propriedades avaliadas em, no mínimo, NZ$ 5 milhões (essa quantia de dólares neozanlandes equiva a cerca de R$ 15,35 milhões).

Com isso, sonho neozelandês volta à mesa para investidores de altíssimo patrimônio e com mobilidade global. A mudança, anunciada de forma discreta às vésperas do Natal de 2025, cria uma exceção à proibição imposta em 2018 e deve entrar em vigor no início de 2026, após a conclusão das etapas regulatórias.

A flexibilização, no entanto, está longe de configurar uma reabertura ampla do mercado imobiliário neozelandês. O acesso será restrito a investidores que participem do programa de visto Active Investor Plus, que exige um aporte mínimo de NZ$ 5 milhões ao longo de um período de três anos.

Mesmo nesse formato, seguem vedadas aquisições de terras agrícolas, propriedades rurais e áreas classificadas como sensíveis pelas autoridades locais. Para o primeiro-ministro Christopher Luxon, a medida representa um “meio-termo” entre a atração de capital estrangeiro e a proteção do mercado doméstico.

O foco da política está deliberadamente concentrado no segmento mais alto do mercado. Imóveis avaliados acima de NZ$ 5 milhões correspondem a menos de 1% do estoque residencial do país e se situam muito acima do valor médio de uma residência na Nova Zelândia, atualmente em torno de US$ 460 mil (R$ 2,47 milhões).

Na prática, o alvo são ativos de perfil excepcional, frequentemente localizados em destinos turísticos consolidados ou em áreas de forte apelo paisagístico.

Regiões como Queenstown ilustram bem esse universo. Cercada por montanhas e lagos, a cidade abriga propriedades que vão de chalés alpinos com acesso a atividades como heliski e pesca esportiva a residências históricas restauradas, com jardins extensos, galerias privadas e infraestrutura de lazer de alto padrão.

Trata-se de um mercado voltado menos à moradia convencional e mais à preservação de patrimônio e estilo de vida. Esse estilo de vida, aliás, segue sendo um dos principais ativos do país.

Em 2024, a Nova Zelândia ocupou a nona posição no ranking dos Melhores Países da US News & World Report, com destaque para indicadores de qualidade de vida, estabilidade institucional e oferta de experiências ao ar livre, fatores especialmente valorizados por investidores globais de alta renda.

Americanos são os mais interessados

Os números iniciais sugerem que a demanda existe. Até meados de dezembro, quase 500 candidaturas haviam sido apresentadas no âmbito do programa Active Investor Plus, somando mais de NZ$ 770 milhões (R$ 2,36 bilhões) em capital comprometido.

Investidores dos Estados Unidos lideram as inscrições, seguidos por candidatos da China, segundo dados divulgados pelo governo.

Sete anos após fechar suas portas ao capital imobiliário estrangeiro, a Nova Zelândia sinaliza uma reaproximação cautelosa com investidores globais. O recado é claro: o país está novamente aberto, mas apenas para quem pode pagar o preço de entrada.

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Arábia Saudita Abre Mercado Imobiliário a Estrangeiros Com Investimento Mínimo Elevado

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A partir de 21 de janeiro, entra em vigor um decreto real da Arábia Saudita que, na prática, abrirá o mercado imobiliário para estrangeiros. Atualmente, apenas cidadãos sauditas podem adquirir propriedades no país.

A mudança ocorre em um momento específico. O mercado imobiliário de Dubai enfrenta seu primeiro ajuste relevante de oferta em uma década, após um ciclo prolongado de valorização. Ao permitir a entrada de capital estrangeiro agora, a Arábia Saudita sinaliza que não pretende simplesmente copiar o modelo de Dubai, mas ocupar um espaço próprio na disputa por investidores.

O decreto real M/14 substitui a legislação de 2000 e autoriza indivíduos, empresas e fundos não sauditas a adquirir direitos de propriedade, usufruto ou servidão em áreas que ainda serão definidas pela Autoridade Geral de Imóveis. Para determinadas atividades, será exigido um investimento mínimo de 30 milhões de riais sauditas (R$ 43,2 milhões). Transações fora dessas regras não poderão ser registradas em cartório, o que cria uma barreira objetiva à especulação de menor porte.

Esse movimento ocorre enquanto Dubai começa a lidar com os efeitos de sua própria expansão. Os preços residenciais no emirado subiram cerca de 60% entre 2022 e o início de 2025. Agora, com a entrada prevista de aproximadamente 210 mil novas unidades entre 2025 e 2026, a agência Fitch projeta uma correção de preços de até 15%.

A questão central, portanto, não é a capacidade da Arábia Saudita de atrair investimentos imobiliários, mas o tipo de investidor que o país pretende atrair. Ao impor valores mínimos elevados, limitar zonas de compra e manter forte alinhamento cultural, o decreto direciona o mercado a famílias muçulmanas, cidadãos do Conselho de Cooperação do Golfo e investidores que valorizam proximidade religiosa junto ao retorno financeiro.

É uma escolha clara, diferente do capital cosmopolita e altamente móvel que impulsionou Dubai ao longo das últimas quatro décadas.

Dois mercados, duas estratégias

A nova política saudita avança justamente quando Dubai entra em uma fase de reequilíbrio. Em outubro de 2025, os preços médios no emirado chegaram a 18.120 dirhams por metro quadrado (R$ 26,8 mil), praticamente o dobro do valor registrado cinco anos antes. Em áreas como Palm Jumeirah, vilas de alto padrão superaram 73 milhões de riais sauditas (R$ 105 milhões). No primeiro semestre de 2025, foram registradas 125.538 transações, um volume elevado que agora pressiona a oferta.

Em comparação, imóveis no centro de Riad custam cerca de US$ 2.664 por metro quadrado (R$ 14,3 mil), um desconto nominal de aproximadamente 65% em relação aos US$ 7.602 por metro quadrado de Dubai (R$ 40,8 mil). A diferença é expressiva, embora comparações diretas exijam cautela, já que os mercados têm níveis distintos de maturidade, infraestrutura e perfil de demanda.

O desempenho do setor imobiliário saudita já aparece nos números de investimento. No primeiro trimestre de 2025, o país recebeu 22,2 bilhões de riais sauditas em Investimento Estrangeiro Direto (R$ 32 bilhões), alta de 44% na comparação anual. O setor responde por cerca de 5% a 6% do PIB não petrolífero, com transações que somaram US$ 29 bilhões (R$ 156 bilhões), segundo a CBRE, maior empresa do mundo em serviços e investimentos imobiliários comerciais. O avanço reforça o papel do mercado imobiliário na estratégia da Visão 2030 de reduzir a dependência do petróleo.

Esse posicionamento também fica claro no programa de residência premium. Para obtê-lo, é necessário investir ao menos 4 milhões de riais sauditas em imóveis (R$ 5,8 milhões). O valor é o dobro dos 2 milhões de dirhams exigidos pelo Visto Dourado dos Emirados Árabes Unidos (R$ 3 milhões). A diferença não é casual. Ela indica que a Arábia Saudita busca um público específico, disposto a pagar mais em troca de familiaridade cultural e relevância religiosa.

Uma pesquisa da Knight Frank de 2025 mostra que 82% dos muçulmanos de alto patrimônio líquido demonstram interesse em investir no reino, com orçamentos médios de US$ 4,7 milhões (R$ 25,2 milhões). Meca lidera as preferências, com 30%, seguida por Riad, com 25%, e Medina, com 19%. O potencial desse grupo é estimado em US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões), um mercado bem delimitado, diferente do fluxo internacional amplo que sustenta Dubai.

As projeções da Henley indicam que 9.800 milionários devem se mudar para os Emirados Árabes Unidos em 2025. Já a oportunidade saudita está concentrada em países de maioria muçulmana. Um exemplo são os 3.500 indivíduos de alto patrimônio líquido da Índia, que controlam cerca de US$ 26 bilhões (R$ 140 bilhões) e buscam combinar retorno financeiro com alinhamento cultural.

Contexto geopolítico favorável

O ambiente regional também contribui para esse movimento. A normalização das relações entre Irã e Arábia Saudita após 2023, mediada pela China, aumentou a previsibilidade geopolítica. Os ataques marítimos dos Houthis caíram de 150 em 2024 para apenas sete em 2025, após o cessar fogo em Gaza em setembro.

Embora o tráfego no Mar Vermelho tenha recuado de 12% para 9%, as receitas do Canal de Suez cresceram 14% entre julho e outubro de 2025, sinalizando adaptação, e não desvio permanente. Projetos de infraestrutura regional, como a ferrovia Landbridge na Arábia Saudita e a expansão portuária nos Emirados Árabes Unidos, reforçam as perspectivas de longo prazo.

Cronograma e execução

Os megaprojetos urbanísticos sauditas, entre eles o Neom e Qiddiya, duas cidades que estão sendo erguidas no país do zero, e as zonas turísticas do Mar Vermelho, concentram décadas de investimentos em prazos acelerados, com conclusão prevista entre 2030 e 2035. Ao mesmo tempo, o país fortalece os mecanismos de fiscalização. Multas por violações de registro podem chegar a 10 milhões de riais sauditas (R$ 14,4 milhões).

Dubai segue com a vantagem de quatro décadas de experiência em infraestrutura imobiliária, com sistemas de registro consolidados, mercados de crédito maduros e processos bem conhecidos pelos investidores. A Arábia Saudita ainda constrói esses mecanismos, mas aposta em maior controle estatal e alinhamento cultural como diferenciais.

O decreto real M/14 deixa claro que não se trata de uma tentativa de replicar Dubai. A estratégia é complementar. Dubai oferece liquidez, agilidade e padronização internacional. A Arábia Saudita oferece relevância religiosa, afinidade cultural e participação antecipada em uma transformação estrutural de longo prazo.

Para o investidor, a escolha não é entre um mercado e outro, mas sobre qual deles atende melhor aos objetivos do capital, ao horizonte de investimento e ao perfil de risco. Mercados distintos, estratégias distintas e, possivelmente, espaço para ambos crescerem em paralelo.

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Frasers Property Coloca Bloco Residencial em Singapura à Venda Por R$ 1,76 Bilhão

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A Frasers Property, controlada pelo bilionário tailandês Charoen Sirivadhanabhakdi, está vendendo o bloco residencial de um dos principais shoppings de Singapura por S$ 418 milhões (dólares de Singapura). O valor equivale a R$ 1,76 bilhão.

A venda inclui a parte residencial do The Centrepoint e aproximadamente um terço das unidades comerciais do complexo, localizado na Orchard Road, principal área de compras de Singapura.

O preço avalia os 66 apartamentos e as 66 unidades comerciais em S$ 29.200 por metro quadrado (R$ 120 mil).  As unidades ficam atrás do shopping, segundo comunicado divulgado pela Savills Singapore, agente exclusiva do imóvel.

Os compradores também terão de pagar ao governo S$ 260 milhões (R$ 1,09 bilhão) para renovar o contrato de arrendamento do terreno por mais 99 anos e ampliar o potencial construtivo da propriedade para um índice de aproveitamento de 5,6 vezes.

Construído em 1983, o Centrepoint ocupa um terreno arrendado de cerca de 4.153 metros quadrados. O ativo pode ser reurbanizado em um projeto de uso misto com até dez andares e área bruta máxima de 23.255 metros quadrados.  O edital de licitação foi aberto hoje e se encerra em 26 de fevereiro.

As 151 lojas remanescentes do shopping, que está em terreno próprio, não fazem parte da venda. Ele tem ligação direta à estação de MRT Somerset, acessibilidade e localização no coração da Orchard Road. “O imóvel oferece aos incorporadores a oportunidade de desenvolver uma propriedade emblemática com um endereço reconhecido internacionalmente”, afirmou Jeremy Lake, diretor administrativo de vendas de investimentos e mercados de capitais da Savills Singapura.

Um dos mercados mais caros do mundo

A Frasers Property está se desfazendo de parte de seu principal shopping em meio à crescente demanda por terrenos residenciais de alto padrão no distrito comercial central.

O movimento ocorre enquanto os preços dos imóveis na cidade estado atingiram um novo recorde em 2025, reforçando os sinais de demanda resiliente em um dos mercados imobiliários mais caros do mundo.

A empresa está entre as incorporadoras de Singapura que vêm reforçando seus bancos de terrenos diante da procura consistente por imóveis na Cidade Leão. Em junho do ano passado, um consórcio liderado pela Frasers Property apresentou a maior oferta, de S$ 491,5 milhões (R$ 2,09 bilhões), por um terreno residencial no bairro nobre de Bukit Timah.

Charoen Sirivadhanabhakdi tem patrimônio líquido estimado em cerca de R$ 60,9 bilhões, segundo dados em tempo real da Forbes. Ele está entre os homens mais ricos da Tailândia e, além do controle da Frasers Property, possui participações na Thai Beverage, fabricante da cerveja Chang, e na incorporadora imobiliária Asset World.

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Compass Conclui Aquisição da Anywhere por US$ 1,6 Bilhão e Cria Gigante Global do Real Estate

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A Compass, gigante do setor imobiliário dos Estados Unidos, anunciou nesta sexta-feira (9) a conclusão da aquisição da Anywhere Real Estate, sua principal rival, em um negócio avaliado em US$ 1,6 bilhão (R$ 8,62 bilhões).

A operação foi finalizada após aval do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Juntas, as duas empresas somam valor de mercado de US$ 10 bilhões (R$ 53,9 bilhões). O novo grupo passa a se chamar agora Compass International Holdings e será comandado pelo atual CEO da Compass, Robert Reffkin.

Entre outras, o novo grupo controla agora marcas de real estate voltadas ao mercado de alta renda, tais como a Christie’s International Real Estate e Sotheby’s International Realty.

Em carta aos acionistas, Reffkin afirmou que as marcas continuarão operando normalmente. Segundo ele, a união das duas empresas em um único grupo cria uma gigante com cerca de 340 mil corretores, atuando em 120 países, incluindo o Brasil. A Compass já era a maior corretora imobiliária dos Estados Unidos em volume de vendas, enquanto a Anywhere ocupava a segunda posição.

“O que torna este momento único não é uma transação que combina duas empresas, mas o fato de que as marcas e os profissionais mais respeitados do setor estão se unindo em uma única plataforma tecnológica moderna, que os ajudará a economizar tempo, expandir seus negócios e atender melhor seus clientes”, escreveu Reffkin na carta.

Volume de transações em alta

Fundada em 2012 e com sede em Nova York, a Compass demonstra resiliência em meio a um cenário pouco favorável para o real estate nos Estados Unidos, marcado por vendas praticamente estagnadas.

Os dados mais recentes da empresa, referentes ao terceiro trimestre de 2025, indicam alta de 23,6% na receita em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 1,85 bilhão (R$ 9,96 bilhões).

Segundo a companhia, o volume de transações avançou 21,5% no período, bem acima da expansão de cerca de 2% observada no mercado como um todo. Cerca de metade do crescimento da receita veio de aquisições. Ainda assim, a Compass destacou que o crescimento orgânico permaneceu sólido, com alta de 11%.

Com a fusão, a empresa adiciona aproximadamente US$ 1 bilhão (R$ 5,39 bilhões) em vendas provenientes de operações já estabelecidas. A meta do novo grupo é vender 1,2 milhão de casas por ano.

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Os Dez Mercados Imobiliários Que Devem Liderar a Alta de Preços nos EUA em 2026

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A cidade de Hartford, em Connecticut, deverá ser o mercado imobiliário mais aquecido dos Estados Unidos em 2026, segundo a Zillow, uma das principais empresas de tecnologia imobiliária americana. A cidade superou Buffalo, no estado de Nova York, e assumiu a liderança devido à forte concorrência entre compradores e ao baixo nível de estoque de imóveis.

Segundo a Zillow, Hartford apresenta hoje o menor número de casas disponíveis em relação ao período pré-pandemia entre os principais mercados do país. O estoque caiu 63%, um sinal claro de elevada disputa entre potenciais compradores.

No ano passado, mais de 66% das casas vendidas em Hartford foram negociadas acima do preço de tabela, o maior percentual entre as principais áreas metropolitanas dos Estados Unidos. Em média, os imóveis ficaram no mercado por cerca de uma semana, indicando um ritmo acelerado de vendas.

A Zillow também aponta que Hartford tem a previsão de valorização imobiliária mais forte do país. Segundo a empresa, os compradores devem estar preparados para fazer ofertas mais altas em 2026. A estimativa de crescimento do valor dos imóveis na cidade é de quase 4%, bem acima da previsão de 2,5% para Buffalo. Confira o ranking abaixo.

Buffalo perdeu o posto de mercado imobiliário mais aquecido do país após liderar o ranking por dois anos consecutivos. A cidade havia se destacado principalmente pelo elevado número de novos empregos em relação às autorizações para construção de novas casas, um fator relevante na análise do aquecimento do mercado.

No caso de Nova York, a Zillow atribui a boa colocação no ranking à perspectiva positiva para os preços dos imóveis e à força do mercado de trabalho. Apenas 13,5% das propriedades anunciadas tiveram redução de preço, o menor percentual entre os cinco mercados mais aquecidos da lista.

Entre os mercados onde os imóveis permaneceram menos tempo à venda no ano passado estão Hartford, St. Louis, no Missouri, e Cincinnati, em Ohio. Nessas cidades, o estoque foi mais limitado e as vendas ocorreram de forma mais rápida do que na média nacional.

Preços devem subir

A Zillow projeta que os preços dos imóveis devem subir na maioria dos mercados em 2026, à medida que a economia continua a se ajustar às taxas de juros em torno de 6% para financiamentos imobiliários. No ano passado, a valorização ficou estagnada, com metade dos principais mercados registrando queda nos preços.

Segundo a empresa, os níveis gerais de estoque voltaram a se aproximar dos patamares anteriores à pandemia. Ainda assim, mercados com baixa oferta e vendas rápidas tendem a continuar apresentando demanda superior à oferta ao longo de 2026.

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São Paulo É a Cidade Mais Segura do Mundo Contra Bolhas Imobiliárias, diz UBS

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O UBS Global Real Estate Bubble Index 2025 classifica São Paulo como a cidade mais segura entre 21 grandes metrópoles mundiais, mesma posição alcançada na edição de 2023.

A diferença é que, desta vez, a pontuação foi de menos 0,10, a menor da série histórica, o que coloca São Paulo como a única cidade a figurar no campo negativo do índice. Isso indica que seus preços estão muito mais ancorados na realidade econômica do que os de capitais como Miami ou Zurique.

O índice, conhecido em português como Índice Global de Bolhas Imobiliárias da UBS, avalia o risco de desequilíbrios nos mercados residenciais ao redor do mundo. O conceito de bolha, conforme detalhado pelos analistas do UBS, refere se a uma precificação substancial e sustentada fora dos fundamentos econômicos de um ativo.

Os sinais de alerta surgem quando há um descolamento agressivo entre os preços dos imóveis e a renda local ou o valor dos aluguéis. Historicamente, esse desequilíbrio antecede crises imobiliárias severas.

Em São Paulo, no entanto, o cenário atual mostra uma estabilidade dos preços reais desde 2022, segundo o estudo. A cidade aparece à frente de Nova York, Paris e Milão.

No topo do ranking de 2025, Miami apresenta o maior risco de bolha imobiliária do mundo, com índice de 1,73. Essa situação é impulsionada por uma valorização de 50% no preço dos imóveis nos últimos cinco anos.

Em São Paulo, a dinâmica é inversa à de mercados superaquecidos. Embora os aluguéis tenham subido 5% em termos reais no último ano, os preços de venda dos imóveis têm dificuldade para acompanhar a inflação, pressionados pelas altas taxas de juros do financiamento imobiliário no Brasil.

Além de Miami, aparecem no topo do ranking Tóquio, com índice de 1,59, e Zurique, com 1,55, ambas em zona de alto risco de bolha imobiliária. Outras quatro cidades estão em risco elevado, sete em risco moderado e quatro em risco baixo.

UBS Global Real Estate Bubble Index 2025

Risco de bolha está diminuindo

Entre outros pontos, o relatório monitora variáveis como a relação entre preço e renda, o volume de empréstimos hipotecários e a atividade de construção para determinar o nível de risco em quatro categorias: baixo, moderado, elevado e alto. Em resumo, o índice avalia a saúde do mercado imobiliário.

De forma geral, os dados de 2025 revelam uma tendência global de diminuição dos riscos de bolha imobiliária. Desde 2022, os preços médios dos imóveis caíram 15%, reflexo do aumento generalizado das taxas de juros.

Enquanto os juros permanecem elevados, o uso de alavancagem financeira para a compra de imóveis segue penalizado, o que impede uma escalada irracional dos preços de venda, segundo os autores do relatório.

Motivos para o alto risco

Tóquio e Zurique acompanham Miami na categoria de alto risco. Na capital japonesa, os preços estão 35% acima dos níveis de cinco anos atrás, enquanto a renda dos moradores cresceu apenas um dígito no mesmo período.

Em Zurique, a relação entre preço e aluguel é a mais alta do mundo. Isso significa que investidores aceitam retornos muito baixos com aluguel na expectativa de uma valorização contínua dos imóveis.

Outro ponto de destaque é a crise global de acessibilidade. O estudo revela que, em cidades como Hong Kong, um trabalhador qualificado precisa de 14 anos de renda média para comprar um apartamento de apenas 60 metros quadrados.

Mesmo em cidades classificadas como de baixo risco, como Paris e Londres, os preços dos imóveis superam dez vezes a renda anual média da população, tornando a casa própria um objetivo cada vez mais distante para as novas gerações.

Em Paris, os autores apontam que padrões energéticos mais rigorosos estão gerando descontos em imóveis energeticamente ineficientes, ao mesmo tempo em que elevam a qualidade e os aluguéis dos imóveis mais eficientes, pressionando ainda mais os orçamentos familiares.

Em Londres, o principal entrave é o baixo número de novos projetos habitacionais, impactado por regras rígidas de planejamento urbano, custos elevados de financiamento e demanda moderada.

Algumas cidades, no entanto, avançaram rapidamente em termos de risco. Madri e Dubai registraram os maiores saltos no último ano, com altas de preços de 14% e 11%, respectivamente.

Em Dubai, o forte crescimento econômico e a demanda estrangeira elevaram o risco de moderado para elevado, levantando questionamentos sobre a sustentabilidade desse ritmo de valorização diante de um possível aumento na oferta de novos empreendimentos. A população da cidade cresceu quase 15% desde 2020, pressionando a oferta disponível e impulsionando os aluguéis, segundo o estudo.

Redesenho da demanda e rearranjo demográfico

Além dos juros, fatores demográficos e mudanças no mercado de trabalho após a pandemia redesenharam a demanda por imóveis. Entre 2010 e 2020, os centros urbanos se valorizaram mais do que os subúrbios, mas essa tendência se inverteu nos últimos cinco anos.

Segundo os autores, dois fatores explicam esse movimento. O primeiro é a migração da demanda para os subúrbios após a pandemia, impulsionada pela expansão do trabalho flexível. O segundo é o impacto das taxas de juros mais altas, que reduziram a acessibilidade em muitas cidades e empurraram compradores para subúrbios e cidades satélites mais baratos.

Ainda assim, o UBS projeta que o envelhecimento da população e a busca por melhor infraestrutura e serviços podem atrair novamente moradores para os centros das grandes metrópoles, especialmente em cidades com oferta limitada de novos imóveis.

Para o futuro, a expectativa é que o setor imobiliário volte a atuar como um refúgio financeiro em um ambiente global marcado por alta dívida pública e inflação persistente. Caso os bancos centrais iniciem um ciclo de cortes de juros até 2026, a demanda pode ser reativada em escala global.

No caso de São Paulo, isso pode representar o fim do período de estagnação dos preços. Segundo o estudo, a inflação perdeu força, mas o Banco Central do Brasil ainda não sinalizou cortes de juros. “Enquanto as taxas elevadas de financiamento continuarem penalizando o uso de alavancagem, ganhos expressivos de preços seguem improváveis”, escrevem os autores.

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